Resenha – Garota Exemplar, de Gillian Flynn

Olá pessoal! Tudo bem?

 

10580290_736469406406459_1709056316_n Garota Exemplar

de Gillian Flynn, 2012

Editora Intrínseca, 446 páginas

O Casamento Mata

Amy Dunne desapareceu. No dia de seu quinto aniversário de casamento, seu marido, Nick, encontra a casa revirada e nem sinal da esposa. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, Nick parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. Á medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

A Gillian Flynn, em todo o livro, se preocupou bastante em nos mostrar a psicologia dos personagens, e é um ponto forte. Sabemos exatamente o que se passa na mente deles, mas, ao mesmo tempo, ela consegue dar suas reviravoltas na história. Cheio de lembranças por parte de Nick, a leitura é bem detalhada, e o que deveria ser um ponto alto, acaba se tornando um ponto baixo. A narrativa é lenta e toda essa detalhação, por mais que seja importante, poderia ser mais resumida. Não foram poucas as vezes em que eu morri de sono durante a leitura. Isso atrapalha muitas coisas, principalmente nos clímax. Acontece alguma situação que o leitor começa a ter certeza que finalmente a leitura vai ficar melhor e você não vai conseguir largar o livro, mas logo tudo é varrido e a impressão some.

Algo que incomoda bastante, é que o Nick é extremamente burro ao decorrer do livro inteiro, ele faz exatamente tudo para as pistas irem direto para ele, para na metade do livro, ele decifrar o que é caso, praticamente sozinho. Senti uma falta de coerência na construção do personagem. Também acontece algo do tipo com Amy, mas é logo explicado, diferente de Nick.

Se teve algo que a Gillian Flynn soube fazer, foi as reviravoltas. No começo do livro, eu tinha uma teoria. Depois, acontecia cada coisa que era impossível fazer qualquer teoria, que eu sabia que ela logo seria destruída. E então, chegamos ao final, cheios de expectativa, preparados para o que a autora preparou para nós, após ter sobrevivido quase quinhentas páginas, suor, sono, raiva, e então… temos um final horrível. Sinceramente? Teve lógica? Sim. Foi um final esperado? Não. Mas foi um final bom? Não. Infelizmente, não posso me prolongar muito sem dar spoiler.

A escrita da autora, como eu disse lá em cima, é lenta e cheia de divagações. Ela consegue transformar cenas realmente legais e interessantes em algo cansativo e chato, por mais que a maneira que ela escreve seja interessante, ela só precisa melhorar nesse aspecto.

A edição da Intrínseca é boa, com uma capa bonita e simples. Eu encontrei apenas um erro de revisão, mas nada que fosse um incômodo gigantesco. Na tradução, eles trocaram Gone Girl por Garota Exemplar e Awesome Amy por Amy Exemplar, mas, como muita gente concorda, Amy não é nem um pouco exemplar.

 

 

É isso! É um livro bem feito, mas que eu realmente não gostei. E sim, eu quero ver o filme, talvez quando lançar em DVD. Até a próxima!

 

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2 comentários sobre “Resenha – Garota Exemplar, de Gillian Flynn

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