#MLI2015 | Especial | A Noite dos Mortos-Vivos & A Volta dos Mortos-Vivos, de John Russo

Olá! Tudo bem com vocês?

A resenha saiu algumas horas atrasada, mas saiu! Sinto muito, mas final de ano escola + final de ciclo letivo (Fund. II) simplesmente detona meu tempo. As resenhas de livros vão continuar saindo (com provável atraso…), mas as de filme vão se tornar mais raras. Talvez a Coluna Indicativa se torne frequente por aqui para compensar…

 

noitedosmortosA Noite dos Mortos Vivos

A Volta dos Mortos-Vivos,

de John Russo, 1968 e 1978

Darkside, 317 páginas

A DarkSide® desenterra mais um clássico do terror e vai direto na fonte: A Noite dos Mortos-Vivos, considerado uma das maiores obras-primas do gênero e um livro obrigatório para os fãs de The Walking Dead, Resident Evil, Orgulho e Preconceito Zumbi e tudo aquilo que englobe os carismáticos comedores de cérebros.
Se hoje os zumbis estão em alta é porque, em 1968, George Romero e John Russo se reuniram para escrever o roteiro de A Noite dos Mortos-Vivos e mudar a história do cinema. O filme revolucionou o mito sobre as criaturas que voltavam do além: as superstições vodus das velhas produções B deram lugar à epidemia de fome canibal nas ruas norte-americanas. Criaturas similares já haviam aparecido antes nas telonas, mas foi em A Noite dos Mortos-Vivos a primeira vez em que foram retratados como uma praga devoradora de carne humana.
O próprio John Russo (que também atua no clássico de 1968 como um zumbi) adaptou a histo¿ria do filme neste romance que a DarkSide® traz para o Brasil. A Noite dos Mortos-Vivos inclui ainda uma surpresa para os leitores: o texto integral da sequência do clássico, que nunca chegou a ser filmada, chamada de A Volta dos Mortos-Vivos (não vai confundir com a comédia trash de 1985, que também contou com Russo no time de roteiristas). Depois de 45 anos, finalmente é publicado no Brasil o romance do filme que marcou gerações.

“Sempre nos referimos A Noite dos Mortos Vivos  como Cálice Sagrado dos filmes de zumbi”, Greg Nicotero, maquiador da série The Walking Dead.

 

A edição nos traz os dois livros da duologia, e eu já quero começar falando sobre ela. Eu comprei ela no box da Darkside, que veio junto com Psicose e Os Goonies, e gente do céu, QUE EDIÇÕES MARAVILHOSAS SÃO ESSAS?

Mas voltando ao que interessa.

Esse foi o segundo livro de zumbis que já li, o primeiro sendo Jesse Chesnutt e o Mistério do Planeta T12 (uma das primeiras resenhas.) (que até hoje eu tô esperando continuação, viu seu Leonardo Faig?), e já quero adiantar que eu quero repetir a experiência. Amei esse universo!

Os dois livros se completam, por mais que não seja totalmente necessário a leitura do segundo, e nem tanto do primeiro, mas você vai se sentir um pouco perdido no começo, mas logo passa. O primeiro se preocupa em mostrar um pouco do poder dos monstros e do psicológico das pessoas em meio a um ataque zumbi, o que, por mais que tenha parecido algo incrível na época do lançamento, hoje em dia é extremamente comum em livros, filmes e séries do gênero.

Mas o que inova e surpreende é o segundo livro. O apocalipse do livro anterior durou algumas semanas, e o livro começa alguns anos depois, mostrando um pouco do mundo e das mudanças que aconteceram socialmente entre as pessoas, além do que humanos fariam para se aproveitar da situação de um retorno.

 

O autor não tem piedade, principalmente na cena final do segundo livro. Nos dois livros, não faltam imagem de matanças, sangue e gritos de terror, o que acaba divertindo o leitor, o leitor que gosta disso, com toda essa violência barata.

O livro se preocupa muito mais em ambientalização do que em personagens. Nenhum dos personagens chama muito a atenção e, tirando um xerife que é o único personagem que aparece nos dois livros, não são aprofundados, com os “protagonistas” dos livros sendo mudados a cada momento. Em seus próprios livros, os personagens não são mais que secundários. Mesmo assim, a escrita do John Russo não é a das mais excepcionais do mundo.

Gostei da leitura dos dois livros, mas achei A Volta dos Mortos-Vivos mais elaborado do que o primeiro, mas A Noite Dos Mortos-Vivos flui muito melhor. No final, a duologia é item obrigatório para qualquer fã ou qualquer um que queira se “iniciar” em histórias de zumbi, ou qualquer pessoa que adore histórias sanguinárias.

 

Até mais o/

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