Meses Clássicos – O Doador de Memórias, de Lois Lowry

Sim, ele é sim um clássico!

 

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O Doador de Memórias foi uma das primeiras distopias, e com certeza, uma das melhores. Na minha concepção, em distopias devem haver dois elementos: a psicologia do personagem e a apresentação e o detalhadamento desse novo universo. Na própria comunidade, expressar seus “sentimentos (vazios, já que eles não existem), o que ja contribui na parte psicológica. Mas, á medida de que o Jonas vai aprendendo sobre o mundo exterior, o mundo fora de sua caixinha, os sentimentos e as dores vão aflorando, e a Lois Lowry descreve-os com maestria, podendo sentir o que ele (Jonas) está passando. Também é muito interessante ver Jonas E ela não nos esconde nada do que o Jonas consegue ver da comunidade e de seu governo. Óbvio que existe um véu que vai se abrindo no final do livro. As crenças e costumes desse povo estão muito bem apresentadas, não são necessárias muitas páginas para ja entendermos exatamente o que é tudo aquilo.

A escrita da autora pode ser considerada um pouco bobinha, mas o livro começa com um protagonista de “11 anos” e termina com um quase “13 anos”, e por isso ela é compensada. Mas, existem vários diálogos realmente interessantes entre o protagonista, Jonas, e O Doador, como um em que Jonas diz que “felizmente as pessoas não tem o poder de escolher seus cônjugues e suas profissões”. Esse diálogo foi essencial para nós nos introduzirmos completamente na narrativa e na história da autora, pois finalmente uma lâmpada acende na nossa cabeça e tudo fica mais claro.

Acho que a única falta do livro é a fala de profundida dos personagens. Um personagem que eu adoraria que tivesse sido aprofundado era o Pierre (um pequeno parênteses: acho que ele vai ser aprofundado, ou vai ter uma participação maior no filme. Alguem que eu gostaria muito que tivesse sido aprofundado no livro, mas que claramente será aprofundada no filme, é a Anciã-Chefe. No trailer, pelo menos, ela é uma ótima personagem, e em sua única participação no livro, também gostei bastante dela) ,mas infelizmente ele só aparece uma vez no livro inteiro. Essa flata profundidade é um pouco incômoda e me deixa pensativo se foi proposital, para o leitor experimentar essa sociedade onde viver é apenas viver, sem emoções. Mas, felizmente, o livro corre rapidamente, com suas 185 páginas, tanto que o li rapidamente, engolindo a história sem vergonha alguma. Os únicos personagens que receberam certa profundidade foram O Doador, Jonas e Gabriel.

Ele também mostra a passagem para a adolescência, onde tudo que parece bonito e simples desaba em um piscar de olhos, e tudo ao seu redor e em você muda, tanto que no livro temos alguma chamado “Atiçamento”. Já falando nisso, o livro tem diversas palavras que nos ajudam bastante a entender mais sobre a comunidade. (que não tem nome citado no livro)

Outra coisa que eu não saberia dizer se me incomodou ou não foi o fato do livro ter chegado no seu ápice e… acabado. Simples assim. Chegou em seu ápice e acabou. Agora, eu estou louco para ler as continuações. (Gathering Blue, Messenger e Son) Arqueiro, lance-as logo!

E aqui está a dica para um livro incrível! Até a próxima <2

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