O Senhor dos Anéis

Depois de longos 8 meses, eu finalmente terminei de ler toda a saga épica O Senhor dos Anéis, escrita por um dos mais célebres autores de fantasia da história (e também, um dos mais importantes, se não for o mais.), J. R. R. Tolkien!

Bem, antes de começar, eu gostaria de dizer algo: comece lendo O Hobbit. 

Ta Biel, mas por que você diz isso? Simples.

Você já vai estar familiarizado com a escrita do Tolkien. Sim, a escrita muda, mas é como se você fosse capinar a terra para depois plantar. Você prepara o terreno, pois além da escrita, tem o mundo. O mundo de Tolkien é grande e vasto, e dei graças á Deus por ter mapas, pois senão eu ficaria muito perdido (eu jurava que Rohan ficava um mundo longe de Mordor, até ver os mapas) e isso dificultaria a leitura. Leia O Hobbit, que você já vai estar acostumado, pois o autor não perdeu tempo explicando novamente as diversas e variadas raças. Já somos apresentadas á elas em O Hobbit, e eu acharia desagradável ser simplesmente jogado num universo assim sem uma introduçãozinha antes. Na verdade, temos uma introdução sobre os hobbits no começo de A Sociedade do Anel.

Mas, outra recomendação:não leia essa introdução antes de começar a história. 

Motivo: o que eu mais admiro no Tolkien é o quanto – se pode dizer assim – eu acabo percebendo que eu me pareço com ele. Bem, se eu criasse um mundo totalmente novo, eu com certeza escreveria diversos textos sobre. Tolkien faz isso, mas para alguém que vai começar a ler o livro (e, mesmo lendo O Hobbit, vai ser um pouco jogado na escrita dele, pois, como eu disse anteriormente, ela muda), esse primeiro contato, esse “texto de livro didático” (aquele texto minúsculo que parece gigante), não é algo que vá fazer os leitores, principalmente os jovens, apreciarem o livro logo de cara. Sim, claro, vai ter um ou outro que vai ler toda a introdução e se maravilhar, mas isso não aconteceu comigo. E eu ja desisti uma vez por causa disso. E um monte de gente também. (Sim, começar a ler a introdução, ai não gostar, ai começar a ler o primeiro capítulo e não passar nem da primeira página)

Mas, claro, isso tudo não tira a magnitude da obra.

Não digo que a obra é boa pois todo mundo fala que é boa. Ela é boa por ser boa. Principalmente atualmente, onde a literatura mudou muito, então não temos muita gente que seja dessa maneira tolkienana. Não sei se é por que ninguém tenta ou é um toque mágico que só ele tem. Mas aí, você pensa que meu argumento é quase nulo, pois “se hoje o que mais chama atenção foi a escrita do Tolkien, e quando o livro foi lançado?”

Ai, meus queridos, eu lhes falo, nesse momento, da genialidade da obra.

Tolkien não mede esforços para contar a história. Ele, diferente de muita gente, não mediu esforços para mostrar todo o mundo, toda a mitologia que ele criou. Ele não mede esforços para mostrar cada cantinho da Terra-média. E isso é o que mostra o quão bom ele é.

Mas, vamos falar da história.

A história é fantástica. Ele descreve tudo minuciosamente. Por mais que isso seja um certo incômodo, ter que ler parágrafos e mais parágrafos sobre uma árvore, o leitor acaba se sentindo bem mais próximo do livro. O leitor se sente próximo da história, o leitor sente a história viva dentro de si, ele vê o Condado á distância e sente o solo maldoso de Mordor. Ele se sente num cavalo, lutando. Nós nos sentimos parte daquele mundo, e somos rapidamente sugados para dentro ele, e dificilmente voltamos. Esse foi o grande agravante para o livro ter feito sucesso em seu tempo, e, admito, também é o que o torna incrível hoje. Por isso, não há nenhuma dúvida de que O Senhor dos Anéis é realmente um clássico, mas não por ser antigo.

Os personagens te conquistam com sua singularidade, e Tolkien dá uma verdadeira lição anti-preconceito, pois quem um dia poderia dizer que o melhor amigo de um elfo poderia ser um anão, ou que um homem poderia amar uma elfa, mesmo fazendo com que ela virasse mortal?

Não é nenhuma novidade de que no final dos livros existem diversos apêndices contando sobre o livro. Achei eles incríveis, além deles virem com um conto contando, de forma resumida, toda a história de vida do Aragorn/Passolargo, do calendário do Condado e um alfabeto.

Resumindo: Tolkien criou um mundo incrível, e não teve medo de cometer a melhor coisa que um leitor pode querer. Mostrá-lo.

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