Meses Clássicos: A Hora da Estrela, de Clarice Lispector

Olá! Saudades do “Meses Clássicos”??Haha, ele voltou! E já adianto que não me arrependi de ler esse (li porque minha profª de Port pediu), e que o próximo será… CHARADA: TO LLIK A HALF KATNISS! Quem achar a resposta deixe nos comentários hahahaha

A hora da Estrela A Hora da Estrela

ou A Culpa é minha

ou Ela Que Se Arranje

ou O Direito Ao Grito

ou Quanto Ao Futuro

ou Lamento de um Blue

ou Ela Não Sabe Gritar

ou Uma Sensação de Perda

ou Assovio No Vento Escuro

ou Eu Não Posso Fazer Nada

ou Registro Dos Fatos Antecedentes

ou História Lacrimogênica de Cordel

ou Saí Discreta Pela Porta dos Fundos,

de Clarice Lispector, 87 págs.

Editora Rocco, 1997

A nordestina Macabéa, protagonista do livro, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perdeu seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, e se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera.

Já ouviu falar da Clarice Lispector? Não? D eonde acha que saiu a gíria da internet “(frase inteligente, boba, irônica etc) – Lispector, Fulado” ?

Minha primeira opinião sobre livro, é que (joguem pedras em mim, ou simplesmente me julguem) ele pode, até em certo mínimo ponto, ser comparável a uma versão mais fina, brasileira e clássica do livro A Culpa É Das Estrelas, do John Green. Quero dizer, tem várias filosofias comparáveis e o título é parecido, mas quem disse que as semelhanças continuam?

Clarice Lispector escreve de um jeito espetacular. Alguns momentos, você sente vergonha, raiva ou piedade da personagem principal. E até o final não sabe se o Rodrigo S.M., o pseudônimo que a Clarice criou para escrever o livro, que também é o narrador.

Os personagens são bem construídos, como eu disse lá em cima. Temos raiva e dó deles em certos momentos. E Clarice Lispector é uma mais nova integrante do time de Autores Que Sabem Mexer Nos Nossos Sentimentos.

E só o motivo do livro ser pequeno não significa que ele é ruim! A história dele é envolvente, e você lê ele em uma ou duas viagens de ônibus em um dia. (Não que eu tenha feito isso. Quero dizer, se qualquer coisa tivesse acontecido com o livro minha professora de Português [beijo ‘fessora] teria me matado)

Sobre o final? Bem, eu estava na escola, quase no horário de sair, no final da aula de Ciências. O professor deixou a gente livre, e eu terminei de ler o livo. Bem, eu quase chorei. O final é tão simples, e eu acho que é meio previsível, ms a Clarice usou uma brincadeira de palavras me que emocionou de verdade. Poxa, numa cena que nós estávamos com dó da Macabéa!

Nível de recomendação? 10 de 10!

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