Especial Oscar|Crítica|Guardiões da Galáxia é Disney no espaço

Olá gente!

Pois é, to sem postar a quase um mês. UM MÊS. Eu to péssimo por isso, Sério mesmo. Desculpa por esse tempão sem postar, mas eu to realmente sem tempo nenhum, nem pra blogar, nem pra ler, nem pra ver filme, nem pra nada. Desculpa mesmo.

guardioes_galaxia_poster_nacional_02Guardiões da Galáxia,

Direção: James Gunn (II)

Produção: Kevin Feige

Roteiro: James Gunn (II), Nicole Perlman

Elenco: Chris Pratt (Peter Quill), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Vin Diesel (Groot), Bradley Cooper (Rocket Racoon), Lee Pace (Ronan), Benicio del Toro (Colecionador), Karen Gillan (Nebula), Glenn Close (Nova Prime), John C. Reilly (Rhomann Dey), Josh Brolin (Thanos)

Guardiões da Galáxia teve grande repercussão no ano passado. É um filme da Marvel que é diferente dos anteriores lançados: não fazia muita diferença ver ele ou não para entendimento para o próximo grande lançamento da mesma: Vingadores 2 – A Era de Ultron (por mais que, cedo ou tarde, os heróis de Guardiões apareçam em algum outro filme). O cenário é um pouco diferente esse ano, já que o filme que apresenta novos heróis é Homem-Formiga, que será introduzido nos próximos filmes da Marvel – como Guerra Civil.

Mas Guardiões da Galáxia cumpre bem o seu papel. Enquanto os outros filmes da Marvel (juro que vou parar com as comparações) aparentemente buscam o público que lê os quadrinhos ou assistia algum desenho de heróis na TV, Guardiões da Galáxia tenta mesclar um público juvenil com um público mais velho – o que, aparentemente, conseguiram.

O CGI do filme é impressionante, e não me lembro de nenhuma cena em que ele foi utilizado apenas para ostentar, diferente de vários filmes lançados recentemente. Todos os efeitos são maravilhosos, e a maquiagem também ficou excelente. Sendo característica de filmes em que o cenário é intergalático, a maquiagem está fortemente presente e muito bem usada, tanto que o único personagem que não necessita dela é o Peter (Chris Pratt), já que é praticamente o único humano que aparece no decorrer do filme.

Aliás, virei fã do Chris Pratt após o trabalho maravilhoso dele em Jurassic World, e esse filme só reforçou ainda mais os bons olhos que tenho dele. Ele consegue ser engraçado sem ser idiota, algo que também se destaca. Ri alto durante o filme, então me recuso a acreditar que ele não é de comédia.

Todos os outros atores fizeram um trabalho excelente. Gostei de todas, mas me apeguei principalmente ao Rocket e ao Groot, por mais que a fórmula Disney não tenha caído tão bem para esse último personagem. O romance principal também não me agradou nem um pouco. Mesmo assim, o filme emociona em diversos momentos, principalmente no começo.

O Awesome Mix é, bem, awesome. Nasci muito depois da década de 80, então não reconheci nenhuma das músicas, mas gostei de todas. Quero dizer, são poucas as músicas dos anos 80 que a gente não gosta, né?

Crítica| Jurassic World/Mundo dos Dinossauros Dá Mais Medo Que Filme de Terror

E, finalmente, depois de tanto divulgar na página do face, eu assisti Jurassic World!

 

jurassic worldJurassic World/Mundo dos Dinossauros

Direção: Colin Trevorrow

Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver, Derek Connolly, Colin Treverrow

Produção: Steven Spielberg, Frank Marshall

Elenco: Chris Pratt (Owen Grady), Bryce Dallas Howard (Claire Dearing), Nick Robinson (Zatch Mitchell), Ty Simpkins (Gray Mitchell), B. D. Wong (Henry Wu), Judy Greer (Karen Mitchell), Irrfan Khan (Simon Masrani), Vincent D’Onofrio (Vic Hoskins)

O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana.

 

Eu estava com expectativas enormes pra Jurassic World, algo normal para mim, já que crio muitas expectativas para tudo. Mas, geralmente, essas expectativas são maiores do que o filme/livro consegue passar.

O que, felizmente, não aconteceu com Jurassic World. Eu “gritei” (se eu tivesse gritado de verdade teria sido muita falta de educação) muito no cinema, e a última vez que eu sai tremendo de um filme foi quando eu assisti A Esperança pt. 1 (que, aliás, estou devendo a crítica até hoje…) pela primeira vez.

A coisa que mais impressionou o filme foi a metalinguagem que ele usou para o próprio universo e para a própria franquia. 22 anos se passaram desde que o Jurassic Park original foi aberto – mesmo tempo que o filme foi lançado. O público não se contentaria apenas com os dinossauros, já que, na história, eles estariam dessextintos a 22 anos – do mesmo jeito que temos três filmes para ver dinossauros -, então eles precisariam usar o fator novas tecnologias e avanços científicos incríveis – novos horizontes para os efeitos especiais com o CGI .

São inúmeras as referências ao primeiro filme (aliás, o segundo e o terceiro filme são completamente ignorados), além da trilha-sonora, que se baseia muito na trilha original, além de ter as músicas originais do primeiro filme. A nostalgia no filme com certeza ajuda muito a deixar ele mais agradável, além da luta final que eu senti falta de apenas um dinossauro para deixar ela o mais épica possível. (você pode descobrir qual lendo o último parênteses)

Eu vi o filme em 3D por não ter opção, mas não é nada que muda tanto assim. Teve apenas uma cena (em que o mosassauro come um pterodáctilo, que está presente no trailer. Que, aliás, é uma cena que tem uma simbologia muito legal e que vai servir para ajudar a construir os próximos filmes) em que eu pulei (com uma mistura de adrenalina e susto) da cadeira por conta do 3D, mas ele é completamente desnecessário para o filme.

Como eu disse no último parágrafo, as cenas de ação são excelentes. Primeiro: existe coisa melhor que ver um cara treinando velociraptores (na verdade, deinonicos…)? SIM. Até as cenas mais “leves”, dos personagens correndo dos dinossauros, te fazem gritar “C****** ISSO É MUITO F***”, e o o segundo e terceiro ato são uma coleção de cenas de ação que te dão um tiro a cada momento, principalmente o desfecho da luta final que foi “EU SABIA QUE ISSO IA ACONTECER, MAS ISSO CONSEGUIU SURPREENDER”. As cenas realmente te fazem gritar de adrenalina e de susto.

Tudo isso se sustenta pelo CGI, e claro, pelos animatronics, pelos qual eu agradeço por terem deixado. O filme, em vários momentos, se preocupa em mostrar o parque que como se fosse uma tour mesmo, algo que é reforçado pelo começo da sinopse, que realmente parece de um panfleto de divulgação de parque mesmo.

Mas não só de CGI o filme viverá, mas de toda palavra que sai da boca de seus atores. O roteiro é até bom, mas poderia ser muito melhor. Algo que com certeza foi um erro foi os dois garotos, que serviram apenas para “ter uma conexão com o primeiro filme”, como se já não houvessem demais.  Além disso, o roteiro não permitiu que os atores mostrassem todo o seu potencial. Gostei da atuação da Bryce Dallas Howard e do Chris Pratt, mas nada que chamasse tanto a atenção assim.

A direção do Colin ficou boa, mas do mesmo jeito que a atuação, nada que chame atenção. Ela não ficou a nível do primeiro filme, mas ficou bem melhor que a do terceiro filme, por exemplo.

Jurassic Park é um filme que tem uma ótima metalinguagem entre o parque da ficção e a franquia cinematográfica, além de um CGI impressionante, mas que peca um pouco com o roteiro.

Agora, a pergunta final: ele é melhor que o primeiro?

Não. Mas acredito que é melhor que os dois outros. (preciso fazer maratona da série para ter certeza agora)

 

E é isso! Obrigado por ler até aqui, até mais o/

 

Crítica (Especial Oscar)| Caminhos da Floresta/Into the Woods poderia ter menos de 2h

Olá pessoas! Quanto tempo não tem um Especial Oscar, né?

Antes de tudo, você já curtiu a página no facebook do blog?

Indicado as categorias:

Melhor Atriz Coadjuvante (Meryl Streep)

 

caminhos-da-floresta-poster Caminhos da Floresta/Into The Woods

Direção: Rob Marshall

Roteiro: James Lapine

Produção: Rob Marshall

Elenco: Meryl Streep (Bruxa), Anna Kendrick (Cinderela), Emily Blunt (Mulher do Padeiro), James Corden (Padeiro), Johnny Depp (Lobo), Chris Pine (Príncipe da Cinderela), MacKenzie Mauzy (Rapunzel), Christine Baranski (Madrasta da Cinderela), Daniel Huttlestone (João), Tracey Ullman (Mãe do João), Lilla Crawford (Chapeuzinho Vermelho)

Um padeiro e sua mulher (James Corden e Emily Blunt) vivem em um vilarejo, onde lidam com vários personagens famosos dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho (Lila Crawford). Um dia, eles recebem a visita da bruxa (Meryl Streep), que é sua vizinha. Ela avisa que lançou um feitiço sobre o casal para que não tenha filhos, como castigo por algo feito pelo pai do padeiro, décadas atrás. Ao mesmo tempo, a bruxa avisa que o feitiço pode ser desfeito caso eles lhe tragam quatro objetos: um capuz vermelho como sangue, cabelo amarelo como espiga de milho, um sapato dourado como ouro e um cavalo branco como o leite. Eles têm apenas três dias para encontrar tudo, caso contrário o feitiço será eterno. Decididos a cumprir o objetivo, o padeiro e sua esposa adentram na floresta.

 

Recentemente, não tenho ouvido críticas muito boas das live-actions da Disney. Falaram que Malévola foi visualmente lindo, mas com um péssimo roteiro, e que Cinderela é bom, mas em nada difere da animação original. Com isso, fiquei com um pouco de medo de ver Caminhos da Floresta, e, infelizmente, não vai ser agora que eu verei os outros dois.

Em uma sinopse curta, já era dado o aviso: o começo do filme se foca em eles conseguirem os objetos, e o resto do filme são suas consequências. O problema é quando o “começo” do filme dura uma hora.

Os filmes são dividos em três “parte”: primeiro, segundo e terceiro ato. O primeiro é o começo do filme, o segundo é o meio e o terceiro é o final (com a Jornada do Herói/monomito impudito nisso), basicamente. E o problema de Caminhos da Floresta é ele ter duas horas de filme, sendo que uma hora inteira é dedicada ao primeiro ato. Podem até achar que eu tomei isso como conclusão por ter lido aquela sinopse resumida, mas depois de pensar bastante, percebi que não. Realmente, o primeiro ato dura uma hora.

Por mais que essa mudança, de não deixar o primeiro ato restrito aos primeiros minutos, seja até interessante, ela com certeza não funciona dentro do filme. Além da sensação de que o filme não vai acabar nunca, o roteiro não ajuda em nada. Os primeiro minutos até te fazem gostar do filme, mais aí simplesmente ele não te convence mais. Eles foram colocando cena atrás de cena apenas para deixar o filme grande! É cada escapatória para colocar mais cenas que, ao final, eles simplesmente esqueceram de que deveria acontecer uma resolução, então eles colocaram a primeira coisa que eles viram na frente para servir de resolução para os problemas, o que fez um problema parecido com o de A Escolha Perfeita: diversos deus ex-machina por metro quadrado.

O primeiro ato não é apenas enfadonho por ser grande, mas pelo roteiro ser tão ruim quanto. Além dos ex-machina que citei acima, reforço que ele simplesmente não te convence. Em uma cena, a Cinderela (Anna Kendrick) está fugindo do castelo e o sapatinho de ouro fica preso numa poça de piche que o príncipe deixa, e então o mesmo aparece no alto da escada. Logo, ela sai dos sapatinhos, canta e dança (e, durante essa dança, ela anda em cima da mesma poça de piche, e não fica presa e nem mesmo suja) durante vários minutos, com o príncipe observando. Depois, entra novamente nos sapatinhos, deixa um no piche e sai correndo, só para aí o príncipe sair correndo novamente.  QUAL O SENTIDO DISSO? Além dessa cena, acontecem outras cenas what the fuck is it!? durante o filme.

O filme só começa a ficar legal quando – depois de quase desistir milhões de vezes de terminar de assistir – começa o segundo e o terceiro ato, que são espremidos em outra hora. Por mais que melhores, com algumas cenas mais críveis as what the fuck is it!? continuaram existindo, além do fato de que tudo começou a correr rápido demais e mais deus ex-machina surgiram. Mesmo assim, a mensagem que o filme quis passar ficou bem clara quando essas cenas não apareciam.

Outra coisa que incomoda muito são as subtramas. Por mais que eu tenha dito na crítica de Big Hero 6 que subtramas são importantes, nesse caso, elas são apenas enfadonhas que criam mais e mais cenas para aumentar o tempo do filme.

Como é de se esperar dos estúdios Disney, filme é visualmente lindo, mas sem depender de efeitos especiais. O cenário ficou muito bem construído, além dos figurinos.

O filme é baseado em um musical, por isso, 85% dele são apenas músicas. Além delas serem lindas, a montagem e a mixagem de som ficou incrível, parecendo mesmo que os atores cantavam na hora. Estou particulamente apaixonado por Stay With Me, da Meryl Streep, que você pode ouvir aqui.

Também gostei das atuações, principalmente pelo fato dos atores terem se esforçaod com o pouco que tinha. A Meryl Streep mereceu a indicação ao Oscar, já que ela pegou diversos esteriótipos sobre bruxas nos contos de fadas para compor a personagem. Mas a Anna Kendrick (Cinderela) (admito, principal motivo para eu ver o filme), por mais que tenha atuado super bem, deixou muito perceptível que não gostava do filme e do roteiro, e que se fosse por ela, ela largaria tudo no meio das gravações e iria gravar A Escolha Perfeita 3. (não que ela tenha falado isso na mídia, claro)

Enfim, Caminhos da Floresta é um filme com efeitos e músicas surpreendentes, mas que peca num roteiro sem sentido e em um primeiro plano maior do que o necessário.

 

É isso gente! Até a próxima o/

Crítica|Ex Machina não é A Escolha Perfeita/Pitch Perfect

Olá! Tudo bem?

Quero avisar que escrever crítica comendo churros é a melhor coisa do mundo.

Pitch_PerfectPitch Perfect/A Escolha Perfeita

Direção: Jason Moore

Roteiro: Kay Cannon

Produção: Elizabeth Banks

Elenco: Anna Kendrick (Beca), Rebel Wilson (Amy Gorda), Anna Camp (Aubrey), Brittany Snow (Chloe), Skylar Astin (Jesse), Adam DeVine (Bumper), Ester Dean (Cynthia Rose), Ben Platt (Benji), Alexis Knapp (Stacie), Hana Mae Lee (Lilly), Elizabeth Banks (Gail)

Beca, é uma estudante incomum e rebelde que esta infeliz por ser obrigada a estudar na faculdade onde o seu pai é professor. No entanto é nessa faculdade que ela descobre a sua voz e o seu jeito para a música no grupo The Barden Bellas, formado apenas por garotas, liderado por Aubrey Posen que tenta a todo custo todos os anos vencer o Campeonato Regional de Música, mas sempre acabam perdendo para os The Treblemakers, grupo só de garotos, pertencentes a mesma faculdade. Agora com uma reforma nas Bellas e com a ajuda de Beca, o grupo procura chances para vencer os Regionais com um toque de ousadia e muito talento.

 

A primeira coisa que alguém pensa ao saber do filme é “High School Musical na universidade!”. Mas, não gente. Pelo menos, não no quesito “tocar qualquer música a qualquer hora” (já que, me julguem, nunca vi High School Musical, mas fiz uma pesquisinha básica com os universitários aka meus amigos que viram).

A primeira coisa a ser falada do filme é o roteiro. O título da crítica resume o que acontece quase o filme inteiro: deus ex machina. Deus ex machina é uma técnica usada na TV, teatro, cinema e literatura que surgiu de uma técnica de roteiro grega, onde um deus descia do teto do teatro com a ajuda de uma máquina para, magicamente e do nada, para resolver os problemas da trama. Hoje em dia, ele é relacionado a problemas em tramas serem resolvidos do nada, quando não tem todo aquele preparo que a Jornada do Herói (vou deixar dois ótimos videos no final explicando sobre a Jornada do Herói) trás para o personagem.

Diversas foram as vezes que esse recurso fora usado no filme. É óbvio que elas ganham o Campeonato, mas isso não teria acontecido sem um deus ex machina chamado John Mayer, o que destruiu toda a construção que as personagens tiveram ao redor do filme. Além disso, existem alguns personagens que são completamente desnecessários para a trama, que poderiam muito bem aparecer só duas cenas e desaparecer depois.

Outra coisa que incomodou bastante foi a personalidade da Beca, interpretada pela Anna Kendrick e protagonista. Não ficou tão ruim assim, mas em certos momentos parece que ela não era “concreta”, e em certo momento em personagem tenta descrever ela e ele tirou argumentos do nada que sumiram no momento e a personagem pareceu que se identificou com eles. Mas a atriz conseguiu salvar isso, já que a atuação dela foi excelente.

Mas o ponto forte do filme, com certeza, é a soundtrack. Ela mesclou diversas músicas que hitaram na época (como S&M da Rihanna, Just The Way You Are, do Bruno Mars e Party In The USA, da Miley Cyrus), músicas mais antigas e clássicas (como Hit Me With Your Best Shoot, da Pat Benatar, Like a Virgin, da Madonna e Turn The Beat Around, da Vickie Sue Robinson) a música Don’t Forget (About Me), do Simple Mind, música clássica do filme Clube dos Cinco/The Breakfast Club. Além da boa escolha de músicas, o arranjo acapella e os mashup (metade dessas músicas citadas ficaram em um mashup com outras) ficaram excelentes. A montagem de som também ficou incrível, já que nenhuma música foi jogada no filme de nada, todas tiveram seu momento e seus motivos para aparecer. Acredito que o principal fator de escolha das músicas ficou com a comunicação com o público, graças a essa migração constante de gerações. Aliás, nota ao mashup final que foi uma das melhores musicas já apresentadas em um filme.

O filme clássico Clube dos Cinco/The Breakfast Club é muito importante para a trama, mas não é a única referência, já que é possível ver referências aos Beatles e O Exorcista/The Exorcist.

O filme é uma comédia, e não podiam faltar diálogos e momentos engraçados, que funcionam muito bem, principalmente pelo elenco muito bem dirigido e excelente em atuação. Dou uma nota especial á Rebel Wilson (Amy Gorda), que atuou no mesmo nível que a Anna Kendrick (Beca), e em diversos momentos até roubando a cena dela. Além dela, outra que merece nota é a Ester Dean (Cynthia Rose), que fora das telonas é cantora e vai lançar o primeiro álbum, e isso provavelmente fez com que os solos dela ficassem como os meus favoritos, e a Alexis Knapp (Stacie). Não sei se no filme existiu autotune, mas caso o caso seja negativo, todas as atrizes e atores fizeram um excelente trabalho vocal.  Adam DeVine (Bumper), Skylar Astin (Jesse) e Ben Platt (Benji) fizeram um excelente trabalho sendo praticamente as únicas presenças masculinas do filme, o que, aliás, mostra que o poder feminino do filme é enorme.

A Escolha Perfeita/Pitch Perfect é um filme com um grande poder de comunicação com o público e atuação, mas que perde um pouco com um roteiro que reza para um deus ex machina, que praticamente destrói toda a evolução das personagens.

 

Obrigado por ler até aqui. Aproveite e deixe um comentário sobre o filme!

Até mais o/

PEDA #28 – E Então, Qual é a Inesperada Virtude da Ignorância? – Explicando Birdman

Olá! Hoje, vou “explicar” um pouco sobre um filme que todo sabem que eu amo e que é um dos meus favoritos da vida: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)! ❤

OBS: Sim, vão ter diversos spoilers do filme durante o post.

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PEDA #22 – Como Se Faz Um Filme (Pré-Produção, Produção e Pós-Produção)

Quer fazer facul de Cinema e Audiovisual mas não sabe em qual área você quer fazer, ou não sabe como funciona uma tal área, suas dúvidas acabam aqui!

Antes de tudo, temos que saber como um filme é feito. Para fazer um filme, é preciso passar por três etapas: pré-produção, produção e pós-produção.

Antes de tudo, todo o conteúdo desse post foi baseado em vídeos sobre cinema da Lully, do canal Lully de Verdade. No final do post, vou deixar a “videografia” que eu usei. (OBS: Serão dois posts. O próximo saíra dia 24)

Pré-Produção: Aqui, se pensa em tudo do filme. Começa-se primeiro pelo argumento, ou seja, a ideia central do filme. Esse argumento tem que ter mais ou menos um parágrafo, e por isso, tem que ser breve. Um exemplo de argumento:

Julia vive em Recife, até que seu pai tem que ir para São Paulo a trabalho. Ela, se rebelando á família, se muda para o outro estado junto com ele. Lá, ela conhece e se apaixona por Matias, um garoto que um grande talento para escrever, e eles começam a trocar cartas. Eles namoram e casam, e continuam trocando cartas. Matias tem que fazer uma viagem para Salvador, mas ele acaba tendo um ataque cardíaco durante o voo. Totalmente desolada, Julia começa a enviar cartas em balões, na esperança que o espírito de Matias as leia. E depois ela ocmeça a receber diversas cartas em diversos idiomas, contando diversas histórias. Nessas histórias, ela recebe resoluções para a vida e lembranças de momentos da vida dela. No final, ela se recuperada da morte do marido, após ler tantas histórias, e lança um livro contando todas elas, e como elas a ajudaram.

Esse é um exemplo de argumento. Ele deve ter começo, meio e fim. Após ele ser aceito, o roteiro pode começar a ser feito. É bom destacar que o roteiro nunca vai ser o mesmo do começo ao final do filme. Por exemplo, Boyhood seria um filme horrível se ele não tivessem deixado o roteiro flexível para a passagem do tempo. O roteirista tem que saber disso, saber que a cada momento o roteiro pode mudar sim. Além disso, o roteiro não contém apenas o diálogo. Ele contém descrição da cena, posição das cenas, expressão do personagem etc. O roteiro tem grande parte do filme escrito.

Além do roteiro, praticamente toda a parte do filme que não é de propaganda, de montagem e visual do filme é feita na pré-produção. É aqui que você vai decidir o que acontece no filme. Por exemplo, você quer que tenha um copo de starbucks em todas as cenas do filme. Então, você tem que pensar nisso durante a pré-produção, e não pode pensar nisso durante a produção.

Também é nesse período que o produtor vai decidir quem vai ser chamado para fazer um filme. É aqui que você vai contratar todo o pessoal do filme, seja equipe técnica, seja elenco.

Você também vai pensar em alguns prováveis extras. Você quer que tenha um making-off da cena do casamento? Fale isso durante a pré-produção. Não vai adiantar mais você fazer isso enquanto o DVD está ficando pronto

Além disso, num filme, você trabalha com pessoas. A filmagem dura 8 horas. Como vai ser a alimentação do pessoal? Um biscoitinho com leite, uma macarronada? E se tem algum ator que precisa ser pego na casa dele, você vai manda rum helicóptero, uma van, uma carroça? E o equipamento? Os equipamentos estão disponível ou vão ter que ser alugados?

 

Produção: É toda a parte de gravação. É quando o figurino é colocado, a luz é acesa, a câmera é ligada e o filme começa a acontecer de verdade. Tudo o que você pensou para fazer na pré-produção você vai colocar em prática agora.

Aproveite enquanto o ator está em sua disposição, grave bastante. Se pensou em extras e quer fazer, não espere até o filme estar finalizado: agora é o momento.

Aproveite e grave mais do que o necessário. Grave o suficiente para um filme de cinco horas, mesmo que o seu não vá passar de uma hora e meia. É melhor ter e não usar do que não ter e precisar.

 

Pós-Produção: É aqui que o restante do filme fica pronto. Agora, vai ser feito trilha sonora, montagem de som, ADR (Aditional Dialogue Recording, que é quando a fala fica muito baixa ou difícil de entender no filme, então os atores voltam para o estúdio para dublar pequenas partes), mixagem de som, remasterização e os cortes. Geralmente, um filme tem diversos cortes até o corte final.

“O que é corte?” corte é o produtor “final do filme”. O primeiro corte de um filme tem, por exemplo, quatro horas. Então, eles vão tirando e arrumando tmepo de cena, até chegar no corte final, que é o corte que aparece pros espectadores.

Após o filme estar pronto, agora começa a distribuição e a exibição. Como é que você vai distribuir seu filme, e como vai exibí-lo? Você pode mandá-los para os cinemas, ou passar em festivais. Pode até mesmo lançar em home video, ou seja, ele vira dvd/blu-ray e vai para as locadoras ou para as lojas. Hoje em dia, tem até streaming direto para a internet!

Caso você escolha distribuir pelo jeito mais comum, que é o cinema, você tem que ter um cuidado maior com a publicidade. Como você vai fazer as pessoas conhecerem o seu filme? Vai lançar só o trailer e o pôster oficial? Ou vai lançar trailer, vai fazer uma página no facebook, vai colocar brinde na pipoca, vai pagar canais de tv ou youtube (recentemente, canais de youtube estão ajudando muito em divulgação de filmes!) para falar bem do filme?

Nesse momento, o produtor está lá na distribuidora vendo como vai ser a distribuição do filme em si. Ele vai ver em quais cinemas vai passar, quanto tempo vai ficar em cartaz, quantas salas vão passar o filme.

 

PEDA #20 – “Injustiças” do Oscar 2015

Premiação é sempre algo difícil. Tem os que concordam com as indicações, tem os que não concordam. E esse ano, como sempre, tiveram os filmes que foram considerados “injustiçados” pela premiação.

 

garota-exemplar-poster1.Garota Exemplar/Gone Girl, de David Fincher

Foi a terceira indicação de Rosamund Pike ao Oscar, mas só isso não deixou o público satisfeito. São muitas as pessoas que reclamaram do filme não ter sido indicado nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

 

 

 

o-abutre-filme-posterO Abutre/Nightcrawler, de Dan Gilroy

O filme foi indicado como Melhor Roteiro Original, e só. Foi considerado pelo público um dos melhores filmes do ano, e foi totalmente esquecido. Dizem que ele merecia indicação á Melhor Filme e de Melhor Ator por parte do Jake Gyllenhaal.

 

 

 

 

download (4)Ela/Her, de Spike Jonze

O filme foi totalmente ignorado pelo Oscar, sem uma indicação se quer. O filme, junto com O Abutre, foi considerado pelo público um dos melhores do ano, sendo “elegível” á Melhor Ator, Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Direção de Arte.

 

 

 

legoUma Aventura Lego/The Lego Movie, dirigido por Phil Lord e Chris Miller

O filme de Lego com vários ícones da cultura nerd e pop, como Gandalf e Batman, foi simplesmente esquecido e ignorado no Oscar desse ano, sendo o favorito para indicação (e vencedor, diga-se de passagem) em Melhor Animação.

 

 

 

grandes olhosGrandes Olhos/Big Eyes, de Tim Burton

Tim Burton já é consagrado um dos maiores cineastas dos últimos tempos (ele até vai receber uma exposição sobre a obra aqui em São Paulo no começo do ano que vem), mas é um dos maiores ignorados do Oscar. Apenas suas animações receberam indicações “grandes” (alguém explica como O Fantástico Mundo de Jack/A Nightmare Before Christmas não ganhou?), sendo que Batman e Os Fantasmas se Divertem até foram premiados, mas em categorias técnicas. Grandes Olhos até ganhou um Globo de Ouro por Melhor Atriz, mas nenhum indício de indicação no Oscar… Eram esperadas indicações em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Canção Original, Melhor Roteiro Original e Melhor Direção de Arte.

 

Hobbit-A-Batalha-do-Cinco-Exercitos-poster-BilboO Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos/ The Hobbit: The Battle of Five Armies, de Peter Jackson

Sim, é claro, Peter Jackson já fez coisa muito melhor que A Batalha dos Cinco Exércitos, mas venha me dizer que The Last Goodbye, interpretado por Billy Boyd (Pippin em O Senhor dos Anéis) não merecia uma indicação á Melhor Canção Original? O prêmio poderia ser de Glory, mas essa foi uma música que conseguiu derramar diversas lágrimas ao final da saga da Terra-média.

 

 

poster alemão pq eu posso
poster alemão pq eu posso

Boyhood – da Infância á Juventude, de Richard Linklater

Boyhood é um filme que divide opiniões. Muitos acham parados e muitos acham a história linda e simples (oi, eu), mas, de qualquer maneira, o filme é revolucionário. Recebeu bastantes indicações, mas só ganhou de Melhor Atriz Coadjuvante. Eram esperadas estatuetas para Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Roteiro Original e Melhor Diretor.

 

 

 

E aí, gente, quais foram as injustiças do Oscar na opinião de vocês? Deixem aí nos comentários!

Até amanhã o/

 

PEDA #18 – TAG #5Filmes & Desculpas

GENTE DO CÉU, DESCULPA.

Eu jurava que tinha deixado alguma coisa postado para ontem e hoje. Eu confiro todo dia, mas ontem eu fui no show do Imagine Dragons (vou falar sobre ele dia 31) e cheguei todo quebrado (ainda estou), então desculpa mesmo.

1º Um filme que te anima:

Qualquer filme em que eu consiga criar alguma teoria e dê para debater horas sobre essa teoria com alguém. Vou escolher A Origem (The Inception), do Christopher Nolan com o Leonardo DiCaprio.

 

2º Um filme para chorar.

Com certeza A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief), do Brian Percival com Sophie Nélisse e Geoffrey Rush. Foi o primeiro filme/livro na vida que eu chorei, e eu duvido que eu não vá chorar nas próximas vezes que eu for assistir/ler.

 

3º Um filme da minha infância

Não consigo pensar na minha infância sem pensar em A Noiva-Cadáver (Corpse Bride), do Tim Burton com NOSSACOMQUEMSERÁQUEELEFAZQUASETODOSOSFILMESDELE Johnny Deep e Helena Bonham Carter. TODO Halloween o filme passava no SBT e eu SEMPRE assistia. Ou em qualquer outra ocasião.

 

4º Um filme que você não gostou

Recentemente, eu me decepcionei com Kingsman: Serviço Secreto (Kingsman: The Secret Service), do Matthew Vaughn, com o Colin Firth e Samuel L. Jackson. Não é ruim, tem umas boas sacadas e boas atuações, mas eu esperava muito, muito, muito mais. Para definir se eu gostei ou não de um filme, eu penso se eu assistiria ele de novo, e para esse, a resposta é “não”. Bem, vocês vão ver na crítica.

 

5º Um filme que você recomenda para todo mundo assistir

É difícil eu falar um. Eu escolheria Birdman, mas tem muita gente que vai achar confuso. Falaria Harry Potter ou Senhor dos Anéis, mas é muito clichê. Então recomendo Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia), do Gábor Csupó, com o Josh Hutcherson e a AnnaSophia Robb. É um filme de fantasia tão legal, acho que todos deveriam assistir.

 

Eu vi essa TAG no canal Lully de Verdade, mas que foi respondida pelo Luba, do LubaTV. Veja o vídeo e conheça os canais aqui.

Até mais o/

PEDA #16 – Piores Adaptações

Como eu já fiz o post de melhores adaptações. Vem aqui o contrário.

 

crepusculoCrepúsculo/Twilight, escrito por Stephenie Meyer e dirigido por Catherine Hardwicke

Nem é por questão de preconceito por causa de “mimimi vampiro brilhante”, até por que eu gosto um pouco de Crepúsculo. Mas é perceptível que ou a diretora é muito ruim ou que ela não quis se dedicar ao projeto, além de uma péssima maquiagem e uma atuação pior ainda.

 

 

 

16 luasDezesseis Luas, escrito por Kami Garcia e Margareth Stohl e dirigido por Richard LaGravenese

Quase a mesma coisa que Crepúsculo. Dezesseis Luas tem efeitos horríveis, atuações horríveis.

 

 

 

 

 

download (1)Como Treinar o Seu Dragão/How To Train Your Dragon, escrito por Cressida Cowell e dirigido por Chris Sanders

Sério, é horrível. Muita gente glorifica os dois filmes, mas não consigo nem ver o trailer. As histórias são tão legais, mas eles simplesmente se aproveitaram do nome para fazer os filmes! Um enorme desperdício, na minha opinião.

 

 

 

download (2)Percy Jackson e o Ladrão de Raios/Percy Jackson and the Lightning Thief

Percy Jackson e o Mar de Monstros/Percy Jackson and the Sea of Monster, escrito por Rick Riordan e dirigido por Chris Columbus

O filme é divertido? É, isso eu admito. Mas também contém diversos erros de produção (principalmente continuidade) e atuações deveras ruins.

PEDA #2 – Meus Filmes Favoritos

Depois da lista de livros favoritos, vamos á lista de filmes favoritos! (OBS: Exclui livros baseados em filmes. Quero dizer, só dois que eu deixei)

 

BirdmanposterBirdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)/Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance), dirigido por Alejandro G. Iñárritu

O filme que foi o maior vencedor do Oscar 2015, com certeza é um dos meus favoritos da vida. Além de uma edição excelente e um roteiro inteligente, eu ainda me identifiquei de uma maneira incrível.

 

 

 

200px-Brother_Bear_(Disney)Irmão Urso/Brother Bear, dirigido por Aaron Blaize e Robert Walker

Na minha opinião, Irmão Urso é sim o melhor filme animado da Disney, por mais que não tenha feito tanto sucesso quanto Rei Leão.

 

 

 

 

Corpse_BrideA Noiva Cadáver, dirigido por Tim Burton

Nunca me esquecerei do quanto esperava o Halloween chegar rápido para esse filme passar na televisão. E sim, metade dessa lista vão ser de filmes que me dão nostalgia.

 

 

 

 

UMA_LI~1Uma Lição de Amor, dirigido por Jessie Nelson

A atuação lindíssima do Sean Pean e da Dakota Fanning se ergue junto ao roteiro emocionante. Sério, é um filme extremamente chorável.

 

 

 

 

103323O Doador de Memórias/The Giver, dirigido por Philipe Noyce

Eu me proibi de colocar filmes baseados em livros na lista, mas cara, O Doador de Memórias é um filme tão bem feito, que me toca e emociona tanto que eu achei extremamente difícil não colocar ele na lista. Sinto muitíssimo.

 

 

 

 

invencao_hugo_dvd.qxp:invencao_hugo_dvdA Invenção de Hugo Cabret/Hugo, dirigido por Martin Scorsese

O roteiro é lindo, as atuações são lindas, o filme é lindo. É uma perfeitíssima homenagem ao cinema. Como não amar?