Resenha: A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler

Outro livro nacional que eu comprei lá na Bienal ❤

AVISO \O/ ¹ Sim gente, o layout mudou. Eu estava realmente insatisfeito com o anterior, mas deixa por não achar nada melhor. Então, conheci esse e me apaixonei á primeira vista. Eu ainda vou mudar ele, então, se acostumem.

AVISO \O/² Acabei percebendo que postagens uma vez por semana era muito pouco, e que postar apenas sobre livros era muito pouco também. (claro, eu tenho o Livro VS Filme, mas eu raramente posto sobre…) Semana passada, postei uma “resenha” do HQ Retalhos, gostei bastante e resolvi que estava na hora de eu aumentar o conteúdo do blog. Juntando essas três coisas, irei mudar certa coisinha:

– Antigamente, eu postava obrigatoriamente toda terça, e quando possível, no sábado. Agora não! Agora, toda terça terá conteúdo voltado á livros (Resenhas, Meses Clássicos e Hoje Vamos Conversar Sobre…) e todo sábado terá algo relacionado á filmes (Livro VS Filme), quadrinhos (HQ!, nome que provavelmente vou mudar) e alguma postagem especial (alguma entrevista, book haul, TAG, por exemplo), todo isso apenas para você, leitor, ter mais conteúdo, uhul! \o/ (agora me diga, já posso me formar em publicidade e propaganda? Falei como um verdadeiro publicitário! haha)

Então, caso você estranhe com as mudanças, não se sinta como o Gandalf. Esse é o Aprendiz de Resenhista de sempre 🙂

 

Não precisam ficar que nem o tio Gandalf não, ta?
Não precisam ficar que nem o tio Gandalf não, ta?

 

 

 

 

 

 

images.livrariasaraiva.com

A Torre Acima do Véu

de Roberta Spindler, 2014

Giz Editorial, 270 págs

 Quando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles.

Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras.

Suas vidas logo passam a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram.

Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família.

Ao ler a sinopse (e ouvir a explicação da Roberta Spindler, algo que eu tive a sorte de ouvir e fazer me interessar ainda mais na história), você poderá lembrar do  do conto A Névoa (The Mist, filme de 2007), de Stephen King. Mas, pelo que eu percebi, a única coisa que lembra é a névoa e os monstros. Outras pessoas também se interessaram por ser uma “distopia diferente”. E eu concordo.

Essa foi, com toda a certeza, a distopia mais diferente que eu já li. Primeiro, por conta do personagem. Em todas as outras, o personagem principal sempre tem algo que se diferencia pelos outros. Como por exemplo, o fato da Katniss ter se oferecido como tributo nos Jogos Vorazes, algo que era impensável no Distrito 12, ou até mesmo a Tris ser Divergente, na série homônima (Divergente), algo incomum e que causa certo pânico em quem conhece. Aqui isso acontece sim, mas não com a Beca, personagem principal. Acontece algo incomum com ela, e por mais que ela ajuda bastante na situação em que ela e outros personagens se encontrem, esse fator divergente do resto da sociedade não está apenas nas costas delas, e eu achei isso uma grande, e boa, diferença.

Vi aprofundamento em apenas dois personagens, e um pequeno aprofundamento em alguns outros, mas nada que deixasse a leitura sem detalhes nessa parte, pois ela faz isso com maestria nesses certos dois personagens. Vou destacar o Rato, que no começo é o “badboy” da história, mas quando a Roberta começa a se aprofundar nele, vemos o quão incrível é o personagem que ela criou. É extremamente difícil eu me apaixonar perdidamente por personagens, mas até o presente momento, ele é o melhor personagem literária que eu já li. O jeito como ele foi criado foi espetacular, além dele, como personagem, ser incrível. Se você começou o livro agora, já fique avisado de que ele é mais, muito mais, do que apenas o cara que dá em cima da Beca.

Quanto a parte da criação de mundo, a autora fez um bom trabalho. Foi uma sacada muito boa a das megalopes e dos blocos econômicos, pois nessa mundo, as fronteiras nacionais foram quebradas e surgiram as uniões, como a ASIAN e a ULAN, e a criação das megalópoles, como a do cenário da história, Rio (de Janeiro) – (Buenos) Aires. E ela explicou muito bem toda essa nova criação, além de um pouco da política da Torre, que comanda praticamente tudo. Isso é provado no começo do livro, que é praticamente para o leitor já saber como é e não ficar perdido. Admito que ficou cansativo, mas não deixou de ser essencial para o resto do livro.

O psicológico dos personagens não é muito aprofundado ao todo do livro, tirando dois parágrafos que foram especialmente para falar um pouco sobre. Por mais que sejam dois parágrafos muito bem feitos (bem simples, mas muito bem feitos mesmo), senti falta dessa informação no resto do livro.

Roberta Spindler nunca teve medo de admitir que o livro foi baseado em games, e conseguimos ver essa pegada durante o livro inteiro. Eu nunca fui gamer, joguei alguns jogos em meu PlayStation 2 e mais alguns no PC, mas eu consegui imaginar as cenas de tiro e ação do livro como se fossem em um game mesmo. Ou seja, a autora conseguiu recriar muito bem o que ela queria, mas eu não saberia dizer se foi proposital ou não. Principalmente em cenas de ação e tiroteio, que ficaram muito mais nítidas do que as outras. Adorei essa sensação, e isso me deixou mais ansioso para ler mais livros que venham de games, como Assassin’s Creed ou God of War. (não tão famoso, mas tem GoW tem livro sim)

 

É isso gente! Está ai a recomendação de uma ótima distopia totalmente diferente das que fazem sucesso atualmente. É isso, e até sábado \o/

 

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2 comentários sobre “Resenha: A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler

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