Resenha: Terra de Histórias #1 O Feitiço do Desejo – de Chris Colfer

Eu estou devendo para mim mesmo essa resenha á tempos, então aí está!

imagemTerra de Histórias #1 O Feitiço do Desejo

de Chris Colfer, 2011

Editora Benvirá, 384 págs

 

Os irmãos gêmeos Alex e Conner estão vivendo os piores dias de suas vidas. Para tentar alegrá-los, no aniversário de 12 anos, a avó os presenteia com o antigo livro de histórias que o pai costumava ler para eles, quando crianças, antes de dormir. E a magia volta a tomar conta da vida dos dois – de verdade! Assim como Alice chegou ao País das Maravilhas após cair num buraco do coelho, Alex e Conner são sugados pelo livro e vão parar dentro do mundo dos contos de fadas. Lá, descobrem o que aconteceu com os personagens após o “E foram felizes para sempre!”. Cachinhos Dourados, por exemplo, é uma fugitiva, Chapeuzinho Vermelho tem seu próprio reino e Cinderela, agora rainha, está prestes a se tornar mãe.
Mesmo em meio a tantas surpresas, os gêmeos não têm tempo a perder: precisam voltar para casa antes que o livro se feche e a mãe dê queixa do desaparecimento deles. Para que o Feitiço do Desejo se cumpra, Alex e Conner têm de desvendar as pistas deixadas em um diário. Eles só não podiam imaginar que mais alguém estava no rastro e faria de tudo para atravessar para o mundo real no lugar deles: a Rainha Diabólica.

Confesso que eu, sim, julguei o livro pela capa, e no momento em que toquei o livro, eu soube que estaria adiante de uma das melhores histórias da minha vida, e eu não podia estar mais errado. O primeiro é como o Chris Colfer soube trazer tudo isso para a gente, melhorando em mil vezes pelo motivo do livro trazer o mapa da Terra de Histórias na contracapa. Como diz Mariana Gastal, do Respira, Mariana!, “Livros com mapas sempre são os melhores livros”.

A escrita do Chris Colfer é espetacular! Esse moço, além de souber atuar que é uma maravilha (ele interpreta o papel de Kurt, na série Glee, e o personagem foi criado especialmente para ele. Não é pouca coisa não), ele escreve tão bem quanto. As páginas saem voando, e você sente que o seu livro está voando e que si próprio está entrando na Terra de Histórias, indo visitar todos os contos que você cresceu ouvindo.

Os acontecimentos estão fantásticos, pois ele tenta mostrar cada pedacinho do mundo novo. Você se surpreende o quão maravilhoso ele consegue readaptar essas histórias, e também mostrar o quanto o tempo passou após o “viveram felizes para sempre”, além de apresentar algumas coisinhas um pouquinho mais maduras. Chris Colfer sabe o que faz.

E o melhor: a identificação está muito boa.Quando ele descreve Alex, na hora eu já pensei “se trocarmos o nome por Gabriel e colocarmos no masculino, epa!, temos aí minha descrição”, pois eu me identifiquei completamente com ela. Quanto ao Conner, impossível você não morrer de rir das piadas dele. Infelizmente, muitas delas são forçadas demais, assim como o personagem, um pouco. Acho que o Chris Colfer passou tempo demais construindo a Alex.

E o final é tão triste. Eu realmente não esperava por aquilo.

Acho que deu a entender que o livro é espetacular. Tão boa a leitura quanto a releitura. O segundo livro já foi lançado no Brasil (e eu já li, a resenha fresquinha vai sair para vocês daqui a pouco), e o terceiro acabou de ser lançado nos EUA. Aconselho continuar a série! O Chris Colfer também tem outro livro lançado aqui no Brasil, que é O Diário de Carson Phillips. (Struck by Lightning)

 

E é isso, até mais!

 

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