Desenterrando Clássicos #MLI2015 | Psicose, de Robert Bloch

Olá!

Primeiramente: DESCULPA POR NÃO TER POST SEMANA PASSADA.

Mas gente, eu tava com dois trabalhos pra fazer e ainda tive retiro de jovens na Igreja, então eu não tinha nem tempo pra respirar. E eu só estou postando hoje pois sei que amanhã também não vou conseguir postar nada sobre cinema. Desculpa aí :\

E segundo: Lembram-se do Meses Clássicos? Pois é, eu acabei percebendo que 1) eu não estava lendo um clássico por mês e 2) vai que em um mês eu leio dois clássicos e tenho que deixar a resenha para o próximo mês?

Então, em homenagem ao box de livros da Darkside, que contém três clássicos, eu dou novo nome á minhas resenhas de clássicos: Desenterrando Clássicos! \o/ (Darkside, caso tenham algum problema com o nome, podem dar um toque que eu troco c: )

Mas enfim, vamos para a resenha?

ÍndicePsicose

de Robert Bloch, 1959

Darkside, 240 págs

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

O livro já começa em grande promessa. O que instigou Hitchcok, um dos maiores diretores de todos os tempos, a querer gastar uma fortuna fazendo o filme e comprando todos os exemplares? Me sinto feliz em dizer que a promessa não decepciona.

O que eu mais gostei foi do livro fluir muito bem. Eu mesmo li ele em menos de um dia (tá, estava no carro numa viagem de dois dias e meia, mas acho que conta), ou seja, numa sentada só. A escrita é bem simples e, mesmo nós sabendo tudo sobre crime do livro, o leitor fica interessado em saber como os personagens chegaram lá.

E a última frase praticamente descreve o livro. Não sei se isso é pela geração que eu estou ou se é algo recorrente desde que esse livro foi lançado, mas eu achei ele previsível demais. Eu adivinhei metade do final e por isso estava achando que o livro não era tudo isso, mas depois eu percebi que o que interessava era a maneira como os personagens chegaram até o final, além dos eventos no final para os personagens soubessem de tudo e nós recebêssemos mais informações. Mesmo assim, algumas poucas coisas conseguiram me surpreender no final.

O tem quatro narrados: o Norman Bates, dono do Bates Motel, Marion Crane, a moça da cena da banheira, Lila Crane, irmã de Marion, e Sam Loomis, sendo que esses dois últimos dividem alguns capítulos. Marion tem uns dois capítulos, os dois muitíssimo importantes para a história, já que se tratam dos dois acontecimentos que fazem a história andar: a fuga dela e o próprio assassinato. Por motivos óbvios, os capítulos de Norman são bem perturbados, com a figura da Mãe sempre em cima dele, além de diversas dicas de como ele realmente possa ser. Também são poucos os capítulos dele, mas foram os que mais me interessaram, diferente dos de Lila e Sam, que praticamente fazem um casal (no sentido romântico) até um pouco desnecessário.

O livro discute muito sobre a natureza humana. Seja em diálogos de Sam e Marion ou nos capítulos de Norman, esse tema está sempre recorrente, de diversas maneiras. O final é bem amarrado e satisfaz. (e eu realmente me pergunto como que fizeram as continuações para o cinema)

Psicose é um livro clássico que trata de um suspense de uma maneira que prende o leitor, mesmo que, graças aos tempos da literatura atual, fique bem previsível.

 

Obrigado por ler até aqui! Até mais o/

 

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