Conto: Onde O Ladrão & A Lua Se Encontram

Conto: Onde O Ladrão & A Lua Se Encontram
Escrito Por: Gabriel Lucena
NOTA: Antes de ler, leia a tradução de Wake Me Up When September Ends, do Green Day, pensando em Thaluke. Aí leia o conto ouvindo essa música. E pode chorar TT^TT

Agradecimentos: Ás minhas abiguinhas Ana Victoria Batista e Ligia Sanches , que foram as primeiras pessoas à lerem este maravilhoso conto. E, é claro, à todos os meus abiguinhos semideuses (e eu não to gripado ‘-‘ )

OBS: Créditos à Ligia pelo título!

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Dias como aqueles não me deixam mais feliz do que eu costumava estar.
Estava numa selva, caçando. Ainda era de manhã, e eu estava na minha caçada matinal. Claro, não é tecnicamente “Minha”, pois as outras Caçadoras também fazem isso. Ah, tanto faz.
Só sei que, com o inverno quase na metade, a chance de encontrar algo para caçar é muito difícil, então eu estava me esgueirando havia 1 hora entre arbustos e lamas, e eu estava realmente horrenda. Não me entenda mal, apesar de nós, Caçadoras de Ártemis, não nos importamos com garotos, ainda temos nossa pequena vaidade, além de ser não muito confortável ficar toda suja de lama e gravetos logo de manhã.
Mas enfim, enquanto estava quase desistindo e indo procurar alguns ovos e pássaros quando ouvi barulhos de cascos. Virei-me, e vi a única corça do inverno inteiro. Estava com muita sorte, realmente. Agachei-me e engatinhei até o arbusto mais próximo da bendita corça. Magicamente, o arco e flecha prata apareceram. Peguei uma flecha, engatei e continuei engatinhando. Chegando ao arbusto, preparei a flecha, apontei, puxei e… Uma droga de onça pintada apareceu e matou a droga da corça! Bem, aquela foi à última refeição dela.
Bem, levei a onça morta ao Acampamento de Caçadoras, deixei no meu lugar e voltei à selva. Não iria chegar lá sem nada para comer.
Rapidamente, matei dois pássaros e peguei os ovos do ninho e voltei ao Acampamento. Só faltava eu de Caçadora, me sentei em um tronco de árvore, e num piscar de olhos, Lady Ártemis apareceu, e viu o que nós caçamos.
-Muito bem garotas! – Disse a deusa, no tom confiante e juvenil de sempre. – Caçaram muito bem hoje, apesar do inverno! E parabéns pela pele de onça, Thalia!
-Obrigada Milady.
-Bem, como caçar no inverno é realmente difícil, e o tempo está incrivelmente calmo, acho que vocês podem dar uma voltinha!
E Lady Ártemis desapareceu.
-E aí, Tempestade, já está se preparando para a “Grande Noite”? – Disse Alexandra, que estava na Caçada há mais tempo que eu, e que era bem mais alta.Filha de Ares.
-Que “Grande Noite? – Perguntei
-Ah, você não sabe? Então, de tempos em tempo, algo incrível acontece: O Planeta Vênus aparece ao lado da Lua. Bem, nesse “incidente”, Afrodite faz um encontro com Ártemis e algo acontece: nós nos encontramos com os amores de nossas vidas, e podemos ter uma escolha, de irmos ter uma vida com o amor de nossas vidas ou de continuar na caçada.
-E você já passou por quantos? – Perguntei ansiosa.
-3.Depois da primeira, bati nele até acabar.
-Hmmmm. Bem, obrigada!
Quando estava dando meia-volta, ela gritou:
-É hoje à noite!
Fui para a selva, tentando esfriar a cabeça. Subi em uma árvore e pensei em vários meninos. Bem, poderia aparecer o Percy, mas ele era tipo um irmão para mim. Pensei em Nico, mas ele era mais um primo amigável (literalmente falando.). Pensei no garoto, “Santa Hera, qual era o nome dele?” Perguntei-me. Ah, Leo Valdez. Bem, ele era bem irritante, mas ao mesmo tempo era até interessante.
Até que outro menino passou por minha cabeça. “Não, não pode ser,” me censurei, “ele está morto a o que? Um ano?”.
Bem, minha única opção era o Billy Joe Armstrong, do Green Day.
Pensei mais sobre isso, e acabei dormindo no galho mesmo.
*~*~*~*
Algumas horas mais tarde acordei em cima do galho. Vênus estava perto da Lua, e pensei que o evento estava para começar. Desci do galho para ir ao Acampamento tentar dormir, assim talvez fugisse.
Quando pisei no solo, um arbusto se mexeu.
Meu arco e flecha apareceram, e eu preparei ele, apontando para o arbusto.
-Quem está aí? – Perguntei, em voz alta
Quando a última pessoa do mundo subiu. Era Luke, na versão pré-adolescente dele.Era idêntico a tudo, no momento em que chegamos ao Acampamento Meio Sangue. Tinha até o taco de beisebol. Era Luke, a última palavra que eu disse antes de virar um ser que vive dependente de clorofila para viver.
-Lu-Luke… – Gaguejei.
E ele saiu correndo.
Sabia que eu não deveria ter ido, deveria ter fugido daquilo naquele momento, mas não aguentei.
Corri em disparada, em cegas à selva. Depois de 4 minutos, eu tropecei, e percebi uma gigantesca névoa (normal) em nossa volta. Foi quando apareceu o Luke antes de morrer, e provavelmente, o Luke de antes de ser possuído por Cronos.
-Thalia… Você cresceu.
-Oh, Luke!
Pela primeira vez, não me segurei e corri em direção à ela, dando um forte abraço. Ele me retribuiu e eu vi o quanto perdi não assumindo que gostava dele antes. Se eu tivesse feito isso, talvez Cronos não tivesse retornado, e talvez eu pudesse ainda estar viva… Tantos “talvez”, e neles carregamos tanta coisa indecisa…
-Thalia, não se magoe. Eu… Eu te amo.
-Eu também te amo, Luke.
-Sinto muito ter falado isso agora… Depois de eu, bem…
-Não, Luke. Eu… Eu tenho algumas escolhas – Eu posso sair da Caçada. Mas eu não disse isso.
-Eu sabia disso, então…
Ele se separou de mim, e pegou uma garrafa e a entregou par Amim. Nela estava escrito: “Fazendas Píton. Fazemos o melhor veneno para o seu suicídio ou assassinato!” Só do toque, eu percebi que era o mesmo veneno que quase matara à minha árvore alguns anos antes. “Bem”, pensei, “Píton tem realmente algo contra mim.”
-Por favor, seja a minha Julieta… – O conto de amor mais trágico de todos os tempos.
Eu estava disposta. Sabia que para o amor era preciso fazer sacrifícios, e naquele momento, eu senti uma liberdade diferente da que eu vivi como Caçadora. E sabia que eu queria aquela liberdade com Luke. Eu queria dividir aquela liberdade com Luke.
Eu estava completamente disposta. Era a maior certeza da minha vida. Eu ia me deixar levar à tentação, eu ia deixar a corrente me levar, e nem que eu precisasse ser contra a corrente, eu iria ficar perto, junto, de Luke. Naquele momento, senti um cheiro de veneno, e esse cheiro acabou com os meus pulmões. O mesmo cheiro que me quase matou a minha versão clorofilense. Dali à um segundo, eu sentiria o gosto agridoce da morte, e tudo me se esvaziaria, e eu ficaria com Luke até o fim do Olimpo. O cheiro ficou intenso, e eu já estava abrindo a boca, quase tocando a água cinza. Benção do deserto, maldição do oceano.
Foi quando eu acordei, e senti que aquilo não era o mais certo.
-Desculpe-me Luke. Não posso fazer isso.
Ele estava claramente decepcionado, mas respondeu:
-Eu entendo.
E eu chorei. Não escondi, e provavelmente chorei mais do que qualquer outro momento em minha vida.
-Summer has come and past/The innocent can never last. – Ele cantou.
-Wake me up when September ends – Continuei.
-Like my father’s come to past.
-Seven years has gone to fast.
-Wake me up when September ends. – Cantamos em coro.
-Here’s comes the rain again.
-Falling from the stars.
E cantamos a música inteira.
-Thalia Grace, filha de Zeus, Caçadora de Ártemis. Eu juro pelo Rio Estige que vou te acordar quando setembro acabar.
-Não sei como, mas prometo a mesma coisa.

Ele se aproximou de mim, e eu me aproximei dele. Não sabia o se eu podia fazer isso. Bem, ele estava morto, e apesar disso ser necrofilia, ele também estava vivo – isso é verídico. Quando nossos lábios chegavam perto do outro, quando eu estava prestes a morder o fruto proibido, meu mundo caiu. O fruto murchou. O lábio dele não existia mais. Eu abri os olhos e me vi em uma clareira. Ainda havia olhos nas minhas lágrimas. Olhei para a Lua, e vi que Vênus não estava mais lá. Foi um tempo infinito, mas bem pequeno. Alguns infinitos são maiores que os outros.
Limpei às lágrimas e voltei ao Acampamento.
Chegando lá, dei de cara com Alexandra.
-E aí Tempestade, como foi? – Ela perguntou.
-Deprimente. E você?
-Abracei ele por 2 segundos e depois espanquei ele.
Dei uma olhada e vi que faltavam exatamente… 3 Caçadoras.
-Dayana, Meredith e Britney. – Disse Alex.
-Isso é deprimente.

*~*~*~*~*

Acordei em cima de uma árvore, no dia primeiro de Outubro. Uma cobra estava silvando no meu ouvido. Quando foi tirá-la, vi que era de ouro e tinha um caduceu na cabeça. “Luke, depois você reclama de Hermes.” Pensei. E sorri.

Obrigado por lereem! C:

 

Olha que lindo, gente! Disponibilizei o livor para download em PDF, ou seja, vocês podem ler aonde quiserem ❤

 

http://www.4shared.com/office/JMlQqAZDba/Onde_o_Ladro_e_a_Lua_se_Encont.html?

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11 comentários sobre “Conto: Onde O Ladrão & A Lua Se Encontram

  1. Ficou incrivel, e olha que não sou fã de romances , e a combinação de Greed Day , A Culpa é das Estrelas e Percy Jackson .. nossa, muito mas muito bom mesmo !
    nostalgia ><

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    1. Nossa… cara… eu não sei como te agradecer pelo seu comentário. VOCÊ COMPAROU MEU CONTO AO MEU LIVRO FAVORITO, MEU DEUS *OO*
      Eu acho que eu poderia ter te agradecido mais naturalmente e, hmm, civilizadamente, mas não dá! Eu. Estou. Pirando.
      Muito, muito, muito, mas muuuito obrigado mesmo!

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  2. Caramba, parabéns, muito lindo!!! Chorando aqui! tem uns errinhos de digitação, mas foi muito bem colocada a frase de “A Culpa é das Estrelas” (alguns infinitos são maiores que outros) e tudo só me fez amar ainda mais a Thalia, Thaluke e Green Day!

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  3. Ah meus DEUSES, QUE LINDO ISSO CARA!!!!!!!!!!!
    E tem Green Day (minha banda favorita) ❤ Muito muito linda, e cara, se eu fosse a Thalia, teria desistido na hora. Aliás, nucna teria entrado na caçada, digamos, asuhsuahsush
    Enfim, eu amei, amei, amei, e cara, Wake me Up When September Ends, é tão deprimente, mas eu nunca canso de escutar ela :')
    Ah, e eu sou a #FilhaDeHermes, da página Luke Castellan 😀

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    1. Durante o encontro, eles cantam “Wake Me Up When September Ends”, que significa “Me Acorde Quando Setembro Acabar”, e depois de Setembro vem Outubro, certo? Então, o Luke diz: Vou te acordar quando setembro acabar. E a Thalia promete a mesma coisa.
      E no dia 1º de outubro, uma cobra com um caduceu acorda Thalia, que são os símbolos de Hermes. Isso significa que Hermes ouviu o encontro e mandou a cobra em nome de Luke, acordando Thalia. E Thalia acorda Luke lembrando-se da promessa.
      Entendeu?
      Obrigado por gostar e por ter visitado o blog 😉

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