Prova: A Mais Pura Verdade, de Dan Gemeinhart

Nesse mês, a Editora Novo Conceito entregou para diversos blogueiros, que se inscreveram para parceria, uma prova, ou seja, os primeiros capítulos (no caso, os 6 primeiros, 95 páginas) de um livro que logo será lançado, desse livro para os mesmos falarem sua opinião. E o livro tratado aqui, A Mais Pura Verdade estará nas livrarias a partir do dia 23 de março.

a-mais-pura-verdade-frente_1 A Mais Pura Verdade

de Dan Gemeinhart, 2015

Editora Novo Conceito

Nunca é tarde demais para viver a maior aventura da nossa vida

Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.

Mas, em certo sentido – um sentido muito importante -, Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.

Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça.

A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreende sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

 

Logo de cara, nos já nos vimos com um garoto de onze anos um pouco decidido sobre suas escolhas, o que mostra o personagem muito maduro que ele é. Muita gente pode falar que é exagero um personagem da idade dele ser maduro daquela maneira, mas se tem um fato, é que crianças com alguma doença “mais forte” amadurece mais rápido, e isso foi apenas um dos toques de realidade que o autor conseguiu dar (isso em menos de 50 páginas que isso é perceptível) á história.

O fato do personagem ter a doença, por mais que pareça mover a história e ser o foco principal, na verdade não é. O foco e o que move a história é justamente o desejo de chegar á montanha, a motivação de não desistir. A doença é tratada como parte do personagem, não como algo que vai mover cem por cento os rumos da história. Não é o-grandíssimo-fato-principal, e por ser um sick-lit, isso foi algo que me agradou bastante.

Mesmo eu apenas ter livro 95 páginas, o livro se mostrou excelente. O ator escreve muito bem como uma criança madura que o protagonista, como se o livro fosse mesmo uma autobiografia por parte do Mark. As primeiras páginas dão uma estranheza, mas logo nos acostumamos e a história flui rapidamente, nos prendendo com uma força descomunal. Vai demorar um (longe e demorado) mês para eu por a mão no meu exemplar deste livro, mas ele já tem lugar garantido na minha lista de final de ano dos melhores livros que eu li no ano.

Eles deixaram a prova do livro o mais fiel ao resultado final possível. A diagramação e a correção estão boas. Por ter haicais, a tradução fica complicada, e o tradutor nos deixa ciente disso. Cada capítulo é divido em duas partes: o capítulo normal e grande, que conta o que está acontecendo com o Mark em primeira pessoa, e um capítulo capítulo seguinte, sendo denominado por meio (por exemplo: capítulo 7 1/2), sempre tratando do que está acontecendo com os pais do Mark em terceira pessoa pela Jessie.

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