Resenha #MLI2015 | Roverandom, de J. R. R. Tolkien

Olá! Tudo bem com você?

roverandom

Roverandom

de J. R. R. Tolkien, 1998

Editora WMF Martins Fontes, 70 págs

Em 1925, durante as férias, o pequeno Michael Tolkien perdeu, na praia, um cãozinho de brinquedo que ele adorava. Para consolá-lo, o pai, J. R. R. Tolkien, inventou uma história sobre um cachorro de verdade que é transformado em brinquedo por um mago e enviado por um ‘feiticeiro-da-areia’ à Lua e ao fundo do mar. Mais de 70 anos depois, as aventuras do cachorro Rover, também conhecido pelo nome de ‘Roverandom’, foram publicadas na Inglaterra. Elas foram organizadas a partir do texto original por Christina Scull e Wayne G. Hammond.

A coisa que mais me chamou atenção foi o jeito com que o livro foi concebido. O cachorrinho de brinquedo do filho de Tolkien se perdeu na praia, e então ele começou a contar a história sobre um cachorro que vira um brinquedo e depois se perde na praia. Isso me chamou a atenção pois mostrou o quanto a história era despretensiosa, e foi algo que ela conseguiu manter até o final.

Eu sempre digo para as pessoas começarem a ler Tolkien com O Hobbit, mas Roverandom ganhou o posto. A leitura é simples demais, e o número de páginas só ajuda, além das lindíssimas ilustrações que aparecem de vez em quando. A leitura é feita especialmente para crianças, tanto que eu a recomendo fortemente para ler aos seus alunos, filhos, primos e qualquer outra criança na hora de dormir.

Por ter essa ambição de ser uma história para crianças, a narrativa só se preocupa em contar uma história empolgante e divertida para o leitor. Caso você tenha lido minha primeira Coluna Indicativa, sabe a minha opinião sobre crianças lendo fantasia, já deve imaginar que esse livro é perfeito para fazer a criança cair de cabeça na leitura: dois universos fantásticos inteiros para serem explorados!

A história ainda é muito improvável, nunca podendo ser preditada, algo parecido com O Guia do Mochileiro das Galáxias, o que se junta com as poucas páginas do livro, fazendo com que a leitura seja rápida e prazerosa.

 

E é isso! Altamente recomendada a leitura de todo mundo que esteja a fim de ler algo mais leve e divertido, e principalmente pra quem quer começar a ler Tolkien!

Obrigado por ler até aqui, e até mais o/

O Senhor dos Anéis

Depois de longos 8 meses, eu finalmente terminei de ler toda a saga épica O Senhor dos Anéis, escrita por um dos mais célebres autores de fantasia da história (e também, um dos mais importantes, se não for o mais.), J. R. R. Tolkien!

Bem, antes de começar, eu gostaria de dizer algo: comece lendo O Hobbit. 

Ta Biel, mas por que você diz isso? Simples.

Você já vai estar familiarizado com a escrita do Tolkien. Sim, a escrita muda, mas é como se você fosse capinar a terra para depois plantar. Você prepara o terreno, pois além da escrita, tem o mundo. O mundo de Tolkien é grande e vasto, e dei graças á Deus por ter mapas, pois senão eu ficaria muito perdido (eu jurava que Rohan ficava um mundo longe de Mordor, até ver os mapas) e isso dificultaria a leitura. Leia O Hobbit, que você já vai estar acostumado, pois o autor não perdeu tempo explicando novamente as diversas e variadas raças. Já somos apresentadas á elas em O Hobbit, e eu acharia desagradável ser simplesmente jogado num universo assim sem uma introduçãozinha antes. Na verdade, temos uma introdução sobre os hobbits no começo de A Sociedade do Anel.

Mas, outra recomendação:não leia essa introdução antes de começar a história. 

Motivo: o que eu mais admiro no Tolkien é o quanto – se pode dizer assim – eu acabo percebendo que eu me pareço com ele. Bem, se eu criasse um mundo totalmente novo, eu com certeza escreveria diversos textos sobre. Tolkien faz isso, mas para alguém que vai começar a ler o livro (e, mesmo lendo O Hobbit, vai ser um pouco jogado na escrita dele, pois, como eu disse anteriormente, ela muda), esse primeiro contato, esse “texto de livro didático” (aquele texto minúsculo que parece gigante), não é algo que vá fazer os leitores, principalmente os jovens, apreciarem o livro logo de cara. Sim, claro, vai ter um ou outro que vai ler toda a introdução e se maravilhar, mas isso não aconteceu comigo. E eu ja desisti uma vez por causa disso. E um monte de gente também. (Sim, começar a ler a introdução, ai não gostar, ai começar a ler o primeiro capítulo e não passar nem da primeira página)

Mas, claro, isso tudo não tira a magnitude da obra.

Não digo que a obra é boa pois todo mundo fala que é boa. Ela é boa por ser boa. Principalmente atualmente, onde a literatura mudou muito, então não temos muita gente que seja dessa maneira tolkienana. Não sei se é por que ninguém tenta ou é um toque mágico que só ele tem. Mas aí, você pensa que meu argumento é quase nulo, pois “se hoje o que mais chama atenção foi a escrita do Tolkien, e quando o livro foi lançado?”

Ai, meus queridos, eu lhes falo, nesse momento, da genialidade da obra.

Tolkien não mede esforços para contar a história. Ele, diferente de muita gente, não mediu esforços para mostrar todo o mundo, toda a mitologia que ele criou. Ele não mede esforços para mostrar cada cantinho da Terra-média. E isso é o que mostra o quão bom ele é.

Mas, vamos falar da história.

A história é fantástica. Ele descreve tudo minuciosamente. Por mais que isso seja um certo incômodo, ter que ler parágrafos e mais parágrafos sobre uma árvore, o leitor acaba se sentindo bem mais próximo do livro. O leitor se sente próximo da história, o leitor sente a história viva dentro de si, ele vê o Condado á distância e sente o solo maldoso de Mordor. Ele se sente num cavalo, lutando. Nós nos sentimos parte daquele mundo, e somos rapidamente sugados para dentro ele, e dificilmente voltamos. Esse foi o grande agravante para o livro ter feito sucesso em seu tempo, e, admito, também é o que o torna incrível hoje. Por isso, não há nenhuma dúvida de que O Senhor dos Anéis é realmente um clássico, mas não por ser antigo.

Os personagens te conquistam com sua singularidade, e Tolkien dá uma verdadeira lição anti-preconceito, pois quem um dia poderia dizer que o melhor amigo de um elfo poderia ser um anão, ou que um homem poderia amar uma elfa, mesmo fazendo com que ela virasse mortal?

Não é nenhuma novidade de que no final dos livros existem diversos apêndices contando sobre o livro. Achei eles incríveis, além deles virem com um conto contando, de forma resumida, toda a história de vida do Aragorn/Passolargo, do calendário do Condado e um alfabeto.

Resumindo: Tolkien criou um mundo incrível, e não teve medo de cometer a melhor coisa que um leitor pode querer. Mostrá-lo.

Resenha – O Hobbit, de J. R. R. (John Reuel Ronald) Tolkien

Oláá Pessoinhas (estou falando com hobbits) !

Essa foi a última leitura de 2013 🙂

ohobbit
O Hobbit, edição da WMF Martins Fontes de 2009.

O Hobbit

De J. R. R. (John Reuel Ronald) Tolkien, 296 páginas

Editora WMF Martins Fontes

Brasil – 1995/2009 (Reedição)

Oficial: 1937

 Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem á sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua esperteza e sua habilidade como ladrão!

PARA! Antes de tudo, se você espera um “Dom Casmurro”, “O Alquimista”, “O Sol É Para Todos”, é melhor repensar seus pensamentos, vestir sua capa de 11/12 anos e vai ler O Hobbit, pois Tolkien escreveu o livro após inventar essa história para e com os seus filhos. Eles deram dicas de nomes e tal.

Esse livro foi responsável para a crítica parar de falar e pensar e botar ficha de que fantasia é subcategoria. Mas aliás, merecia. Fazia muuito tempo (tipo, muito tempo mesmo) que não lia uma fantasia dessa maneira. E me caiu muito bem.

Aos personagens, é difícil você não se apegar. Todos eles tem sua personalidade própria, e ao longo da narrativa vão mudando. Como por exemplo, Thorin Escudo-de-Carcalho, que quer reconquistar seu trono em Erebor, que ao longo do livvo, vai mudando seu pensamento sobre o nosso hobbit mais querido de todos os tempos. (TEAM BILBO \O/)

Algo que pode chatear alguns pessoas, mas que comigo foi algo tão diferente que achei até legal, é que o Tolkien tem um jeito de narrativa diferente. Ele não se contenta em explicar a história. Ele não se importa com isso. Ele se importa em contar a história, por isso que em alguns momentos ele sai do ar e vai falando algumas cois que tem a ver com a história, como se fossem “notas de rodapés”. Aliás, esse narradort em umas sacadas geniais, fazendo dele o seu personagem favorito da história! Mas mesmo assim, isso me deixa um pouco triste pois em certo momento do meio do livro ele dá um spoilerzinho sobre o final. 😦

Uma das várias sacadas geniais do narrador:

– Sujeitinho impressionável – disse Gandalf, enquanto eles se sentavam. – Tem uns acessos estranhos, mas é um dos melhores, um dos melhores. Feroz como um dragão num aperto.

Se vocês alguma vez na vida já viram um dragão num aperto, irão perceber que essa comparação só podia ser uma licença poética quando aplicada a qualquer hobbit, mesmo no caso do tio-bisavô do Velho Tûk, Urratouro, que era tão grande (para um hobbit) que conseguia montar um cavalo. Ele atacou os pelotões dos orcs de Monte Gram, na Batalha dos Campos Verdes, e arrancou a cabeça de seu rei Golfimbul com um taco de madeira. A cabeça voou pelos ares cerca de cem jardas e caiu numa toca de coelho, e dessa maneira a batalha foi vencida e ao mesmo tempo foi inventado o jogo de golfe.

É disso que eu tô falando! Fenomal Tolkien, fenomenal!

Não sei se preciso disser, mas se você gostou de ASOIF (A Song Of Ice And Fire/As Crônicas de Gêlo & Fogo), você vai amar O Hobbit, e também O Senhor Dos Anéis (sim, estou lendo), pois da mesma maneira que Tolkien, Martin criou um mundo do zero. Outra coisa muito incrível sobre a Terra Mpedia, é que Tolkien diz que ela é uma era que já passou da nossa terra. Eu não sei ao certo quando foi, mas eu acho que foi antes da Idade Média. E tem gente que acredita nisso!

E sim, eu sou uma das pessoas que acreditam, obrigado.

Bem, é isso. Se você quer uma fantasia totalmente de fantasia (sem subcategorias), leia. Se você quer um verdadeiro clássico, leia. Se você quer um livro, leia. De todas as formas possíveis, leia esse livro, pois é incrivel e simples e inacreditalmente incrível.

É isso! Até a próxima ;P