Resenha: Terra de Histórias #2 O Retorno da Feiticeira – de Chris Colfer

Não disse que eu já tinha lido o segundo? 😉

 

OBS: Olha que coisa linda, não tem nenhum spoiler do primeiro livro ❤ (na sinopse tem um)

 

119574888_1GGTerra de Histórias #2 O Retorno da Feiticeira

de Chris Colfer, 2013 (lançamento brasileiro: 2014)

Editora Benvirá, 493 págs

ISBN: 9788582401187

“Bela Adormecida estava prestes a gritar por ajuda quando um clarão cegante de luz violeta encheu a floresta. O clarão, porém, durou apenas um segundo. Ela sentiu o cheiro de fumaça e se levantou, olhando em volta. A floresta estava em chamas, e todas as árvores tinham sido transformadas em rocas.
Agora não havia como negar: o maior medo do reino se tornara realidade.
-A Feiticeira – Bela Adormecida sussurrou para si mesma. –Ela voltou.”

Alex e Conner Bailey não retornaram à mágica Terra de Histórias desde que terminaram as suas aventuras em O Feitiço do Desejo. Mas, em uma noite, sabendo que a famosa Feiticeira sequestrou a sua mãe, os gêmeos devem novamente, contra a vontade de sua avó (A primeira e única Fada Madrinha) achar os seus próprios caminhos para a Terra de Histórias e resgatar a sua mãe, e salvar o mundo dos contos de fadas da maior ameaça já enfrentada.

No primeiro livros, nos vimos a Terra de Histórias se mostra um mundinho feliz, imposto todas as regras dos “felizes para sempre”. Agora, não temos isso, pois como a Feiticeira retornou, tudo está em pleno caos. A Feiticeira é o tipo de vilã que está pouco se doendo para os outros, ela só quer uma apoteose completa, e o próprio mal a alimenta, e a sacada que o autor usou para ela obter poder é realmente bem original. Vemos do quão ela é malévola, e nem o Conselho das Fadas, o órgão mais poderoso do mundo inteiro pode detê-la é o que dá ênfase á história.

Algo que me incomodou muito foi o fato de que o livro teve muito… mais do mesmo, o que deu uma pequena aparência de “livro comercial” (aquele livro escrito por pressão do editor/editora ou que o autor só escreveu para puro dinheiro). Quero dizer, o Chris explorou agora o fato de que a vida dos irmãos não é apenas a Terra de Histórias, mas quando chega lá… bem, digamos que no momento em que eu li “construir a Varinha Prodigiosa” (não é spoiler, está na sinopse da orelha), eu já fiquei com o pé atrás da orelha. A viagem e as aventuras são diferentes, mas está muito mais do mesmo. Sempre construir o grande artefato/feitiço que vai salvar a vida de todos, sempre tem um motivo muito pessoal… até chegar o final. Geralmente eu falo do final do livro no -final- da resenha, mas dessa vez eu vou falar no começo logo. Minha gente, que final foi esse? Foi cem por cento diferente do que eu imaginava, e faz todo o sentido do mundo. Ai, ai, Chris, obrigado por esse final.

A minha identificação com a Alex está a mesma coisa, até maior, talvez, mas finalmente eu comecei a me identificar com o Conner.Acho que eu me identificando mais com ele do que com a Alex… não, eu me identifico com os dois igualmente. Isso é algo realmente muito legal do Chris Colfer, essa identificação que ele constrói com o leitor. (Principalmente agora, pois eu estou na mesma idade que os protagonistas. Teve gente que cresceu com Harry Potter. Eu estou crescendo com Terra de Histórias)

Ele também tem um talento expecional em ligar os fios das histórias. Ela pega detalhes minuciosos de vários contos (meio-spoiler: por acaso você nunca achou estranho o fato de ter duas “Bela” nos contos de fadas?) e os junta, explicando tudo certinho, com muito sentido. Nós já somos apresentados a isso no primeiro livro, mas aqui ele resolveu tirar isso do fundo da platéia e colocar no palco principal.

A escrita dele continua incrível, talvez esteja até melhor. Temos mais visões do reino, e ele explorou bastante a Terra de Histórias, ele também amadureceu a história, por mais que algumas vezes tenham alguns acontecimentos bem impossíveis (ou é normal uma menina de 13 anos subir uma montanha sozinha numa bicicleta e não acontecer nada a ela. Isso não é tecnicamente um spoiler). E eu vou ficar realmente chateado se no próximo livro ele não contar um pouco mais do Território dos Elfos, sendo que a única coisa que a gente sabe é que tem um árvore gigante lá…  e elfos. (e que eles são bem rebeldes)

O melhor do livro é que, ao você ler o primeior livro e saber que é uma série, você já acha que a série inteira vai ser sobre os gêmeos derrotando as terríveis rainhas dos contos de fada, mas logo na capa a gente descobre que não, sendo que agora ele apresenta todas. A Rainha da Neve (sim, o conto da Rainha da Neve é MUITO diferente de Frozen: Uma Aventura Congelante. Mas isso não significa que eu não gosto de Frozen, claro. Let it go, let it gooo ♪),a Bruxa do Mar, a madrasta má da Cinderela e suas meias-irmãs horrendas, além da própria Feiticeira, que atualmente é conhecida como Malévola (oi, Angelina Jolie), e vimos até um pouquinho do Grande Lobo Mau, de uma maneira sarcástica.

“O amor está no ar”, algo que define também algumas das novidades impostas. Felizmente, ele não foi que nem alguns autores que querem impor mais romance do que o necessário, apenas um toquezinho, para falar “oi, essa história tem romance”.

Ao final do livro, o Chris Colfer nos mostra o quanto uma ação pode ter uma reação (oi, Newton!), mesmo que seja por palavras sobre alguém.

A capa é linda. No seu computador, ela pode parecer feia, mas quando você toca nela… ela tem uma magia, sabe? A editora fez um trabalho explêndido, pois eu me sinto tão mergulhado na história, tanto na escrita pela edição, pois além da capa linda, o mapa continua (infelizmente eles não modificaram o mapa com as mudanças desde o livro anterior, como o nome castelo da Chapeuzinho) e, a cada capítulo, temos uma imagem referente.

Terminando, o livro é incrível, por mais que ele tenha essa mesmisse do primeiro e um pouco de impossibilidade que nada tem a ver com magia! Estou realmente ansioso para o próximo livro!

 

Até a próxima! (Agora que a resenha acabou, eu vos digo: Clawdius e Rumpletitilskin, melhores personagens.)

Resenha: Terra de Histórias #1 O Feitiço do Desejo – de Chris Colfer

Eu estou devendo para mim mesmo essa resenha á tempos, então aí está!

imagemTerra de Histórias #1 O Feitiço do Desejo

de Chris Colfer, 2011

Editora Benvirá, 384 págs

 

Os irmãos gêmeos Alex e Conner estão vivendo os piores dias de suas vidas. Para tentar alegrá-los, no aniversário de 12 anos, a avó os presenteia com o antigo livro de histórias que o pai costumava ler para eles, quando crianças, antes de dormir. E a magia volta a tomar conta da vida dos dois – de verdade! Assim como Alice chegou ao País das Maravilhas após cair num buraco do coelho, Alex e Conner são sugados pelo livro e vão parar dentro do mundo dos contos de fadas. Lá, descobrem o que aconteceu com os personagens após o “E foram felizes para sempre!”. Cachinhos Dourados, por exemplo, é uma fugitiva, Chapeuzinho Vermelho tem seu próprio reino e Cinderela, agora rainha, está prestes a se tornar mãe.
Mesmo em meio a tantas surpresas, os gêmeos não têm tempo a perder: precisam voltar para casa antes que o livro se feche e a mãe dê queixa do desaparecimento deles. Para que o Feitiço do Desejo se cumpra, Alex e Conner têm de desvendar as pistas deixadas em um diário. Eles só não podiam imaginar que mais alguém estava no rastro e faria de tudo para atravessar para o mundo real no lugar deles: a Rainha Diabólica.

Confesso que eu, sim, julguei o livro pela capa, e no momento em que toquei o livro, eu soube que estaria adiante de uma das melhores histórias da minha vida, e eu não podia estar mais errado. O primeiro é como o Chris Colfer soube trazer tudo isso para a gente, melhorando em mil vezes pelo motivo do livro trazer o mapa da Terra de Histórias na contracapa. Como diz Mariana Gastal, do Respira, Mariana!, “Livros com mapas sempre são os melhores livros”.

A escrita do Chris Colfer é espetacular! Esse moço, além de souber atuar que é uma maravilha (ele interpreta o papel de Kurt, na série Glee, e o personagem foi criado especialmente para ele. Não é pouca coisa não), ele escreve tão bem quanto. As páginas saem voando, e você sente que o seu livro está voando e que si próprio está entrando na Terra de Histórias, indo visitar todos os contos que você cresceu ouvindo.

Os acontecimentos estão fantásticos, pois ele tenta mostrar cada pedacinho do mundo novo. Você se surpreende o quão maravilhoso ele consegue readaptar essas histórias, e também mostrar o quanto o tempo passou após o “viveram felizes para sempre”, além de apresentar algumas coisinhas um pouquinho mais maduras. Chris Colfer sabe o que faz.

E o melhor: a identificação está muito boa.Quando ele descreve Alex, na hora eu já pensei “se trocarmos o nome por Gabriel e colocarmos no masculino, epa!, temos aí minha descrição”, pois eu me identifiquei completamente com ela. Quanto ao Conner, impossível você não morrer de rir das piadas dele. Infelizmente, muitas delas são forçadas demais, assim como o personagem, um pouco. Acho que o Chris Colfer passou tempo demais construindo a Alex.

E o final é tão triste. Eu realmente não esperava por aquilo.

Acho que deu a entender que o livro é espetacular. Tão boa a leitura quanto a releitura. O segundo livro já foi lançado no Brasil (e eu já li, a resenha fresquinha vai sair para vocês daqui a pouco), e o terceiro acabou de ser lançado nos EUA. Aconselho continuar a série! O Chris Colfer também tem outro livro lançado aqui no Brasil, que é O Diário de Carson Phillips. (Struck by Lightning)

 

E é isso, até mais!