HQ! | Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá.

Eu vou fazer um post bonitinho sobre isso, mas já quero falar pra quem ainda não percebeu: CONSEGUI PARCERIA COM O SELO LUMUS! \O/

E eu to muito feliz. E honrado. E nervoso. E um loop infinito disso umas mil vezes. E meu Deus, eu ainda não to acreditando. (aquela vontade louca de atacar o teclado com aquelas risadas com um monte de letras aleatórios)

daytripper Daytripper

Fábio Moon e Gabriel Bá, 2011

Vertigo, 260 págs

Quais são os dias mais importantes da sua vida? Conheça Brás de Oliva Domingos. Milagroso filho de um mundialmente famoso escritor brasileiro, Brás passa os dias escrevendo obituários e as noites sonhando em se tornar um autor de sucesso – ele escreve o fim da história de outras pessoas enquanto a sua própria mal começou. Mas, no dia que sua vida começar, ele será capaz de perceber? Ela começará aos 21, quando ele conhece a garota dos seus sonhos? Ou aos 11, quando dá seu primeiro beijo? É mais adiante na vida quando seu primeiro filho nasce? Ou antes, quando pode ter encontrado sua voz como escritor? Cada dia na vida de Brás é como a página de um livro. Cada um deles revela as pessoas e coisas que o fizeram ser quem é: sua mãe e seu pai, seu filho e seu melhor amigo, seu primeiro amor e o amor de sua vida. E, como em todas as grandes histórias, seu dia tem uma reviravolta que ele nunca antecipou…

Logo após terminar Daytripper, eu li as outras duas HQ’s já resenhadas da dupla, Meu Coração, Não Sei Por que e O Girassol e a Lua, e o que percebi após a leitura deles foi que, em Daytripper, eles mudaram muito o próprio estilo. Seja no desenho mesmo, ou no jeito de contar a história.

Tá, o jeito de deixar ela bem focada e retinha, sempre indo direta ao ponto, continuou. Mas eu percebi que a história estava mais aberta. Lembra-se que eu disse que, em O Girassol e a Lua, parecia que parecia que apenas os autores estavam acessíveis a história? Isso felizmente muda em Daytripper.

Nunca o sentido “obra-prima” fez tanto sentido. É possível sentir a manifestação artística dos quadrinistas ecoando dos quadrinhos, percebemos o que eles querem transmitir para a gente.

O quadrinho em muito me lembra Retalhos, primeira HQ resenhada aqui no blog e que declaro ser a minha favorita. As duas ensinam sobre a vida de uma maneira que te dá um certo “quentinho no coração”, por mais que te faça chorar depois. Logo após a primeira morte da HQ, eu fiquei chocado por alguns minutos, admito.

E a HQ flui muito bem. Mesmo sabendo o que irá acontecer no final de cada capítulo, ela ainda te toca, pois essa é uma das principais lições dela: o importante não são os finais, mas os meios. Liçãozinha importante tanto para as artes quanto para a vida.

O desenhos são bonitos, e muito bem detalhados, além de uma pintura num estilo aquarela. Achei muito melhor do que a dos outros quadrinhos, já que é para comparar.

Afinal, Daytripper tocou muito em mim. A HQ mostrou e ensinou tudo o que ela queria, fazendo isso com um roteiro inteligente e personagens cativantes. A vida, mesmo sendo parada ao final de cada capítulo, é realmente… real. Quando minha vida finalmente começará? Ou não?

 

Obrigado por lerem até aqui. Até sábado o/

HQ! O Girassol e a Lua, de Fábio Moon e Gabriel Bá

Oi gente, tudo bem?

Eu não tô muito bem não. Tô meio doente, e por isso essa resenha vai ficar bem rasinha mesmo. E também eu li a HQ e demorei para escrever a resenha, então…

 

girassol e a luaO Girassol e a Lua

de Fábio Moon e Gabriel Bá, 2000

10 Pãezinhos

Era uma vez um girassol. Como todo girassol que se preze, esse girassol vivia a correr atrás do sol. Ao final de um dia, cansado por ter perseguido o sol o dia inteiro, o girassol parou para tomar fôlego e olhou para trás e foi aí que ele a viu. A lua. A lua também estava perseguindo o sol, mas para a lua os caminhos são mais difíceis, de modo que seu caminho era sempre escuro. Mesmo no escuro, ela conseguiu ver ao longe aquele girassol charmoso, parado à sua frente, como que a esperando, e se aproximou dele. Os dois se olharam nos olhos, ela sorriu, com ternura, e ele, com amor. Naquele momento, os dois se apaixonaram.

 

O Girassol e a Lua foi uma das primeiras HQs dos gêmeos, e seguem um estilo parecido com Meu Coração, Não Sei Porquê. A história é totalmente em metáfora, com traços em preto e branco, coisa que eu percebi serem características da dupla durante esse período.

O roteiro da história não é um problema, é até bem interessante e te faz pensar, mas eu ele não me fez me apegar a história. Ele retrata como a vida é de uma faceta bem crua e nua, mas eu não consegui parar para ler e não consegui me identificar com a história.

Também não me senti muito incentivado pelos desenhos, que deixavam a história mais confusa. Parecia que a HQ era um círculo fechado em que apenas os autores podiam se aproveitar da história.

Nem mesmo os personagens me tocaram. Não que eles sejam mal construídos, muito pelo contrário, mas eu simplesmente não consegui sentir a menor empatia com eles. O romance e as ação também não me convenceram nem um pouco.

 O Girassol e a Lua não é ruim, mas, por algum motivo, simplesmente não consegue tocar e se identificar com o leitor.

 

Até mais o

HQ! Meu Coração, Não Sei Por Que, de Fábio Moon e Gabriel Bá

É TÃO LEGAL QUANDO VOCÊ AGENDA O POST ERRADO E SAEM DOIS NA MESMA SEMANA.

Mentira, não é legal, e isso ferrou minha vida. Prometo que vou tomar cuidado agora.

Aliás, durante as próximas três semanas (sem contar essa), estarei fazendo resenhas de HQ’s. Isso vai me dar tempo, já que eu comecei a ler meu primeiro livro em inglês e simplesmente não tem como ler rápido.

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Índice Meu Coração, Não Sei Por Que

de Fábio Moon e Gabriel Bá, 2001

10 Pãezinhos

 “Era uma vez uma história. Uma história de amor. Embora, para alguns, fosse uma história de viagens, de ritos de passagem e, para outros, de sonhos e desejos, era, ainda assim, uma história de amor”

Meu Coração, Não Sei Por Que é uma história de amor. Isso é inegável, mas isso não quer dizer não seja desses outros atributos que a sinopse nos diz. A história é contada com três crianças sendo dois meninos e uma menina, e os garotos são apaixonados por ela.

A narrativa nos conduz para pensarmos sobre algumas coisas: o que muda em nós após alguns anos, e mesmo com essas mudanças acontecendo, sempre existe algo que permanece.

A história é muito bem cuidada, sem pontas soltas ou partes confusas. A permanência da inocência de uma criança e o amor por algo são os pontos mais fortes dela, e a metáfora usada para representá-la é melhor ainda.

Outra coisa bem legal dela é o jeitão de “conto de fadas moderno” que ela tem: o personagem principal é um príncipe de uma monarquia e tem que achar uma mulher para se casar e continuar a linhagem, mas não esquece de seu primeiro amor de infância. Como li ela junto com outras duas obras dos autores (Daytripper e O Girassol e a Lua), acredito que ela levou esse tom, além de uma narrativa muitíssimo simples, para ficar mais acessível a um público mais jovem. Outra coisa que me fez gostar da história é que ela foi a primeira HQ que eu leio em que o protagonista é negro.

O traço é tão simples quanto a história, em preto e branco e sem muitos detalhes.

 

E é isso! A HQ é pequena e bem simples, por isso a resenha ficou do mesmo jeito. A recomendo, mas não supriu minhas expectativas (já que a li depois de Daytripper).

Até mais o/