Resenha – Divergente #1 – De Veronica Roth

Oei gente :v

Capa brasileira.
Edição da Editora Rocco Jovens Leitores, de 2012

Divergente,

de Veronica Roth, 2011

Editora Rocco Jovens Leitores, 495 pág.

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Divergente foi uma grande revelação do ano de 2012 aqui no Brasil. Vários blogs e canais no YouTube falavam sobre o livro. Bem, todo esse sucesso no mundo inteiro fez com que o livro ganhasse uma adaptação em longa-metragem, prevista para 21 de março, na América do Norte.

Sem mais delongas, podemos ver que Divergente tem uma pegada dos livros distópicos que recentemente sairam, após o estrondoso sucesso da série Jogos Vorazes (que é lançado pela mesma editora), de Suzanne Collins. Pode até parecer alguma fórmula: o YA predominante com jovens que estão em um período de transição pela sua idade na sociedade, um romance que é mais importante do que parece, um triângulo amoroso, a sociedade divida por partes e uma (REVELAÇÃO!, só que não) guerra bem bolada no final, onde finalmente se descobre os agentes duplos. Bem, é impossível negar que em Divergente acontece isso, mas de uma maneira estrondosamente bem bolada.

A pensar primeiro que a autora conseguiu fazer as facções de uma maneira bem realística. Os seres humanos realmente podem culpar a agressividade, ou a ignorância, ou a duplicidade, ou o egoísmo, ou a covardia, e seria muito fácil chegarmos a um futuro igual ao da trilogia, e isso me surpreende ainda mais. ¹Veronica Roth também revela que não escolheu os nomes das facções pegando um nome aleatório, mas sim, pegando palavras não-familiares de propósito, e por algumas razões. Baseada nessas razões, pegou palavras que faziam sentido para a facção, sem interferir nas outras, como na facção da Amizade:

Amizade: 1. harmonia pacífica 2. entendimento mútuo e relacionamento pacífico, especialmente entre nações; paz; acordo 3. cordialidade

VERONICA: Não é só sobre banjos e pegar maçãs. É sobre cultivar relações fortes e tentar entender um ao outro. Oh, amizade.

Ou seja, não foi simplesmente pegar uma palavra que até tenha algo a ver, mas tendo uma preparação para tudo isso.

Quando á história, ela é cativante. Todos os elementos citados á cima existem, e como dito anteriormente, Veronica soube usá-los com certa sincronia. Não foram poucas as vezes em que você sentia profunda raiva dos personagens, ou até mesmo dó. Já aproveitando que estou falando dos personagens, eu adorei a construção deles. Muito bem construídos.

E a imaginação da autora é impressionante. Atualmente, está acontecendo algo que eu estou gostando muito, mas muito mesmo, é dos livros se preocuparem muito bem com o mistério. Existe diversos mistérios no livro, alguns já desvendados nas primeiras páginas (por mais que a protagonista só vá descobri-los mais á frente no livro), e outros e que só serão revelados no próximo livro (Que aliás, foi lançado ano passado com o título de Insurgente. E recentemente, foi lançado Convergente, o terceiro livro da trilogia. Preciso falar que é o último?), além de dúvidas crescentes, como: Por que Divergentes são tão perigosos á sociedade? E fãs tem a “mania” de falar que pertence a um determinado grupo do livro (como os fãs de PJO, que dizem ser semideuses, e os de HP, que dizem estudar e pertencer a alguma casa de Hogwarts), e ao pensar em que Facção pertencem, acabam percebendo que é impossível terem suas personalidades apenas para uma facção. E esse é um mistério maior: Como Veronica Roth chegou á isso, de comprimir suas personalidades até chegar a um certo ponto?

Resumindo, o livro é incrível, a autora soube se abrir muito bem, dando gigantescas asas á imaginação, usando-as de uma maneira muito sincronizada e em harmonia. Estou muito ansioso para continuar lendo essa incrível trilogia!

Fontes:

¹ Site Divergente Brasil, e para saber mais sobre: http://divergentebrasil.com/amizade/

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