#MLI2015 | Desenterrando Clássicos | Olhai Os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo

E essa é, FINALMENTE, A ÚNICA RESENHA SOBRE A MINHA MARATONA DE INVERNO.

ACABOU MARATONA DE INVERNO GENTE.

DEPOIS DE DOIS MESES

 

peguei lá do Ingrid Lemos pois não achei a capa do livro e achei essa fotinha linda <3
peguei lá do Ingrid Lemos, pois não achei a capa do livro e achei essa fotinha linda ❤

Olhai os Lírios do Campo

de Érico Veríssimo, 1938

Companhia das Letras, 285 págs

Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, ‘Olhai os Lírios do Campo’ é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.

Essa é a segunda obra do autor que eu leio, sendo que a primeira foi uma livro infantil. Sabe aquelas em que a página inteira é uma ilustração e, geralmente na parte de baixo, uns dois, três parágrafos bem curtinhos? Pois é, e desde essa época eu já gostei do autor. E ele não me decepcionou nem um pouco em Olhai Os Lírios do Campo.

Basicamente, o livro trata de dois temas: a esquerda política VS direita política, com foco patriarcalismo e desigualdade social, e religião/fanatismo religioso. Os dois temas foram majestosamente usados na história, o que só me fez me apaixonar mais.

Todos os personagens são aprofundados, mas o livro tem um brilho e gira em torno, especialmente, da personagem Olívia. A Olívia tem uma visão maravilhosa de mundo, e é aquele tipo de pessoa que a gente gostaria que fosse de verdade, sabe? Ela é simplesmente maravilhosa, e a mudança que ela faz no Eugênio é inacreditável.

E agora, falando do personagem “principal” (OLIVIA PARA PRESIDENTE), nós conhecemos o Eugênio bem cedo e vamos acompanhando toda a vida dele, e é a base do livro. O autor não nos coloca na vida dele e coloca tudo por cima: ficamos íntimos do Eugênio, como se fossemos longos melhores amigos de infância ao qual ele confia extremamente tudo. É incrível ver o quanto ele se molda ao longo do livro, principalmente após a segunda parte.

O livro tem discussão política atrás de discussão política, o que faz o leitor parar para pensar. Realmente não sei como alguém consegue ler o livro e depois não ceder a esquerda política. As críticas sociais são gritantes, principalmente nas cenas do Megatério, que é uma crítica gigantesca (ops, trocadilho) aos capitalistas.

A desigualdade social é a mais recorrente, principalmente na presença de um personagem capitalista e de um personagem judeu, que tem um romance com a filha do capitalista, num estilo Romeu e Julieta – ninguém os aprova. As ações humanitárias de Eugênio contra os desejos gananciosos de todos os personagens do “círculo de amigos” dele formam um contraste gigantesco, visto que todos nasceram em berço de ouro e ele, na parte mais pobre da cidade.

A escrita do Érico Veríssimo é, em comparação a outros clássicos brasileiros, bem “rasa” por mais que eu não tenha a achado fluida. Na verdade, esse foi o único empecilho ao decorrer do livro, além da folha branca. De resto, achei o livro simplesmente maravilhoso.

 

Peguei a imagem lá no blog Ingrid Lemos!

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Especial Oscar|Crítica|Guardiões da Galáxia é Disney no espaço

Olá gente!

Pois é, to sem postar a quase um mês. UM MÊS. Eu to péssimo por isso, Sério mesmo. Desculpa por esse tempão sem postar, mas eu to realmente sem tempo nenhum, nem pra blogar, nem pra ler, nem pra ver filme, nem pra nada. Desculpa mesmo.

guardioes_galaxia_poster_nacional_02Guardiões da Galáxia,

Direção: James Gunn (II)

Produção: Kevin Feige

Roteiro: James Gunn (II), Nicole Perlman

Elenco: Chris Pratt (Peter Quill), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Vin Diesel (Groot), Bradley Cooper (Rocket Racoon), Lee Pace (Ronan), Benicio del Toro (Colecionador), Karen Gillan (Nebula), Glenn Close (Nova Prime), John C. Reilly (Rhomann Dey), Josh Brolin (Thanos)

Guardiões da Galáxia teve grande repercussão no ano passado. É um filme da Marvel que é diferente dos anteriores lançados: não fazia muita diferença ver ele ou não para entendimento para o próximo grande lançamento da mesma: Vingadores 2 – A Era de Ultron (por mais que, cedo ou tarde, os heróis de Guardiões apareçam em algum outro filme). O cenário é um pouco diferente esse ano, já que o filme que apresenta novos heróis é Homem-Formiga, que será introduzido nos próximos filmes da Marvel – como Guerra Civil.

Mas Guardiões da Galáxia cumpre bem o seu papel. Enquanto os outros filmes da Marvel (juro que vou parar com as comparações) aparentemente buscam o público que lê os quadrinhos ou assistia algum desenho de heróis na TV, Guardiões da Galáxia tenta mesclar um público juvenil com um público mais velho – o que, aparentemente, conseguiram.

O CGI do filme é impressionante, e não me lembro de nenhuma cena em que ele foi utilizado apenas para ostentar, diferente de vários filmes lançados recentemente. Todos os efeitos são maravilhosos, e a maquiagem também ficou excelente. Sendo característica de filmes em que o cenário é intergalático, a maquiagem está fortemente presente e muito bem usada, tanto que o único personagem que não necessita dela é o Peter (Chris Pratt), já que é praticamente o único humano que aparece no decorrer do filme.

Aliás, virei fã do Chris Pratt após o trabalho maravilhoso dele em Jurassic World, e esse filme só reforçou ainda mais os bons olhos que tenho dele. Ele consegue ser engraçado sem ser idiota, algo que também se destaca. Ri alto durante o filme, então me recuso a acreditar que ele não é de comédia.

Todos os outros atores fizeram um trabalho excelente. Gostei de todas, mas me apeguei principalmente ao Rocket e ao Groot, por mais que a fórmula Disney não tenha caído tão bem para esse último personagem. O romance principal também não me agradou nem um pouco. Mesmo assim, o filme emociona em diversos momentos, principalmente no começo.

O Awesome Mix é, bem, awesome. Nasci muito depois da década de 80, então não reconheci nenhuma das músicas, mas gostei de todas. Quero dizer, são poucas as músicas dos anos 80 que a gente não gosta, né?

Você não é o Batman: Uma reflexão

Então gente, hoje não teve resenha…
Bem, final de ano escolar é realmente uma coisa horrível, e eu não to com tempo de nem de respirar, imagina de fazer resenha.
Então, como forma de desculpas, quero compartilhar esse texto que vi lá no grupo Nerdfighters Brasil, e que achei maravilhoso.
Até mais o/

Quase Vingativa

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Notícias de pessoas fazendo “justiça com as próprias mãos” vêm se tornando cada vez mais comum nos últimos tempos. Em meio a algumas conversas sobre o assunto, eu comecei a refletir e a misturar umas ideias sobre como cultura pop muitas vezes influencia em certas opiniões que a gente defende (Só penso em cultura pop/nerd? Talvez).

Aparentemente, eu estou sozinha nessa, mas a cada vez que sai uma notícia dessas, de pessoas comuns se transformando em uma espécie de vigilantes para suas comunidades e amarrando supostos bandidos em postes para espancá-los até a morte, mais assustada eu fico. Acontece que, na minha concepção, espancar uma pessoa por acreditar que ela fez algo errado, não é fazer justiça. Espancando essa pessoa você não está a corrigindo, você está se vingando dela, descontando sua raiva pela atitude daquela pessoa que você achou ruim. Vingança e justiça não são a mesma coisa e…

Ver o post original 622 mais palavras

#MLI201|Desenterrando Clássicos|Os Goonies, de James Kahn

Olá! Tudo bem com vocês?

A #MLI2015 já acabou faz dois meses E EU AINDA NÃO POSTEI TODAS AS RESENHAS. MEU DEUS.

Mas, em compensação, teve uma semana inteira que eu não consegui ler livros da minha TBR, então terça que vem vai ser A ÚLTIMA RESENHA DA #MLI2015 \O/ \O/ \O/

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Os Goonies

de James Kahn, 1985

Darkside, 237 págs

ISBN: 9 788566 636093

Com os prédios de seu bairro estando prestes a ser demolidos, o que forçará a mudança de todos os residentes do local, um grupo de garotos resolve organizar uma cerimônia de despedida do local. Quando descobrem um legítimo mapa do tesouro, capaz de torná-los ricos e evitar a destruição de suas casas, Os Goonies resolvem partir em uma grande aventura.

“Eu jamais trairei meus amigos das Docas Goon,

Juntos ficaremos até o mundo inteiro acabar,
No céu e no inferno e na guerra nuclear,
Grudados feito piche, como bons amigos iremos ficar,
No campo ou na cidade, na floresta, onde for,
Eu me declaro um companheiro Goony.”
O Juramento Goony pág. 5

 Num resultado final, o box da Darkside é maravilhoso. Seja em edição ou em história, vale mega a pena comprar ele. Mas se eu tivesse que recomendar apenas um? Com certeza seria Os Goonies. Facilmente, eu o elejo como o melhor livro que eu li dentro da minha TBR e o segundo melhor que eu li em toda a #MLI2015.

 Mas eu não comecei esse livro com todo esse amor. Na verdade, eu realmente demorei muuuito para perceber o quão bom ele era, já que o começo é extremamente maçante. Eu pensei seriamente em desistir, e não ter feito isso foi uma das melhores coisas que eu já fiz.

 O livro, por ser narrado por pré-adolescentes, tem uma escrita bem leve, que o James Kahn consegue reproduzir de uma maneira excelente. Ele é inspirado no roteiro de Chris Columbus, e mesmo eu não tendo visto o filme ainda, acredito que o roteiro deve ser muito bom ou o James que é um eximo autor ao ponto de melhorar um roteiro ruim.

 É impossível, digo, impossível não se apaixonar pelos personagens. Todos tem suas peculiaridades, desejos, defeitos e qualidades e te marcam de uma maneira diferente, realmente mostrando um certo amadurecimento mesmo com o livro se passando num curtíssimo espaço de tempo. Particularmente, eu gostei muito mais do Sloth do que das demais personagens, mas todos tem um espaço (own) no meu coração.

 A história é cheia de aventura e empolga o leitor, mesmo com um começo chato pra caramba.

 Juntando tudo, narrativa, história e personagens, é impossível ler o livro e não sentir certa nostalgia da sua infância, mesmo que você não tenha achado nenhum tesouro nem um navio pirata, e nem tenha ligação com um pirata. E é esse o fato que faz com que o livro seja totalmente amável.

 No final, o livro usa a nostálgia e um pouco de força de vontade para atrair o leitor, e é algo que vale extremamente a pena.

 Obrigado por ler até aqui!

 Mas já quero falar que provavelmente o Aprendiz vai ter algumas novidades até o final do ano, além da parceria com o Selo Lumus! Estejam preparados 😉

Resenha | O Medalhão e a Adaga, de Samuel Medina

Olá! Tudo bem com vocês?

Esse livro foi cedido em parceria com o próprio autor, Samuel Medina. Talvez vocês conheçam ele pelo blog O Guardião!

O Medalhão e a Adaga

O Medalhão e a Adaga

de Samuel Medina, 2014

Dimensões Ficção (selo da Editora Multifoco), 206 págs

Gorgórdia [e um lugar diferente daqueles que conhecemos, seja pessoalmente ou mesmo dos que só encontramos em livros. Nessa terra nova e desconhecida, a magia permite que animais conversem com os homens e que as cucas, mulas sem cabeças e outros monstros que pensávamos morar apenas em nosso sonhos, caminhem pelas cidades e florestas.

E é aqui que encontraremos Bildan, um jovem perseguido pelas forças do Vazio e que deve lutar para entender qual seu verdadeiro destino.

Qual o segredo dos objetos deixados por seus pais quando ele ainda era apenas uma criança? Como lidar com as profecias que guiam seu rumo? Haverá mesmo uma maldição que destrói as vidas das pessoas ao seu redor?

Para buscar suas respostas Bildan deverá contar com a ajuda da geniosa Sheril, filha e herdeira de um grande Arqueiro Sagrado. Os dois irão viajar por Gorgórdia para aprender sobre arqueiros, magos, forças do mal, profecias e também sobre amizade, confiança, amor e tudo que envolve crescer.

De verdade, o que de cara me chamou a atenção foi o tamanho do livro. Um livro de fantasia com “míseras” 206 páginas? Sério isso? Isso não está me cheirando muito bem…

Com um pré-julgamento, achei que o livro iria correr rápido demais (já que, externamente, nada indicava uma possível continuação) e que temas seriam abordados de maneira rasa, sem aprofundação, e que ainda teriam certas coisas para encher linguiça, só para atingir 200 páginas.

Pois é. Fui trouxa.

Nunca vi 206 páginas tão bem aproveitadas em toda a minha vida, sendo que acontece muita coisa para apenas essa quantidade. Sim, claro, o livro tem um ritmo bem rápido, mas rápido de uma maneira lenta. Difícil de entender? Pois é, leia o livro para entender.

E eu achei uma coincidência danada (para entrar no clima da escrita) eu ler esse livro justo em agosto (MÊS INFINITO), que é o mês do folclore. Por mais que não tenham apenas criaturas mitológicas do folclore brasileiro, elas tem um destaque maior, como a mula sem cabeça ser o primeiro monstro a aparecer e os personagens sempre estarem citando a cuca.

Além do folclore, a cultura brasileira é bem presente. É excelente ver que Gorgórdia é inspirada no nosso país, principalmente no nordeste, fazendo uma identificação com o local gigantesca. As gírias (como curió, seu (no sentido de alguém do sexo masculino mais velho), cê, brigado) brasileiras também são bem correntes, e é inexplicável o quanto é maravilhoso ler que o personagem está comendo uma rapadura. A escrita do Samuel é excelente.

O livro falhou onde deveria ter um ápice. Mesmo com magia a toda parte e Bildan e Sheril tendo mais aventuras do que é possível achar Pokémons selvagens no jogo, o livro não atinge nenhum momento de êxtase, em que realmente pegamos o livro e ficamos meia hora lendo querendo saber o que vai acontecer, ou só pelo motivo de que a cena de ação é muito boa. Infelizmente, ele não prende o leitor.

Outro problema que identifiquei foi a personagem principal, o Bildan. Não que eu não tenha gostado dele, mas ele começa o livro com 6 anos e termina com 15, mas eu não consegui perceber nenhuma mudança perceptível na personalidade dele, diferente do Dalvec (eu tinha que falar dele, melhor personagem), que por mais que apareça apenas algumas vezes, tem uma mudança que conseguimos perceber. Sheril e os mercenários são ótimas personagens, mas a personagem Datini é CEM POR CENTO IRRELEVANTE (tá, ele me serviu para me lembrar da linha evolucional do Dragonite). Nunca vi 206 páginas tão bem aproveitadas, mas também nunca vi uma personagem tão irrelevante quanto ele. Talvez ele seja relevante na continuação (o final é aberto demais), mas não tem a menor utilidade na história.

No final, o livro surpreende por ter muito em pouco, uma identificação do folclore e cultura brasileira excelente, mas que peca em não ter um ápica e com um desenvolvimento um pouco precário da personagem principal. Mesmo assim, a leitura está recomendadíssima a todos que curtem uma boa fantasia!

 

É isso, obrigado por lerem até aqui.

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#MLI2015 | Especial | A Noite dos Mortos-Vivos & A Volta dos Mortos-Vivos, de John Russo

Olá! Tudo bem com vocês?

A resenha saiu algumas horas atrasada, mas saiu! Sinto muito, mas final de ano escola + final de ciclo letivo (Fund. II) simplesmente detona meu tempo. As resenhas de livros vão continuar saindo (com provável atraso…), mas as de filme vão se tornar mais raras. Talvez a Coluna Indicativa se torne frequente por aqui para compensar…

 

noitedosmortosA Noite dos Mortos Vivos

A Volta dos Mortos-Vivos,

de John Russo, 1968 e 1978

Darkside, 317 páginas

A DarkSide® desenterra mais um clássico do terror e vai direto na fonte: A Noite dos Mortos-Vivos, considerado uma das maiores obras-primas do gênero e um livro obrigatório para os fãs de The Walking Dead, Resident Evil, Orgulho e Preconceito Zumbi e tudo aquilo que englobe os carismáticos comedores de cérebros.
Se hoje os zumbis estão em alta é porque, em 1968, George Romero e John Russo se reuniram para escrever o roteiro de A Noite dos Mortos-Vivos e mudar a história do cinema. O filme revolucionou o mito sobre as criaturas que voltavam do além: as superstições vodus das velhas produções B deram lugar à epidemia de fome canibal nas ruas norte-americanas. Criaturas similares já haviam aparecido antes nas telonas, mas foi em A Noite dos Mortos-Vivos a primeira vez em que foram retratados como uma praga devoradora de carne humana.
O próprio John Russo (que também atua no clássico de 1968 como um zumbi) adaptou a histo¿ria do filme neste romance que a DarkSide® traz para o Brasil. A Noite dos Mortos-Vivos inclui ainda uma surpresa para os leitores: o texto integral da sequência do clássico, que nunca chegou a ser filmada, chamada de A Volta dos Mortos-Vivos (não vai confundir com a comédia trash de 1985, que também contou com Russo no time de roteiristas). Depois de 45 anos, finalmente é publicado no Brasil o romance do filme que marcou gerações.

“Sempre nos referimos A Noite dos Mortos Vivos  como Cálice Sagrado dos filmes de zumbi”, Greg Nicotero, maquiador da série The Walking Dead.

 

A edição nos traz os dois livros da duologia, e eu já quero começar falando sobre ela. Eu comprei ela no box da Darkside, que veio junto com Psicose e Os Goonies, e gente do céu, QUE EDIÇÕES MARAVILHOSAS SÃO ESSAS?

Mas voltando ao que interessa.

Esse foi o segundo livro de zumbis que já li, o primeiro sendo Jesse Chesnutt e o Mistério do Planeta T12 (uma das primeiras resenhas.) (que até hoje eu tô esperando continuação, viu seu Leonardo Faig?), e já quero adiantar que eu quero repetir a experiência. Amei esse universo!

Os dois livros se completam, por mais que não seja totalmente necessário a leitura do segundo, e nem tanto do primeiro, mas você vai se sentir um pouco perdido no começo, mas logo passa. O primeiro se preocupa em mostrar um pouco do poder dos monstros e do psicológico das pessoas em meio a um ataque zumbi, o que, por mais que tenha parecido algo incrível na época do lançamento, hoje em dia é extremamente comum em livros, filmes e séries do gênero.

Mas o que inova e surpreende é o segundo livro. O apocalipse do livro anterior durou algumas semanas, e o livro começa alguns anos depois, mostrando um pouco do mundo e das mudanças que aconteceram socialmente entre as pessoas, além do que humanos fariam para se aproveitar da situação de um retorno.

 

O autor não tem piedade, principalmente na cena final do segundo livro. Nos dois livros, não faltam imagem de matanças, sangue e gritos de terror, o que acaba divertindo o leitor, o leitor que gosta disso, com toda essa violência barata.

O livro se preocupa muito mais em ambientalização do que em personagens. Nenhum dos personagens chama muito a atenção e, tirando um xerife que é o único personagem que aparece nos dois livros, não são aprofundados, com os “protagonistas” dos livros sendo mudados a cada momento. Em seus próprios livros, os personagens não são mais que secundários. Mesmo assim, a escrita do John Russo não é a das mais excepcionais do mundo.

Gostei da leitura dos dois livros, mas achei A Volta dos Mortos-Vivos mais elaborado do que o primeiro, mas A Noite Dos Mortos-Vivos flui muito melhor. No final, a duologia é item obrigatório para qualquer fã ou qualquer um que queira se “iniciar” em histórias de zumbi, ou qualquer pessoa que adore histórias sanguinárias.

 

Até mais o/

Desenterrando Clássicos #MLI2015 | Psicose, de Robert Bloch

Olá!

Primeiramente: DESCULPA POR NÃO TER POST SEMANA PASSADA.

Mas gente, eu tava com dois trabalhos pra fazer e ainda tive retiro de jovens na Igreja, então eu não tinha nem tempo pra respirar. E eu só estou postando hoje pois sei que amanhã também não vou conseguir postar nada sobre cinema. Desculpa aí :\

E segundo: Lembram-se do Meses Clássicos? Pois é, eu acabei percebendo que 1) eu não estava lendo um clássico por mês e 2) vai que em um mês eu leio dois clássicos e tenho que deixar a resenha para o próximo mês?

Então, em homenagem ao box de livros da Darkside, que contém três clássicos, eu dou novo nome á minhas resenhas de clássicos: Desenterrando Clássicos! \o/ (Darkside, caso tenham algum problema com o nome, podem dar um toque que eu troco c: )

Mas enfim, vamos para a resenha?

ÍndicePsicose

de Robert Bloch, 1959

Darkside, 240 págs

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

O livro já começa em grande promessa. O que instigou Hitchcok, um dos maiores diretores de todos os tempos, a querer gastar uma fortuna fazendo o filme e comprando todos os exemplares? Me sinto feliz em dizer que a promessa não decepciona.

O que eu mais gostei foi do livro fluir muito bem. Eu mesmo li ele em menos de um dia (tá, estava no carro numa viagem de dois dias e meia, mas acho que conta), ou seja, numa sentada só. A escrita é bem simples e, mesmo nós sabendo tudo sobre crime do livro, o leitor fica interessado em saber como os personagens chegaram lá.

E a última frase praticamente descreve o livro. Não sei se isso é pela geração que eu estou ou se é algo recorrente desde que esse livro foi lançado, mas eu achei ele previsível demais. Eu adivinhei metade do final e por isso estava achando que o livro não era tudo isso, mas depois eu percebi que o que interessava era a maneira como os personagens chegaram até o final, além dos eventos no final para os personagens soubessem de tudo e nós recebêssemos mais informações. Mesmo assim, algumas poucas coisas conseguiram me surpreender no final.

O tem quatro narrados: o Norman Bates, dono do Bates Motel, Marion Crane, a moça da cena da banheira, Lila Crane, irmã de Marion, e Sam Loomis, sendo que esses dois últimos dividem alguns capítulos. Marion tem uns dois capítulos, os dois muitíssimo importantes para a história, já que se tratam dos dois acontecimentos que fazem a história andar: a fuga dela e o próprio assassinato. Por motivos óbvios, os capítulos de Norman são bem perturbados, com a figura da Mãe sempre em cima dele, além de diversas dicas de como ele realmente possa ser. Também são poucos os capítulos dele, mas foram os que mais me interessaram, diferente dos de Lila e Sam, que praticamente fazem um casal (no sentido romântico) até um pouco desnecessário.

O livro discute muito sobre a natureza humana. Seja em diálogos de Sam e Marion ou nos capítulos de Norman, esse tema está sempre recorrente, de diversas maneiras. O final é bem amarrado e satisfaz. (e eu realmente me pergunto como que fizeram as continuações para o cinema)

Psicose é um livro clássico que trata de um suspense de uma maneira que prende o leitor, mesmo que, graças aos tempos da literatura atual, fique bem previsível.

 

Obrigado por ler até aqui! Até mais o/

 

Resenha #MLI2015 | Roverandom, de J. R. R. Tolkien

Olá! Tudo bem com você?

roverandom

Roverandom

de J. R. R. Tolkien, 1998

Editora WMF Martins Fontes, 70 págs

Em 1925, durante as férias, o pequeno Michael Tolkien perdeu, na praia, um cãozinho de brinquedo que ele adorava. Para consolá-lo, o pai, J. R. R. Tolkien, inventou uma história sobre um cachorro de verdade que é transformado em brinquedo por um mago e enviado por um ‘feiticeiro-da-areia’ à Lua e ao fundo do mar. Mais de 70 anos depois, as aventuras do cachorro Rover, também conhecido pelo nome de ‘Roverandom’, foram publicadas na Inglaterra. Elas foram organizadas a partir do texto original por Christina Scull e Wayne G. Hammond.

A coisa que mais me chamou atenção foi o jeito com que o livro foi concebido. O cachorrinho de brinquedo do filho de Tolkien se perdeu na praia, e então ele começou a contar a história sobre um cachorro que vira um brinquedo e depois se perde na praia. Isso me chamou a atenção pois mostrou o quanto a história era despretensiosa, e foi algo que ela conseguiu manter até o final.

Eu sempre digo para as pessoas começarem a ler Tolkien com O Hobbit, mas Roverandom ganhou o posto. A leitura é simples demais, e o número de páginas só ajuda, além das lindíssimas ilustrações que aparecem de vez em quando. A leitura é feita especialmente para crianças, tanto que eu a recomendo fortemente para ler aos seus alunos, filhos, primos e qualquer outra criança na hora de dormir.

Por ter essa ambição de ser uma história para crianças, a narrativa só se preocupa em contar uma história empolgante e divertida para o leitor. Caso você tenha lido minha primeira Coluna Indicativa, sabe a minha opinião sobre crianças lendo fantasia, já deve imaginar que esse livro é perfeito para fazer a criança cair de cabeça na leitura: dois universos fantásticos inteiros para serem explorados!

A história ainda é muito improvável, nunca podendo ser preditada, algo parecido com O Guia do Mochileiro das Galáxias, o que se junta com as poucas páginas do livro, fazendo com que a leitura seja rápida e prazerosa.

 

E é isso! Altamente recomendada a leitura de todo mundo que esteja a fim de ler algo mais leve e divertido, e principalmente pra quem quer começar a ler Tolkien!

Obrigado por ler até aqui, e até mais o/

Resenha| A Playlist de Hayden, de Michelle Falkoff

Provavelmente vai ser a última resenha desse livro a sair

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A Playlist de Hayden

de Michelle Falkoff, 2015

Editora Novo Conceito, 288 págs

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente

Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

Gostaria de começar falando da própria playlist, que dá nome ao livro. Não sou o maior ouvinte de rock do mundo, mas admito que a playlist ficou muito boa, até deixei algumas músicas no meu celular. (CROWN OF LOVE É MARAVILHOSA) Mas, por mais que ela seja boa, sinto que ela estava lá só para os fãs da banda comprarem pois a música da banda está no livro, pois eu realmente não vi a menor necessidade de ter essa playlist, além de criar um clima bonitinho entre os capítulos e um recadinho. Talvez, se eu soubesse a tradução das músicas, a experiência seria melhor, mas já que sou de terras tupiniquins…

O livro tenta concentrar algum suspense, e ele consegue criar esse suspense, e até te prende a ponto de não querer largar. O problema é o final, já que toda a resolução é realmente muito ruim, o que deixa o final broxante. Tive minhas suspeitas completamente diferentes do final, mas acredito que caso muitas suspeitas fossem as certas, o livro terminaria com “pô, sabia que isso ia acontecer, mas eu gostei muito”, mas só terminei com “Deus amado, isso é muito broxante”.

Além de que um certo “personagem” do livro conseguiria fazer um arco muito bom, daqueles que você fica sem ar, mas não, ele só leva uma explicação de duas frases no epílogo.

Um romance é criado, e no começo parece clichê. O tempo passa e ele fica legal e ele foi a única coisa que deixou o final legalzinho, mas nada que possa surpreender. Nós não torcemos pelo casal, e muito menos pelos personagens. Admito que passei o livro inteiro sem saber o nome do personagem, de tão franca a empatia que eu senti com ele, e com qualquer outro personagem. A maior empatia que eu senti foi pelo próprio Hayden, mas que foi destruída logo após descobrir as motivações dele no final do livro.

A escrita da Michelle Falkoff é boa, admito. O livro é bem bonito, a diagramação está ok e os parceiros receberam um kit com marcador, o bilhetinho com o link para a playlist e um fone de ouvido (que quebrou em duas semanas. Pelo menos a caixinha que veio guardando eles é bem bonita e eu uso), o que eu achei bem legal por parte da editora, já que o livro levou muito tempo para chegar para nós.

Ao final de tudo, A Playlist de Hayden é mais um daqueles livros que a autora tem tudo em mãos para fazer uma história excelente, mas que acaba deslizando muito. A melhor palavra para definir o livro é “broxante”. Mas a playlist vale a pena ser ouvida, e você pode ouvi-la aqui.

 

Obrigado por ler até aqui!

Dez Coisas Que Aprendi Sobre o Amor

Olá! Como tem acontecido nos últimos meses, a editora Novo Conceito entrou em contato com os blogueiros que se cadastraram para serem blogueiros e mandou outra prova de um livro deles, com promessa de mandarem um exemplar para quem fizer uma resenha sobre. O livro da vez é Dez Coisas Que Aprendi Sobre o Amor, livro de estréia da Sarah Butler!

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Logo de cara, admito que não me senti atraído pelo livro. Julgando pela capa, ela é muito forçada.

Mas o que importa mesmo é a história, certo? Diferente de A Mais Pura Verdade, que me senti imerso no livro logo no release, e em A Playlist de Hayden, que meu deixou curioso, essa prova não me apresentou nada de novo. Somos apresentados a duas histórias, e simplesmente não entendi nada de nenhuma das duas. Sim, eu entendi o que estava acontecendo, mas aí eu pergunto: para que estão me contando isso? Qual a finalidade, aliás? Diferente dos dois últimos livros, que os começos já deixavam claro sobre o que o livro se tratava, aqui nós ficamos totalmente desnorteados com esse começo.

Mas, é muito difícil julgar um livro lendo menos que 50 páginas dele. Vamos ver o que vem pela frente, não é?

 

Aliás, para deixar os blogueiros e os leitores no clima do livro, a NC nos convidou a listar 10 coisas que nós aprendemos com o amor, num gesto parecido com o que tem no começo de cada capítulo do livro. E aqui está tudo que eu já aprendi com o amor.

 

1) O amor não vê tempo. Você pode amar mais uma pessoa que você conhece a um dia do que uma que você conhece a três anos.

2) Sim, você realmente se supera em nome do amor.

3) Infelizmente, amar uma pessoa nem sempre é o suficiente para fazer o bem á ela.

4) A chama do amor pode diminuir, mas raramente é completamente apagada.

5) Muitas vezes, o amor nos faz ver pessoas como seres milagrosos, mas isso é uma mentira.

6) Nosso próprio coração gosta de sofrer por amor.

7) Não é preciso conhecer pessoalmente para amar.

8) Não dá para falar motivos pelo qual amamos alguém, um animal ou alguma coisa.

9) Amor e ódio são as duas emoções principais, o resto é derivado delas.

10) Pode ser mais difícil transmitir amor, mas no final, a sensação é muitíssimo melhor.

 

E isso são apenas dez coisas que eu aprendi com o amor. Lista aí nos comentários dez coisas que você aprendeu com o amor! 🙂

Até mais o/