Crítica|Ex Machina não é A Escolha Perfeita/Pitch Perfect

Olá! Tudo bem?

Quero avisar que escrever crítica comendo churros é a melhor coisa do mundo.

Pitch_PerfectPitch Perfect/A Escolha Perfeita

Direção: Jason Moore

Roteiro: Kay Cannon

Produção: Elizabeth Banks

Elenco: Anna Kendrick (Beca), Rebel Wilson (Amy Gorda), Anna Camp (Aubrey), Brittany Snow (Chloe), Skylar Astin (Jesse), Adam DeVine (Bumper), Ester Dean (Cynthia Rose), Ben Platt (Benji), Alexis Knapp (Stacie), Hana Mae Lee (Lilly), Elizabeth Banks (Gail)

Beca, é uma estudante incomum e rebelde que esta infeliz por ser obrigada a estudar na faculdade onde o seu pai é professor. No entanto é nessa faculdade que ela descobre a sua voz e o seu jeito para a música no grupo The Barden Bellas, formado apenas por garotas, liderado por Aubrey Posen que tenta a todo custo todos os anos vencer o Campeonato Regional de Música, mas sempre acabam perdendo para os The Treblemakers, grupo só de garotos, pertencentes a mesma faculdade. Agora com uma reforma nas Bellas e com a ajuda de Beca, o grupo procura chances para vencer os Regionais com um toque de ousadia e muito talento.

 

A primeira coisa que alguém pensa ao saber do filme é “High School Musical na universidade!”. Mas, não gente. Pelo menos, não no quesito “tocar qualquer música a qualquer hora” (já que, me julguem, nunca vi High School Musical, mas fiz uma pesquisinha básica com os universitários aka meus amigos que viram).

A primeira coisa a ser falada do filme é o roteiro. O título da crítica resume o que acontece quase o filme inteiro: deus ex machina. Deus ex machina é uma técnica usada na TV, teatro, cinema e literatura que surgiu de uma técnica de roteiro grega, onde um deus descia do teto do teatro com a ajuda de uma máquina para, magicamente e do nada, para resolver os problemas da trama. Hoje em dia, ele é relacionado a problemas em tramas serem resolvidos do nada, quando não tem todo aquele preparo que a Jornada do Herói (vou deixar dois ótimos videos no final explicando sobre a Jornada do Herói) trás para o personagem.

Diversas foram as vezes que esse recurso fora usado no filme. É óbvio que elas ganham o Campeonato, mas isso não teria acontecido sem um deus ex machina chamado John Mayer, o que destruiu toda a construção que as personagens tiveram ao redor do filme. Além disso, existem alguns personagens que são completamente desnecessários para a trama, que poderiam muito bem aparecer só duas cenas e desaparecer depois.

Outra coisa que incomodou bastante foi a personalidade da Beca, interpretada pela Anna Kendrick e protagonista. Não ficou tão ruim assim, mas em certos momentos parece que ela não era “concreta”, e em certo momento em personagem tenta descrever ela e ele tirou argumentos do nada que sumiram no momento e a personagem pareceu que se identificou com eles. Mas a atriz conseguiu salvar isso, já que a atuação dela foi excelente.

Mas o ponto forte do filme, com certeza, é a soundtrack. Ela mesclou diversas músicas que hitaram na época (como S&M da Rihanna, Just The Way You Are, do Bruno Mars e Party In The USA, da Miley Cyrus), músicas mais antigas e clássicas (como Hit Me With Your Best Shoot, da Pat Benatar, Like a Virgin, da Madonna e Turn The Beat Around, da Vickie Sue Robinson) a música Don’t Forget (About Me), do Simple Mind, música clássica do filme Clube dos Cinco/The Breakfast Club. Além da boa escolha de músicas, o arranjo acapella e os mashup (metade dessas músicas citadas ficaram em um mashup com outras) ficaram excelentes. A montagem de som também ficou incrível, já que nenhuma música foi jogada no filme de nada, todas tiveram seu momento e seus motivos para aparecer. Acredito que o principal fator de escolha das músicas ficou com a comunicação com o público, graças a essa migração constante de gerações. Aliás, nota ao mashup final que foi uma das melhores musicas já apresentadas em um filme.

O filme clássico Clube dos Cinco/The Breakfast Club é muito importante para a trama, mas não é a única referência, já que é possível ver referências aos Beatles e O Exorcista/The Exorcist.

O filme é uma comédia, e não podiam faltar diálogos e momentos engraçados, que funcionam muito bem, principalmente pelo elenco muito bem dirigido e excelente em atuação. Dou uma nota especial á Rebel Wilson (Amy Gorda), que atuou no mesmo nível que a Anna Kendrick (Beca), e em diversos momentos até roubando a cena dela. Além dela, outra que merece nota é a Ester Dean (Cynthia Rose), que fora das telonas é cantora e vai lançar o primeiro álbum, e isso provavelmente fez com que os solos dela ficassem como os meus favoritos, e a Alexis Knapp (Stacie). Não sei se no filme existiu autotune, mas caso o caso seja negativo, todas as atrizes e atores fizeram um excelente trabalho vocal.  Adam DeVine (Bumper), Skylar Astin (Jesse) e Ben Platt (Benji) fizeram um excelente trabalho sendo praticamente as únicas presenças masculinas do filme, o que, aliás, mostra que o poder feminino do filme é enorme.

A Escolha Perfeita/Pitch Perfect é um filme com um grande poder de comunicação com o público e atuação, mas que perde um pouco com um roteiro que reza para um deus ex machina, que praticamente destrói toda a evolução das personagens.

 

Obrigado por ler até aqui. Aproveite e deixe um comentário sobre o filme!

Até mais o/

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