Resenha| City of Thieves, de Daniel Benioff

E EU LI MEU PRIMEIRO LIVRO EM INGLÊS! EU TÔ MUITO ORGULHOSO DE EU MESMO.

Obrigado blog Sem Serifa (quem acompanha o AP sabe que eu AMO esse blog!) por ter feito o sorteio e eu ter ganhado!

Aliás, oi gente! Tudo bem? Já leram algum livro em inglês? Conta pra mim a experiência nos comentários!

capacity City of Thives

de Daniv Benioff, 2009

A Plume Books, 258 páginas

 Um jovem escritor, convidado para escrever um ensaio autobiográfico, decide trocar o relato de sua própria vida, “intensamente maçante”, pela história do avô, que combateu os alemães durante o cerco a Leningrado, na Segunda Guerra Mundial.
Relutante, o avô aceita contar, pela primeira vez, o que ocorreu naqueles dias: uma odisséia de dois jovens determinados a sobreviver a todo custo, em meio ao frio, à fome, à loucura dos oficiais russos e ao perigo iminente do Exército alemão.
Lev Beniov, protagonista deste romance que tem como pano de fundo eventos marcantes da História contemporânea, é um jovem tímido e solitário. Preso pelos russos por não respeitar o toque de recolher, acaba dividindo a cela com Kolya, um rapaz carismático, acusado de abandonar a frente de batalha. Para que não sejam executados, os dois recebem de um coronel uma missão aparentemente impossível: encontrar, na cidade gelada e sem alimentos, uma dúzia de ovos para que a filha do oficial tenha um bolo de casamento decente.
Esse é o início de uma jornada às mais perigosas zonas de guerra – povoadas por canibais, prostitutas, crianças esfomeadas e implacáveis nazistas -, mas que os leva a conhecer o valor da verdadeira amizade e, no caso de Lev, à descoberta do primeiro amor.

(sinopse da edição em português)

Como foi meu primeiro livro em inglês, eu quero falar rapidinho como foi a experiência, já que esse não é o foco da resenha: num resultado final, entendi uns 75% do livro. Admito que o começo foi mais fácil, e conforme o livro ia avançando, as palavras desconhecidas aumentavam. Eu usei algumas vezes a técnica de “descobrir o significado pelo contexto”, mas não foi sempre que funcionou. Mesmo tendo parágrafos em que eu não entendia quase nada, o que eu conseguia entender era o suficiente para saber o que estava acontecendo. Mas gostei de ler em outro idioma, mas algumas horas realmente ficou muito cansativo. Já tinha lido várias dicas na internet, e uma que me ajudou bastante foi: não leia traduzindo.

Mas voltando a resenha em si.

Eu sou um eterno apaixonado por livros ou qualquer coisa sobre a Segunda Guerra Mundial, e isso é algo que é perceptível pela minha lista de livros favoritos. (o meu Top 3 é coroado por O Diário de Anne Frank) Eu também gosto muito de livros YA, mas quando vi a junção desses dois eu já fiquei com um pé atrás da orelha. Graças as minhas últimas leituras do gênero, Homem-Máquina e a prova de A Playlist de Hayden, eu vi como o gênero poderia destruir completamente um ótimo tema. E, graças aos céus, isso não aconteceu aqui.

Enquanto em outros livros o romance característico do YA está presente no livro inteiro, aqui ele apenas aparece mais para o final e é sim relevante, mas não é o ponto central da história. O livro não perde o que quer passar por um simples romance.

O livro se preocupa muito em mostrar como o era a vida dentro de Leningrado durante o cerco. Logo no começo, teve uma parte interessantíssima em que o Lev mostra duas teorias em que os moradores da cidade criaram: como estava tendo racionamento de comida e ela poderia acabar a qualquer momento, ou os gordos iriam sobreviver por terem gordura acumulado ou os magros sobreviveriam pois aguentam mais tempo sem comer. Informações sobre a vida em Leningrado tomam boa parte do livro e eu amei isso, já que amo conhecer mais sobre a Segunda Guerra.

E em meio a Segunda Guerra, o autor ainda encontra tempo para falar um pouco da adolescência. Aquela confusão por estar quase entrando no mundo adulto, sobre desejos, sobre aquele orgulho de “eu não sou mais criança”, sobre tudo. Vemos o quanto o Lev e o Kolya se entrosam durante o livro, e é incrível a mudança que ocorrem em eles, com um aprendendo com o outro durante a aventura.

Outra coisa que eu AMEI foram as mulheres representadas. A avó do jornalista do começo da história simplesmente se recuso a cozinhar, e Vika, uma soldado que aparece durante o livro, é a mais habilidosa sniper de toda Leningrado, valendo por diversos soldados.

Pode até parecer que o livro é pesado por isso, mas acontece exatamente o contrário. Ele tem pouquíssimas cenas “pesadas”, mas que nem são tanto assim, além de que o humor é impecável. Admito que me sentia orgulhoso sempre que entendia uma piada.

Não que eu seja a melhor pessoa do mundo para falar sobre isso, mas a escrita do David Benioff é boa. Tiveram alguns pontos em que eu me arrastei para ler, mas acredito ser mais por eu não estar acostumado com o idioma do que por qualquer outra coisa, então o ritmo do livro corre bem. A história ocorre em uma semana, e nem por isso ela tenta encher linguiça ou fazer tudo o mais rápido possível. Um jornal disse que o livro estava escrito de um jeito “cinematográfico”, mas não “enxergar” esse lado cinematográfico apontado, mas não é um argumento incoerente, já que o David Benioff também é roteirista. (seu trabalho mais conhecido é Game of Thrones)

 

E é isso! Caso você saiba o básico de inglês, eu recomendo o livro, por mais que não vá ser a experiência mais fácil da sua vida. Mas, caso você opte pela versão em português, não fique com medo que eu recomendo o livro mesmo assim.

Até mais o/

 

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