Resenha: Homem-Máquina, de Max Barry

Olá! Agora o PEDA acabou, meu recesso acabou, acabou a moleza!

 

homem-maquina-1 Homem-Máquina (Machine-Man)

de Max Barry, 2012

Editora Intrínseca, págs

Charles Neumann é engenheiro e trabalha em um sofisticado laboratório de pesquisas. Ele não tem amigos ou qualquer tipo de habilidade social, e ama máquinas e tecnologia. Por isso, quando perde uma das pernas em um acidente de trabalho, Charlie não encara a situação como uma tragédia, e sim como uma oportunidade. Ele sempre achou que o frágil corpo humano poderia ser aperfeiçoado, e então decide colocar em prática algumas ideias. E começa a construir partes. Partes mecânicas. Partes melhores. A especialista em próteses Lola Shanks é apaixonada por membros e órgãos artificiais. Quando conhece Charlie, ela fica fascinada com a possibilidade de ter encontrado um homem capaz de produzir um corpo totalmente mecânico. Mas as outras pessoas acham que ele é um louco. Ou um produto. Ou uma arma. Em uma sátira sobre como a sociedade se tornou tão dependente da tecnologia, Homem-máquina narra a estranha e divertida jornada de um homem em busca do autoaprimoramento. Aclamado entre os fãs de ficção científica, Max Barry inicialmente publicou uma versão seriada de Homem-máquina em seu site na internet e incorporou comentários e sugestões dos leitores à narrativa.

 

O primeiro capítulo é excepcional. O autor nos apresenta ao protagonista que acabou de perder o celular, e que sai ás pressas e desesperado para achá-lo, e é nisso que acontece o que move toda a história. O livro nos atrai pela sinopse, pela capa, pela maneira que foi escrita e pelo primeiro capítulo e pela promessa de um bom capítulo, mas isso infelizmente se perde durante o resto do livro.

Primeiro que o Max Barry estava realmente decidido a pegar uma excelente ideia e transformá-la num YA. Sério, além da Lola e do Charles não terem química nenhuma, mas cenas de romance dos dois também são péssimas. Pelo menos, os dois foram bem-explorados. Eu gostei mais da Lola do que do Charles, e admito que, sabendo da história da Lola, eu quase soltei algumas lágrimas, além de ter sentido raiva do Charles durante quase o livro inteiro.

A escrita do Max Barry é boa, mas não salva o livro, nem chega a ser um ponto forte. O que eu consideraria ser isso seria as (poucas) explicações científicas e flashbacks que aparecem, mas, mesmo assim, o livro raramente te prende, por mais que tenha algumas reviravoltas que só te aguçam no momento.

O final foi bem mediano. Ele tem a intenção de mostrar o quanto as pessoas acabam se importando além do necessário pela tecnologia (e outras coisas), que as levam a fazer “loucuras” por isso, mas do jeito que isso foi explorada, eu realmente não gostei e acho que poderia ter sido de uma maneira completamente diferente, além de que o autor quis colocar cenas de ação que não funcionam. Mas, pelo menos, o epílogo é a coisa que chega mais perto de “salvação” do livro.

O livro foi escrito com diversas ideias dos leitores, já que o Max postava uma página por dia, mas, infelizmente, eu não vi como isso conseguiu chegar perto de ajudar o autor a fazer um bom livro. Na verdade, o segredo do livro é não lê-lo sem expectativa (sem imaginar um Eu, Robô do Isaac Azimov), se preparando para se decepcionar algumas vezes.

 

É isso. Até mais! o/

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