Resenha | O Medalhão e a Adaga, de Samuel Medina

Olá! Tudo bem com vocês?

Esse livro foi cedido em parceria com o próprio autor, Samuel Medina. Talvez vocês conheçam ele pelo blog O Guardião!

O Medalhão e a Adaga

O Medalhão e a Adaga

de Samuel Medina, 2014

Dimensões Ficção (selo da Editora Multifoco), 206 págs

Gorgórdia [e um lugar diferente daqueles que conhecemos, seja pessoalmente ou mesmo dos que só encontramos em livros. Nessa terra nova e desconhecida, a magia permite que animais conversem com os homens e que as cucas, mulas sem cabeças e outros monstros que pensávamos morar apenas em nosso sonhos, caminhem pelas cidades e florestas.

E é aqui que encontraremos Bildan, um jovem perseguido pelas forças do Vazio e que deve lutar para entender qual seu verdadeiro destino.

Qual o segredo dos objetos deixados por seus pais quando ele ainda era apenas uma criança? Como lidar com as profecias que guiam seu rumo? Haverá mesmo uma maldição que destrói as vidas das pessoas ao seu redor?

Para buscar suas respostas Bildan deverá contar com a ajuda da geniosa Sheril, filha e herdeira de um grande Arqueiro Sagrado. Os dois irão viajar por Gorgórdia para aprender sobre arqueiros, magos, forças do mal, profecias e também sobre amizade, confiança, amor e tudo que envolve crescer.

De verdade, o que de cara me chamou a atenção foi o tamanho do livro. Um livro de fantasia com “míseras” 206 páginas? Sério isso? Isso não está me cheirando muito bem…

Com um pré-julgamento, achei que o livro iria correr rápido demais (já que, externamente, nada indicava uma possível continuação) e que temas seriam abordados de maneira rasa, sem aprofundação, e que ainda teriam certas coisas para encher linguiça, só para atingir 200 páginas.

Pois é. Fui trouxa.

Nunca vi 206 páginas tão bem aproveitadas em toda a minha vida, sendo que acontece muita coisa para apenas essa quantidade. Sim, claro, o livro tem um ritmo bem rápido, mas rápido de uma maneira lenta. Difícil de entender? Pois é, leia o livro para entender.

E eu achei uma coincidência danada (para entrar no clima da escrita) eu ler esse livro justo em agosto (MÊS INFINITO), que é o mês do folclore. Por mais que não tenham apenas criaturas mitológicas do folclore brasileiro, elas tem um destaque maior, como a mula sem cabeça ser o primeiro monstro a aparecer e os personagens sempre estarem citando a cuca.

Além do folclore, a cultura brasileira é bem presente. É excelente ver que Gorgórdia é inspirada no nosso país, principalmente no nordeste, fazendo uma identificação com o local gigantesca. As gírias (como curió, seu (no sentido de alguém do sexo masculino mais velho), cê, brigado) brasileiras também são bem correntes, e é inexplicável o quanto é maravilhoso ler que o personagem está comendo uma rapadura. A escrita do Samuel é excelente.

O livro falhou onde deveria ter um ápice. Mesmo com magia a toda parte e Bildan e Sheril tendo mais aventuras do que é possível achar Pokémons selvagens no jogo, o livro não atinge nenhum momento de êxtase, em que realmente pegamos o livro e ficamos meia hora lendo querendo saber o que vai acontecer, ou só pelo motivo de que a cena de ação é muito boa. Infelizmente, ele não prende o leitor.

Outro problema que identifiquei foi a personagem principal, o Bildan. Não que eu não tenha gostado dele, mas ele começa o livro com 6 anos e termina com 15, mas eu não consegui perceber nenhuma mudança perceptível na personalidade dele, diferente do Dalvec (eu tinha que falar dele, melhor personagem), que por mais que apareça apenas algumas vezes, tem uma mudança que conseguimos perceber. Sheril e os mercenários são ótimas personagens, mas a personagem Datini é CEM POR CENTO IRRELEVANTE (tá, ele me serviu para me lembrar da linha evolucional do Dragonite). Nunca vi 206 páginas tão bem aproveitadas, mas também nunca vi uma personagem tão irrelevante quanto ele. Talvez ele seja relevante na continuação (o final é aberto demais), mas não tem a menor utilidade na história.

No final, o livro surpreende por ter muito em pouco, uma identificação do folclore e cultura brasileira excelente, mas que peca em não ter um ápica e com um desenvolvimento um pouco precário da personagem principal. Mesmo assim, a leitura está recomendadíssima a todos que curtem uma boa fantasia!

 

É isso, obrigado por lerem até aqui.

Me acompanhe nas redes sociais!

Facebook -> Aprendiz de Resenhista 

Instagram -> @aprendizlucena

Email -> aprendizderesenhista@outlook.com

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s