#MLI2015 | Especial | A Noite dos Mortos-Vivos & A Volta dos Mortos-Vivos, de John Russo

Olá! Tudo bem com vocês?

A resenha saiu algumas horas atrasada, mas saiu! Sinto muito, mas final de ano escola + final de ciclo letivo (Fund. II) simplesmente detona meu tempo. As resenhas de livros vão continuar saindo (com provável atraso…), mas as de filme vão se tornar mais raras. Talvez a Coluna Indicativa se torne frequente por aqui para compensar…

 

noitedosmortosA Noite dos Mortos Vivos

A Volta dos Mortos-Vivos,

de John Russo, 1968 e 1978

Darkside, 317 páginas

A DarkSide® desenterra mais um clássico do terror e vai direto na fonte: A Noite dos Mortos-Vivos, considerado uma das maiores obras-primas do gênero e um livro obrigatório para os fãs de The Walking Dead, Resident Evil, Orgulho e Preconceito Zumbi e tudo aquilo que englobe os carismáticos comedores de cérebros.
Se hoje os zumbis estão em alta é porque, em 1968, George Romero e John Russo se reuniram para escrever o roteiro de A Noite dos Mortos-Vivos e mudar a história do cinema. O filme revolucionou o mito sobre as criaturas que voltavam do além: as superstições vodus das velhas produções B deram lugar à epidemia de fome canibal nas ruas norte-americanas. Criaturas similares já haviam aparecido antes nas telonas, mas foi em A Noite dos Mortos-Vivos a primeira vez em que foram retratados como uma praga devoradora de carne humana.
O próprio John Russo (que também atua no clássico de 1968 como um zumbi) adaptou a histo¿ria do filme neste romance que a DarkSide® traz para o Brasil. A Noite dos Mortos-Vivos inclui ainda uma surpresa para os leitores: o texto integral da sequência do clássico, que nunca chegou a ser filmada, chamada de A Volta dos Mortos-Vivos (não vai confundir com a comédia trash de 1985, que também contou com Russo no time de roteiristas). Depois de 45 anos, finalmente é publicado no Brasil o romance do filme que marcou gerações.

“Sempre nos referimos A Noite dos Mortos Vivos  como Cálice Sagrado dos filmes de zumbi”, Greg Nicotero, maquiador da série The Walking Dead.

 

A edição nos traz os dois livros da duologia, e eu já quero começar falando sobre ela. Eu comprei ela no box da Darkside, que veio junto com Psicose e Os Goonies, e gente do céu, QUE EDIÇÕES MARAVILHOSAS SÃO ESSAS?

Mas voltando ao que interessa.

Esse foi o segundo livro de zumbis que já li, o primeiro sendo Jesse Chesnutt e o Mistério do Planeta T12 (uma das primeiras resenhas.) (que até hoje eu tô esperando continuação, viu seu Leonardo Faig?), e já quero adiantar que eu quero repetir a experiência. Amei esse universo!

Os dois livros se completam, por mais que não seja totalmente necessário a leitura do segundo, e nem tanto do primeiro, mas você vai se sentir um pouco perdido no começo, mas logo passa. O primeiro se preocupa em mostrar um pouco do poder dos monstros e do psicológico das pessoas em meio a um ataque zumbi, o que, por mais que tenha parecido algo incrível na época do lançamento, hoje em dia é extremamente comum em livros, filmes e séries do gênero.

Mas o que inova e surpreende é o segundo livro. O apocalipse do livro anterior durou algumas semanas, e o livro começa alguns anos depois, mostrando um pouco do mundo e das mudanças que aconteceram socialmente entre as pessoas, além do que humanos fariam para se aproveitar da situação de um retorno.

 

O autor não tem piedade, principalmente na cena final do segundo livro. Nos dois livros, não faltam imagem de matanças, sangue e gritos de terror, o que acaba divertindo o leitor, o leitor que gosta disso, com toda essa violência barata.

O livro se preocupa muito mais em ambientalização do que em personagens. Nenhum dos personagens chama muito a atenção e, tirando um xerife que é o único personagem que aparece nos dois livros, não são aprofundados, com os “protagonistas” dos livros sendo mudados a cada momento. Em seus próprios livros, os personagens não são mais que secundários. Mesmo assim, a escrita do John Russo não é a das mais excepcionais do mundo.

Gostei da leitura dos dois livros, mas achei A Volta dos Mortos-Vivos mais elaborado do que o primeiro, mas A Noite Dos Mortos-Vivos flui muito melhor. No final, a duologia é item obrigatório para qualquer fã ou qualquer um que queira se “iniciar” em histórias de zumbi, ou qualquer pessoa que adore histórias sanguinárias.

 

Até mais o/

Especial| A Saga Crepúsculo, por Stephenie Meyer

Olá! Tudo bem com vocês?

 

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A Saga Crepúsculo: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer

Stephenie Meyer

Intrínseca, 2013 (edição de colecionador)

Não acho que exista a necessidade de me alongar na história da série. Todos sabem que é o triângulo amoroso entre uma humana, um vampiro e um lobisomem.

Será?

Os dois primeiros livros, Crepúsculo e Lua Nova, se preocupam muito mais um mostrar um romance do que qualquer coisa, pelo menos até o final do segundo livro.

E eu admito, eu me diverti lendo a maior parte da série. Eu gostei bastante do primeiro livro, achei uma história de amor legal e que servia para relaxar um pouco. Não é nenhum … E o Vento Levou da vida, mas como história de amor e livro light, funciona. A escrita da autora é cheia de gracejos, e ela explora bastante o passado, falando de como foi a transformação e vida até presente momento de Carlisle e Edward. Parece ser enfadonho, mas foram as melhores partes do livro.

O que infelizmente não acontece em Lua Nova. O livro inteiro é arrastado, com a autora tentando criar um clima de desespero e depressão, mas o único desespero é o de terminar logo o livro por não aguentar mais e depressão por ter gastado dinheiro com aquele livro. A história só fica legal e interessante ao final do livro, por isso que eu digo que esse livro poderia ser resumido para ficar no final do primeiro ou no começo do terceiro, ou em um livro com menos de 150 páginas.

Aí chega o terceiro livro. Comecei a ler já esperando um desapontamento, mas me surpreendi. O livro sai do legal para o interessante. Lembra que eu disse que a série se concentrava no triângulo amoroso só nos primeiros dois livros? Então, no terceiro o foco ainda é o romance, mas ele perde muito espaço para a criação de universo. São várias e várias páginas explicando o passado dos lobisomens quileutes, da Rosalie, do Jasper, das guerras dos vampiros do sul e dos recém-criados. São partes excelentes, que me fizeram gostar muito do livro. Eu só não o adorei pelo romance, que, como uma herança do último livro, fica enfadonho e chato. Ninguém é obrigado a ver juras de amor eterno a cada frase. Tirando o primeiro volume da saga, o romance dela é decadente, do tipo que faz você preferir ficar solteiro do que ter que ter um amor parecido.

E então chega, finalmente, o último livro. Eu já tinha visto o filme, a segunda parte, e a lembrança de ter gostado do filme e de ter me surpreendido positivamente com Eclipse me fizeram ler o livro com expectativa, que felizmente foram bem atendidas. O livro praticamente descarta todo o romance que era esperado, se dedicando a mostrar todos os detalhes que apenas um vampiro sente (dica: a série é narrada em primeira pessoa pela Bella), além de diversas lendas e criação de tensão e expectativa que funcionaram muito bem. A autora acertou no meio do alvo ao deixar todo o romance para as últimas cinco páginas (que aliás, foram as únicas partes legais de romance na saga desde o primeiro livro), e deixar todo o resto se virar dentre o mundo de fantasia criado.

Ela explica muito bem todo o universo criado. Tirando o fato dos vampiros brilharem (o que ainda não fez sentido nenhum pra mim, mesmo tendo lido A Breve Segunda Vida de Bree Tanner), a mitologia criado é muito boa, e parece ser muito maior do que o mostrado na série, já que no último livro eles citam duas espécies diferentes de lobisomens. Ou seja, a série da Stephenie ganha pontinhos por ser uma fantasiam muito bem criada e explicada.

O que destrói a série mesmo é o romance, que deveria ser o ponto forte. Mas ele é tão forçado e tão (realmente não existe outra palavra para descrever) mimizento que eu não acredito que exista alma que aguente.

Afinal, a Saga Crepúsculo não é a melhor série do mundo, mas cumpre o papel de divertir o leitor, além de ser indicada para quem consegue ignorar todo o romance e se concentrar apenas na fantasia. Ou para quem gosta de romance mimizento mesmo.

E caso queiram saber, sim, eu comprei a edição de colecionador. Não lembro de nenhum erro de impressão ou ortográfico (nem parece a mesma editora que lançou Os Heróis do Olimpo super mal revisado), além de que as capas são bonitas e as folhas amarelas. Uma pena que a edição é econômica, assim com o papel da capa sendo muito molenga e sem orelhas, mas nada que interfira na leitura. Mas se você se importa com a aparência dos livros, recomendo comprar a edição normal e deixar a de colecionador para enfeitar a estante.

Até mais o/

Especial: O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

Olha quem conseguiu o computador de volta!

OBS.: Aqui, só falarei dos cinco volumes, ou seja, O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Restaurante no Fim do Universo, A Vida, O Universo e Tudo Mais, Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! e Praticamente Inofensiva. Talvez, eu consiga ler e resenha o “sexto livro” escrito pelo Eoin Colfer (autor de Artemis Fowl) E Tem Outra Coisa…

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O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy)

Douglas Adams, 1979 á 1992

Editora Arqueiro

O Guia do Mochileiro das Galáxias – Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

A primeira coisa que nós percebemos é que o autor se usa de grande ironia durante o livro. Logo no começo do primeiro livro, Arthur está sentado em frente a sua casa, impedindo que um caminhão de demolição destrua sua casa, e um personagem começa a usar alguns argumentos para que ele saia de frente da casa. Logo depois, a nave dos Vogons aparece e começa a argumentar com os humanos, falando da demolição do planeta, e adivinha? Os argumentos são praticamente idênticos.

Além da ironia sempre presente, a improbabilidade também é constante. No começo, ela é justificada por um Motor de Improbabilidade que a nave em que os personagens viagem contem, mas logo depois cai o véu, o autor se sente mais confortável, e coisas improváveis e aleatórias começam a acontecer a todo e qualquer maneira. Eu nunca li um livro, quem dirá uma série, tão aleatória e improvável quanto essa.

Além disso, a mitologia espacial é muitíssimo bem explica, sendo, muitas vezes, usadas diversas páginas que explicar diversas coisas. Muita gente pode achar isso ruim, mas eu achei excelente, pois eu amo explicações sobre mitologia. E esse fato se deu justamente para o livro se aproximar ainda mais de um Guia de fato.

E todos esses fatos se juntam numa escrita deliciosa e hilária. É impossível não rir durante diversos momentos na história, eu simplesmente fechar o livro, marcar com o dedo e falar “simplesmente não consigo acreditar que isso está realmente acontecendo”.

O primeiro livro é muito bom, mas o segundo e o terceiro são arrastados em diversos momentos, mesmo sendo livros curtos. O quarto é de longe o meu favorito, e o quinto caminhava muito bem, mas deixou o final muito a desejar. Ele só cria, cria e cria expectativa, para não acontecer quase nada no final. Mas, no geral, gostei muitíssimo da série. Tá até no rank de minhas séries favoritas e de 13 melhores livros de 2014, ó.

Acho que a pior coisa do último livro é simplesmente ter um final extremamente aberto, com personagens desaparecendo do nada e um acontecimento que tinha tudo para compensar várias dúvidas simplesmente é resolvido num piscar de olhos. Foi algo que me incomodou, de verdade.

 

E acho que é isso. Tá aí uma recomendação de uma série incrível. Até a próxima!

Percy Jackson & Os Olimpianos

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Uma das sagas mais famosas da atualidade é Percy Jackson & Os Olimpianos, escrito pelo ex-professor de história Rick Riordan. Antes de tudo, gostaria de falar que a inspiração para essa saga é muito legal: O filho de Rick Riordan, Gabriel Riordan, tem TDAH (Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade) e Dislexia, e uma noite, ele pediu para seu pai contar uma história com um herói com essas características. Com esse simples pedido, Percy Jackson nasceu e Rick Riordan ficou rico.

Tá, mas sobre o que se trata a história? Bem, eu achei ela bem inteligente, pois o Rick Riordan pensou muito antes de simplesmente colocar os deuses lá. Sim, deuses, pois a série é sobre Mitologia Grega. Existe toda uma explicação, realmente boa, do por que os deuses foram para os Estados Unidos, e não é só uma “americanização”.

Voltando á história, o protagonista, Percy Jackson, é um semideus filho de Poseidon, deus do mar. Ele não deveria estar vivo, pois, ao final da Segunda Guerra Mundial, os Três Grandes fizeram um pacto de que nenhum deles geraria filhos. Poseidon não cumpriu o trato, e nasceu Percy Jackson. Tudo isso é por causa de uma profecia, de que um filho dos antigos deuses iria ter um decisão importante ao completar dezesseis anos, que seria de preservar ou arrasar o Monte Olimpo. E a série conta isso, todo o desenvolvimento do personagem, dos onze aos dezesseis anos, para se cumprir a tal da Grande Profecia.

O atrativo principal da série, com certeza, é a Mitologia Grega. Ele introduziu o básico e adaptou de uma maneira de que o público alvo (livros infanto-juvenis) pudesse entender todos os mitos e lendas, e tira o que eles não entenderiam, por exemplo, certos casos de “ganância” de Zeus, mas por pessoas. Claro, ele muda diversas coisas, mas já um aprendizado relevante.

Outro ponto alto é o sarcasmo do personagem, que acaba se tornando o humor. Ele sempre tem um resposta sarcástica e engraçada na manga, por isso, o livro até se torna engraçado. Mas, algo que eu achei irritante é o fato que o Percy de 11 anos tem as mesmas piadas do Percy do 16, então, não vi o amadurecimento desse quesito no personagem. A narração em primeira pessoa deveria deixar isso mais claro, mas infelizmente, não aconteceu isso. Apenas percebi um amadurecimento por parte do personagem na segunda série, Heróis do Olimpo. (resenhas abaixo) Por mais que o personagem não amadureça, os livros amadurecem. Rick Riordan entende que seus leitores crescerem, por isso coloca alguns elementos mais sombrios, como a morte. Obviamente, tem a ausência do sangue nas lutas, mas elas vão evoluindo de lutinhas de um parágrafo para lutas empolgantes. Sim, as lutas de O Último Olimpiano são empolgantes para a faixa etário, pelo menos eu me empolguei.

O Rick Riordan sabe nos surpreender, pelo menos ele me surpreendeu bastante no último livro, que foi melhor do que eu esperava. Ele mudou tudo que havíamos construído durante os livros, e remodelou, como se você fizesse alguma coisa com pecinhas de Lego, ai alguém chega e arruma totalmente diferente, mas que fica melhor.

A série é ótima, principalmente para crianças de 10 anos começarem a ter seus primeiros contatos com os livros. A série tem dois filmes baseados nos dois primeiro livros, O Ladrão de Raios e O Mar de Monstros, ambos conhecidos por serem pouco fiéis aos livros.

Enfim, Percy Jackson & Os Olimpianos é uma série que marcou essa geração, como Harry Potter também marcou a sua.

PJ

O Senhor dos Anéis

Depois de longos 8 meses, eu finalmente terminei de ler toda a saga épica O Senhor dos Anéis, escrita por um dos mais célebres autores de fantasia da história (e também, um dos mais importantes, se não for o mais.), J. R. R. Tolkien!

Bem, antes de começar, eu gostaria de dizer algo: comece lendo O Hobbit. 

Ta Biel, mas por que você diz isso? Simples.

Você já vai estar familiarizado com a escrita do Tolkien. Sim, a escrita muda, mas é como se você fosse capinar a terra para depois plantar. Você prepara o terreno, pois além da escrita, tem o mundo. O mundo de Tolkien é grande e vasto, e dei graças á Deus por ter mapas, pois senão eu ficaria muito perdido (eu jurava que Rohan ficava um mundo longe de Mordor, até ver os mapas) e isso dificultaria a leitura. Leia O Hobbit, que você já vai estar acostumado, pois o autor não perdeu tempo explicando novamente as diversas e variadas raças. Já somos apresentadas á elas em O Hobbit, e eu acharia desagradável ser simplesmente jogado num universo assim sem uma introduçãozinha antes. Na verdade, temos uma introdução sobre os hobbits no começo de A Sociedade do Anel.

Mas, outra recomendação:não leia essa introdução antes de começar a história. 

Motivo: o que eu mais admiro no Tolkien é o quanto – se pode dizer assim – eu acabo percebendo que eu me pareço com ele. Bem, se eu criasse um mundo totalmente novo, eu com certeza escreveria diversos textos sobre. Tolkien faz isso, mas para alguém que vai começar a ler o livro (e, mesmo lendo O Hobbit, vai ser um pouco jogado na escrita dele, pois, como eu disse anteriormente, ela muda), esse primeiro contato, esse “texto de livro didático” (aquele texto minúsculo que parece gigante), não é algo que vá fazer os leitores, principalmente os jovens, apreciarem o livro logo de cara. Sim, claro, vai ter um ou outro que vai ler toda a introdução e se maravilhar, mas isso não aconteceu comigo. E eu ja desisti uma vez por causa disso. E um monte de gente também. (Sim, começar a ler a introdução, ai não gostar, ai começar a ler o primeiro capítulo e não passar nem da primeira página)

Mas, claro, isso tudo não tira a magnitude da obra.

Não digo que a obra é boa pois todo mundo fala que é boa. Ela é boa por ser boa. Principalmente atualmente, onde a literatura mudou muito, então não temos muita gente que seja dessa maneira tolkienana. Não sei se é por que ninguém tenta ou é um toque mágico que só ele tem. Mas aí, você pensa que meu argumento é quase nulo, pois “se hoje o que mais chama atenção foi a escrita do Tolkien, e quando o livro foi lançado?”

Ai, meus queridos, eu lhes falo, nesse momento, da genialidade da obra.

Tolkien não mede esforços para contar a história. Ele, diferente de muita gente, não mediu esforços para mostrar todo o mundo, toda a mitologia que ele criou. Ele não mede esforços para mostrar cada cantinho da Terra-média. E isso é o que mostra o quão bom ele é.

Mas, vamos falar da história.

A história é fantástica. Ele descreve tudo minuciosamente. Por mais que isso seja um certo incômodo, ter que ler parágrafos e mais parágrafos sobre uma árvore, o leitor acaba se sentindo bem mais próximo do livro. O leitor se sente próximo da história, o leitor sente a história viva dentro de si, ele vê o Condado á distância e sente o solo maldoso de Mordor. Ele se sente num cavalo, lutando. Nós nos sentimos parte daquele mundo, e somos rapidamente sugados para dentro ele, e dificilmente voltamos. Esse foi o grande agravante para o livro ter feito sucesso em seu tempo, e, admito, também é o que o torna incrível hoje. Por isso, não há nenhuma dúvida de que O Senhor dos Anéis é realmente um clássico, mas não por ser antigo.

Os personagens te conquistam com sua singularidade, e Tolkien dá uma verdadeira lição anti-preconceito, pois quem um dia poderia dizer que o melhor amigo de um elfo poderia ser um anão, ou que um homem poderia amar uma elfa, mesmo fazendo com que ela virasse mortal?

Não é nenhuma novidade de que no final dos livros existem diversos apêndices contando sobre o livro. Achei eles incríveis, além deles virem com um conto contando, de forma resumida, toda a história de vida do Aragorn/Passolargo, do calendário do Condado e um alfabeto.

Resumindo: Tolkien criou um mundo incrível, e não teve medo de cometer a melhor coisa que um leitor pode querer. Mostrá-lo.

Hoje Vamos Conversar Sobre Anne Frank

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Hoje o post é um pouquinho diferente. Pretendo fazer isso quando for falar sobre (auto)biografias . Hoje, iremos conversar um pouco sobre (a vida e a obra) de Anne M. Frank, uma alemã refugiada na Holanda, Amsterdã, que viveu durante a Segunda Guerra Mundial, pleno Nazismo, e que para completar tudo, era judia.

Primeiramente, algo que eu odeio em biografias, é o fato das pessoas falarem de algo no futuro e como eu sei que a vida delas acaba antes que isso se concretize. Não é algo de se odiar, eu odeio por ser triste. Ela sempre falava “Quando sair daqui, vou publicar meus romances.”, “Quando sair daqui, eu serei uma mãe mais amorosa do que a minha nunca foi”. Ela saiu, mas não do jeito que todos queríamos. Mas a única coisa que me consola é que ela diz em certo momento “Não que eu ache que alguém vá se interessar pelos pensamentos de uma garota de 13 anos.”. Seu diário se tornou um dos livros mais importantes da humanidade, um documento sobre como o ser humano pode ser horroroso.

O livro retrata (inconscientemente. O melhor é que Anne confiava inteiramente em seu diário) não sobre a guerra. Mas sim a psicologia de como eram os judeus. Nos livros sobre, só vemos “os judeus sofreram com a guerra e com o nazismo. Fim”. Aqui temos a verdade crua e nua de como eles se sentiam, tanto que em certo momento Anne apresentou uma depressão.

Sim,  com o já deu a perceber, o livro é totalmente depressivo. Mas afinal, como ele é como livro mesmo? Ele é legal, ele é chato…?

A resposta está na pequena imagem a baixo.

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Sim, O Diário de Anne Frank é um livro que todos deveriam ler. Para ensinar sobre o terror da guerra, e para que nunca mais coisas como essas aconteçam novamente. E mais importante: que sim, qualquer pessoa, independente da sua raça, religião, nacionalidade ou até idade, tem seus direitos e sonhos, e que todos podem, de certa forma, mudar o mundo.

Terminando: Eu li a Edição Definitiva, ou seja, eu li o diário inteiro dela na íntegra. Existem diversas outras versões, que cortam algumas partes.

 

(Isso é realmente pouco do que eu realmente gostaria de falar. Vocês sabem como eu sou péssimo em falar de um livro que eu realmente amei de todo o meu coração)

 

 

 

Especial Harry Potter

AMOR DEMAIS PARA UMA SO MONTAGEM!Quem nunca viu um filme da famosa saga do bruxinho mais querido do mundo?Mas para os que querem mais, com certeza já leram a saga inteira.E resenhas são bem mais legais se falarmos dos livros, não é mesmo?

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Então, o primeiro capítulo já começa com mistério: Qual a importância de mostrar Valter e Petúnia Dursley?O título não era Harry Potter?Porque todos estão vestidos de preto?

Conforme vamos lendo o livro, vamos nos sentindo atraídos, com um mistério sendo desvendado e logo outro começa.Simples assim.

Aí chegam os outros livros:

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A Câmara Secreta: Por que esse título?Uma câmara, será que vai ter tipo uma pirâmide?

Logo depois tudo é desvendado.Parece não ter nenhuma importância, mas nos próximos livros, será muito importante.

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O Prisioneiro de Azkaban: Quem será esse tal prisioneiro?Ele talvez será um grande seguidor do Lord das Trevas?O que é Azkaban, obviamente uma prisão?

Este é o meu livro favorito da série.Eu não sei por que.Nunca descobri.Mas aparece cada coisa.Os personagens estão entrando na adolescência, mostrando muito seu potencial, ou ate mesmo escondendo.Talvez tenha sido aquela parte que  o Draco apanha da Hermione.

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O Cálice De Fogo: Por que raios um cálice de fogo?Qual será a importância de um cálice com fogo?

Em uma entrevista, a própria J.K. Rowling disse que o nome original do livro seria Harry Potter e o Torneio Tribruxo, mas ela achou melhor colocar esse título mesmo, pois durante o livro inteiro se pergunta: Quem colocou o nome de Harry no Cálice de Fogo?Mesmo descobrindo, se acontece a primeira morte na série, que poderíamos dizer, aconteceu em “tempo real”, a morte de Cedric.Na minha opinião, com esse livro, a série se divide em duas partes: Antes dele, a parte mais calma, em que os desafios não são tão, como posso dizer, pesados, em comparação com o resto, e a segunda parte, com os conflitos da adolescência maiores e a “vida de herói” que ele leva.

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A Ordem da Fênix:O que seria a Ordem da Fênix?Será que tem a ver com a fênix de Dumbledore?

O Maior Livro da Série, e talvez o com o pior vilão, apesar de ser o mais leve.Se você é um verdadeiro Potterhead, deve ter sentido muita raiva da Dolores Umbrigde.E ficou muito feliz quando criaram a Armada de Dumbledore.E ficado com raiva quando Dumbledore foge e Dolores fica na diretoria.Ou seja, esse é um dos melhores pois nos dá mais emoção.E, na luta no Ministério da Magia, todos se surpreendem a cada virar de página.Esse não é o meu favorito, mas é um dos melhores, sem dúvida.

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O Enigma do Príncipe:Quem será esse príncipe?Que enigma será esse?

Podemos achar que, o antigo livro de Snape é simplesmente inútil, mas na verdade não é.Se não fosse por ele, Harry não teria a Felix Felicis, e talvez Hogwarts seria destruída logo na primeira batalha.Além de Harry conseguir informações sobre as Horcruxes. Talvez, sem o livro, talvez os fatos seriam totalmente impossíveis.Nisso tão simples, havia o livro inteiro carregado.Incrível, né?

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As Relíquias da Morte: O Harry vai morrer?A profecia era sobre ele?O que são as relíquias da morte?

São tantas coisas.Mistérios revelados,Mistérios criados e revelados, incrível, né?Tudo isso em um só livro.Você se prende em cada letra, cada frase.As mortes menos merecidas.Todos devem admitir, ficaram tristes com a morte de Dobby. Com a morte de muita gente.Mas elas morreram lutando, e lutando bravamente.O que posso falar, todos os personagens são importantes, mesmo que só apareçam em uma só página, em uma só frase, mas cada momento foi importante. Até a última palavra.A última sílaba.A última letra.O último ponto.