Coluna Indicativa| Taylor Swift, Bad Blood, 1989 e Mudanças

Desculpas pelo título gigante, mas não consegui escolher apenas três TAGS. Bem, o importante é o post, ne gente?

 

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Domingo (18), Taylor Swift finalmente transmitiu o vídeo para divulgação do single Bad Blood durante o Billboard Music Awards. Durante 17 dias, ela postava um poster com cada uma das artistas convidadas para fazer parte do clipe, até que chegou o dia de -finalmente- ela lançar o clipe, na abertura do Billboard Music Awards, e quebrar a internet.

Taylor Swift aparecue na indústria musical como uma cantora de country, com seu primeiro álbum Taylor Swift. Fez sucesso nos EUA e principalmente na comunidade country, onde ganhou seu primeiro ACM (Grammy da música country). Logo depois, ganhou notoriedade mundial pelo seu segundo álbum Fearless, desta vez com um You Belong With Me, que tem pegadas mais pop, pelo qual ganhou 4 Grammy, incluindo Álbum do Ano, o prêmio mais importante da noite.

Dois anos depois, lançou Speak Now, mais pop do que Fearless, com Sparks Fly, Better Than Revenge, Story of Us (esses dois tendo influências de rock) e Enchanted, que foi um sucesso de vendas e de crítica. Seguindo a tradição de dois anos, ela lançou Red, também um sucesso, em que todas as músicas eram country/pop.

E então, ano passado, ela largou suas raízes country e lançou seu primeiro álbum totalmente pop, o 1989. Sem nenhum traço do country, o álbum conseguiu ser mais superior em vendas e critica ainda.  E, domingo, ela lançou o clipe de Bad Blood, com uma versão diferente da apresentada do álbum. O remix da música para o clipe tinha parceria com o rapper Kendrick Lamar, sendo que a última vez que ela cantou com um rapper foi na música Both Of Us. Além disso, em sua nova turnê, a 1989 World Tour, ela canta Love Story, uma música country presente no álbum Fearless, em uma versão pop, We Are Never Ever Getting Back Together, música pop/country presente no álbum Red, numa versão rock e I Know You Were a Trouble, outra música pop/country presente em Red, numa versão mais acústica e pop.

Fazer um clipe todo trabalhado nos efeitos  especiais(o que nunca itnha feito antes), fazer remix, sair do country e se aventurar no pop… Taylor Swift tem mudado muito no circuito 2008-2015, e é justamente com base nela que vamos conversar um pouco sobre mudanças.

 

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Como você deve ter percebido lido o texto acima, eu citei as interferências que o pop fazia na carreira da cantora. Era justamente para criar uma entrada no tema do dia: mudança. Taylor Swift mudou de 2008 até o presente, e nós também.

Taylor não teve medo de fazer mudanças em sua vida, principalmente sendo uma pessoa pública como ela. Logo no começo, ela se mostrou uma cantora country em ascensão, e poderia ter ficado no country. Imagina onde ela estaria hoje? Ela poderia (e provavelmente seria) ser mais conceituada do que Faith Hill e Shania Twain (duas das maiores vozes femininas atuais do country) juntas em alguns anos, e com alguns eu digo pouquíssimos, provavelmente não passando do oitavo álbum (ela já lançou 5).

Principalmente no último ano, Taylor mudou muito mais do que já tinha mudado: novas versões á músicas antigas, primeiro remix e partida definitiva pro pop. Taylor é um exemplo no quesito mudança: ela não tem medo de mudar, não se importa se as mudanças não vão satisfazer todo mundo, e muda para aquilo que gosta.

Pensa: enquanto nesses tempos, a Taylor trocou do country para o pop, os eu gosto musical também mudou, certo? Na mesma época, eu só sabia ouvir NX Zero. Depois, passei para o Sertanejo. Admito que hoje não ouço mais, e meu gosto varia muito do Rock Indie, Pop e Folk-MPB. E não só o gosto musical: na época eu só lia Harry Potter, e olha onde estamos? Meu gosto mudou, seus gostos mudaram.

E não só em gosto, mas em estilo. E nisso eu entendo ela. No começo, o blog era apenas literário, e se constituia em Resenha e Primeiras Impressões. Logo depois, o Livro VS Filme surgiu. Depois, aboli o Primeiras Impressões, mudei drasticamente o layout, comecei a falar de HQ’s e o blog, que era apenas literário, virou literacinematográfico, ou seja, trata de livros e filmes, sem um depender do outro. E agora comecei a Coluna Indicativa. Foram mudanças drásticas, não pedi opinião de ninguém, seja vocês, meu público, ou dos meus amigos e colegas. Simplesmente achei que seria legal fazer, me sentia confortável fazendo, queria fazer, gostava de fazer aquilo, então fui lá e fiz.

E não existe segredos em mudanças. Algumas vezes você tem que sim pedir opinião externa, mas não é sempre. Mude o quanto quiser, para algo que você gosta. O seu guarda-roupa é cheio de músicas de banda de rock, mas agora descobriu que o que gosta mesmo é de sertanejo? Vende as roupas, compra de sertanejo, ou sei lá, muda ou não, faça o que te faz bem, o que você gosta!

Mas, infelizmente, mas mudanças não vem sempre por nossas escolhas. Muitas vezes, as coisas mudam por que é necessário, ou uma mudança drástica acontece assim, num piscar de dedos e de olhos, do nada. Geralmente elas acontecem na adolescência (eu que o diga), que é a fase em que o corpo do ser humano está em constantes transformações e mudanças. Uma hora você gosta disso, mas na outra já não aguenta mais e na outra está mais apaixonado por essa coisa do que nunca. Mas tudo isso faz parte da parte de amadurecermos, de termos um gosto próprio. (Vou tratar melhor desse assunto em outra Coluna Indicativa)

Afinal, mudanças vem, ás vezes sem querer, as vezes por que queremos sim. Mas o importante é: mude para o que você gosta, ou se adapte á mudança da melhor maneira possível!

E foi extremamente difícil escolher o livro de hoje. Sério, um livro que se encaixasse nesse parte de “mudar para o que eu quero, para o que me faz bem” é muito difícil. Mas indico o livro Sangue de Tinta, da Cornelia Funke. Não colocarei sinopse, já que teriam diversos spoilers.

imagem No livro, a personagem principal, Maggie faz uma mudança muito drástica. Gigantesca, e é sobre essa mudança que o livro se trata e se constrói. Ela fez exatamente o que eu defendi o post inteiro: ela mudou por algo que ele gostava e queria, sem se importar muito.

Estou falando do segundo, mas recomendo o primeiro livro da série, o Coração de Tinta. Ainda não li o terceiro, mas tenho certeza que é tão amável quanto!

Você pode ler a resenha do livro clicando aqui! 😉

 

 

Obrigado por lerem mais essa (gigantesca, diga-se de sinal) Coluna Indicativa! Comente sugestões de novos temas, dê sua opinião sobre esse e me diga se gostou ou não de Bad Blood! Acho que ele ainda vai aparecer mais algumas vezes por aqui, hehe.

Até a próxima! o/

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