Crítica| Jurassic World/Mundo dos Dinossauros Dá Mais Medo Que Filme de Terror

E, finalmente, depois de tanto divulgar na página do face, eu assisti Jurassic World!

 

jurassic worldJurassic World/Mundo dos Dinossauros

Direção: Colin Trevorrow

Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver, Derek Connolly, Colin Treverrow

Produção: Steven Spielberg, Frank Marshall

Elenco: Chris Pratt (Owen Grady), Bryce Dallas Howard (Claire Dearing), Nick Robinson (Zatch Mitchell), Ty Simpkins (Gray Mitchell), B. D. Wong (Henry Wu), Judy Greer (Karen Mitchell), Irrfan Khan (Simon Masrani), Vincent D’Onofrio (Vic Hoskins)

O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana.

 

Eu estava com expectativas enormes pra Jurassic World, algo normal para mim, já que crio muitas expectativas para tudo. Mas, geralmente, essas expectativas são maiores do que o filme/livro consegue passar.

O que, felizmente, não aconteceu com Jurassic World. Eu “gritei” (se eu tivesse gritado de verdade teria sido muita falta de educação) muito no cinema, e a última vez que eu sai tremendo de um filme foi quando eu assisti A Esperança pt. 1 (que, aliás, estou devendo a crítica até hoje…) pela primeira vez.

A coisa que mais impressionou o filme foi a metalinguagem que ele usou para o próprio universo e para a própria franquia. 22 anos se passaram desde que o Jurassic Park original foi aberto – mesmo tempo que o filme foi lançado. O público não se contentaria apenas com os dinossauros, já que, na história, eles estariam dessextintos a 22 anos – do mesmo jeito que temos três filmes para ver dinossauros -, então eles precisariam usar o fator novas tecnologias e avanços científicos incríveis – novos horizontes para os efeitos especiais com o CGI .

São inúmeras as referências ao primeiro filme (aliás, o segundo e o terceiro filme são completamente ignorados), além da trilha-sonora, que se baseia muito na trilha original, além de ter as músicas originais do primeiro filme. A nostalgia no filme com certeza ajuda muito a deixar ele mais agradável, além da luta final que eu senti falta de apenas um dinossauro para deixar ela o mais épica possível. (você pode descobrir qual lendo o último parênteses)

Eu vi o filme em 3D por não ter opção, mas não é nada que muda tanto assim. Teve apenas uma cena (em que o mosassauro come um pterodáctilo, que está presente no trailer. Que, aliás, é uma cena que tem uma simbologia muito legal e que vai servir para ajudar a construir os próximos filmes) em que eu pulei (com uma mistura de adrenalina e susto) da cadeira por conta do 3D, mas ele é completamente desnecessário para o filme.

Como eu disse no último parágrafo, as cenas de ação são excelentes. Primeiro: existe coisa melhor que ver um cara treinando velociraptores (na verdade, deinonicos…)? SIM. Até as cenas mais “leves”, dos personagens correndo dos dinossauros, te fazem gritar “C****** ISSO É MUITO F***”, e o o segundo e terceiro ato são uma coleção de cenas de ação que te dão um tiro a cada momento, principalmente o desfecho da luta final que foi “EU SABIA QUE ISSO IA ACONTECER, MAS ISSO CONSEGUIU SURPREENDER”. As cenas realmente te fazem gritar de adrenalina e de susto.

Tudo isso se sustenta pelo CGI, e claro, pelos animatronics, pelos qual eu agradeço por terem deixado. O filme, em vários momentos, se preocupa em mostrar o parque que como se fosse uma tour mesmo, algo que é reforçado pelo começo da sinopse, que realmente parece de um panfleto de divulgação de parque mesmo.

Mas não só de CGI o filme viverá, mas de toda palavra que sai da boca de seus atores. O roteiro é até bom, mas poderia ser muito melhor. Algo que com certeza foi um erro foi os dois garotos, que serviram apenas para “ter uma conexão com o primeiro filme”, como se já não houvessem demais.  Além disso, o roteiro não permitiu que os atores mostrassem todo o seu potencial. Gostei da atuação da Bryce Dallas Howard e do Chris Pratt, mas nada que chamasse tanto a atenção assim.

A direção do Colin ficou boa, mas do mesmo jeito que a atuação, nada que chame atenção. Ela não ficou a nível do primeiro filme, mas ficou bem melhor que a do terceiro filme, por exemplo.

Jurassic Park é um filme que tem uma ótima metalinguagem entre o parque da ficção e a franquia cinematográfica, além de um CGI impressionante, mas que peca um pouco com o roteiro.

Agora, a pergunta final: ele é melhor que o primeiro?

Não. Mas acredito que é melhor que os dois outros. (preciso fazer maratona da série para ter certeza agora)

 

E é isso! Obrigado por ler até aqui, até mais o/

 

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