Resenha: Will e Will – de John Green e David Levithan

Olá! A quanto tempo estamos sem resenhas do Tio Verde, não é?

 

url Will & Will – Um Nome, Um Destino

de David Levithan e John Green, 2010 (BR: 2014)

Editora Galera Record, 348 págs

– Quem é você?

Eu me levanto e respondo:

– Hã, eu sou Will Grayson.

– W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? – pergunta, soletrando impossivelmente rápido.

– Hã. Sim – digo. – Por que a pergunta?

O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada, como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele.

Então finalmente diz:

– Porque eu também sou Will Grayson.

 

Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso com temperadas doses maciças de comédia.Prepare-se para o universo de Will & Will. E para pérolas de sabedora que irão mudar sua vida… ou pelo menos aumentar seu número de curtidas no Facebook.

 

Não é novidade nenhuma de que um dos meus autores favoritos é o John Green, e que o David Levithan, desde Todo Dia (e que eu vi hoje QUE GRAÇAS AO NOSSO SENHOR DEUS VAI SAIR CONTINUAÇÃO, POIS É IMPOSSÍVEL ALGUÉM SE CONFORMAR COM AQUELE FINAL. Tá, desculpa o ataque), tem tudo para virar um dos meus autores favoritos. Então, eu conheço Will & Will e eu me vejo num mar de felicidade com a reunião de dois autores que eu aprecio tanto.

Num primeiro momento, eu não gostei tanto assim do Will do John. Não sabia se era ele ou se era Tiny Cooper, que, por mais que na verdade ele seja o verdadeiro protagonista do livro, me pareceu um completo poço de inutilidade “mais” clichê “mais” “algo para tornar ele diferente, mas os dois outros pontos são mais importantes, então deixa quieto”. Como eu estava errado. Ao longo da narrativa, os personagens mudam muito drasticamente, e nos sentimos como essa mudança acontece. E é impossível não se identificar com Tiny Cooper e todas as suas decepções amorosas. Por mais que isso não se mostre no livro, é perceptível ver que Tiny Cooper quer pertencer, e esse é um desejo que quase todos nós temos.

Justamente por conta dessa evolução dos personagens e do jeito que nós vamos conhecendo mais eles, o livro vai melhorando conforme nós avançamos, e o desgosto que eu tive por ele logo no começo se acabou logo na página 50, pelo menos com o desgosto com o Will do John, pois eu gostei logo de cara do Will do Levithan.

Por mais que eu tenha gostado mais do Will do Levithan, eu realmente senti que ele poderia ser mais explorado. Em Todo Dia, Levithan coloca um personagem depressivo e o capítulo desse personagem é uma coisa muito agoniante, o que me deixou ansioso para ver como ele iria tratar do Will. Bem, foi extremamente diferente. Tinha esse problema, mas ele toda hora contornava isso com outra coisa, sendo que isso poderia ter rendido frutos e um livro até mais interessante ainda. Só foi explorado de duas maneiras, sendo que uma era o fato de que os capítulos desse Will serem sempre com letra maiúscula e com os diálogos com o nome da pessoa em frente da fala, quase como um roteiro. Desculpem-me, mas todas as vezes que ele tocava nesse assunto, eu não sentia nada diferente ao ler postagem de depressiva-attwhore no Facebook.

John Green e David Levithan escrevem super bem, tanto que, como sempre digo do John, e gostaria muito de falar isso do Levithan, acho desnecessário me alongar nisso. Os dois são conhecidos por frases filosóficas lindas, e isso é o que não falta nesse livro. É impossível não gastar post-it com eles.

O final também é muito bom. É um final louco, mas foi tão bem-feito e tão louco e tão improvável, que eu me deixei levar pela regra em-livro-pode-tudo. Mas quero dizer, esse não é um livro sobre improbabilidades? É impossível terminar ele sem ter um sorriso gigante estampado na cara.

A última edição tem uma capa bonita, por mais que eu prefira a capa da primeira edição brasileira, por mais que eu prefira a capa brilhante americana. Ele está bem revisado e a diagramação está boa, por mais que eu tenha encontrado incontáveis erros de edição ao longo de todo o livro, não sei se é com apenas o meu exemplar ou se é algo dessa reimpressão (já que o livro já tem 13 reimpressões). Poxa gráfica, mais cuidado, viu?

 

É isso! Uma recomendação de um livro belíssimo, que acho justo todos verem. Até mais!

Livro VS Filme: A Culpa é Das Estrelas VS The Fault In Ours Stars

Olá! Sim, mil desculpas por desaparecer. Mas eu tenho motivos nobres: estou lendo O Senhor dos Anéis: As Duas Torres DESDE o lançamento da útima resenha. Bem, sabem como é, Tolkien deve ser ingerido lentamente, degustando totalmente… e eu estava super decepcionado por não ter nada a postar, até que o filme de ACÉDE lançou e CABUM!, um post! Prometo, P-R-O-M-E-T-O, que vou ler um livro pequeno para acabar rápido e trazer uma resenha fresquinha para vocês.

Aliás, eu estou morrendo de saudades de vocês.

acede x tfios

 

A Culpa É Das Estrelas é conhecido como o livro mais vendido entre os anos de 2012-2013. Sim, dois anos CONSECUTIVOS em PRIMEIRO LUGAR na lista dos mais vendidos. Ainda está na lista, mas já perdeu o primeiro lugar, até porque todo mundo já tem um. Não vou me alongar na sinopse, pois todos já devem saber.

A primeira coisa que eu gostaria de dizer, é: com certeza, junto com Catching Fire, uma das melhores adaptações cinematográficas de livros que eu já vi. O filme está uma coisa linda! Ele realmente conseguiu passar a mensagem do filme. Os atores realmente souberam nascer em seus personagens.

Primeiro que a adaptação, a imaginação do autor, o cenário e o figurinos estão incrível. Como a Hazel não é egocêntrica nem narcisista no livro, não havia muita descrição de como são os gostos deles (pois mais que dê para imaginar no geral), e o filme, juntando tudo, conseguiu criar tudo que a Hazel é. Várias são as cenas que ela aparece com a camiseta do Pink Floyd, existe um pôster do Imagine Dragons no quarto dela (eu realmente fiquei triste quando eles não participaram da soundtrack. Eles são tipo o meu The Hectic Glow), é possível ver a série Harry Potter na mesa de cabeceira delae os livros da série Jogos Vorazes (na prateleira). O diretor conseguiu fundir tudo isso e criar o que eu sempre achei que um diretor devesse fazer em um filme: não mostrar como o personagem é apenas por suas ações, mas sim por todo o ambiente da cena. Claro que o diretor teve uma ajudinha do John Green (que super ajudou no filme. Para vocês verem o poder dele, ele tirou uma cena em que a Hazel via um cometa)

O figurino, em si, ficou bem fiel ao do livro. Sim, minha gente, a Hazel está linda e maravilhosa calçando seus Converse All Star Chuck Taylor’s.

Agora, vamos ao ponto em que mais gente tinha medo: será que a Shailene Woodley e o Ansel Elgort serão bons Hazel e Augustus?

A resposta: SIM!

A Shai uma Hazel o filme inteiro. Ela foi incrível como Hazel, eu realmente me convenci que a Hazel tinha virado uma pessoa!

Quanto ao Ansel, digo o mesmo: ele foi o Gus perfeito, do começo ao fim (tapa na cara de quem queria o Joshua, aquele modelo). Ele poderia ter ficado melhor em algumas cenas, mas, tirando isso, a Augusticidade dele está impecável.

O Nat Wolff como Isaac tá incrível também. Desde o momento em que eu vi ele eu percebi que ele seria o Isaac perfeito. E isso so me deixou mais ansioso para Cidades de Papel, que vai ganhar final em 2016 (data provável)

Agora, vamos lá: o prêmio de atuação do filme vai para, para, para, rufem os tambores!, pois ela mereceu completamente o seu destaque em uma atuação digna e que eu lhe devo todo o respeito!

A MÃE DA HAZEL!

Sim, a atuação dela estava incrível. A mãe dela está exatamente como eu a imaginei. Ela É simplesmente a mãe da Hazel, entendam. O papel de destaque ficou para ela, ela roubava a cena sempre que aparecia.

“Mas e o Peter van Houten?” Sim, eu também adorei a atuação dele. Sim, eu realmente fiquei com raiva dele, com dó dele. Digna, também.

E, claro, a cena de apresentação do líder do grupo de apoio é engraçadíssima.

Para terminar, eles mudaram o que tiveram de mudar, mas sem tirar a essência do filme, deixando tudo que o existe de importante para a história. E quanto ao final, bem… digamos que ele faz mais sentido do que o final do livro. E sim, leve lencinhos. O filme está de arrasar corações.

– Você viu dublado?

– Sim.

– Na dublagem está “Okay? Okay”?

– Não vou dizer.

 

É isso, até a próxima! E quase queira ler alguns spoiler do filme, clique em “Leia Mais” :3

 

 

 

SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOILER

-> A morte do Gus é sim emocionante

-> A única parte em que o figurino da Hazel me decepcionou foi que na casa do van Houten ela não usou o Chuck Taylor’s.

-> Em uma cena em que o Gus fala sobre a morte, passa uma mulher totalmente vestida de roxo. E na linguagem de cores em filmes, um personagem com cor roxa significa que vai morrer. (Curiosidade via o vídeo sobre ACÉDE do blog Cabine Literária)

-> Sim, ela lê O Preço do Alvorecer. E a Noite dos Troféus Quebrados é muito legal.

-> A melhor fala do filem inteiro: Juntos, nós temos quatro olhos, dois pares e meio de pernas e dois pulmões e meio, e então, se eu fosse a senhora, voltava a sua casa, ou seremos obrigados a a chamar a polícia. (Gus, na cena em que eles destroem o carro da Mônica, pois sim, ela aparece.)

-> Eis o motivo para o final ter mais sentido: porque desde o início ele não deixou as cartas no carro da Hazel?

-> O elogio fúnebre está idêntico, não mudou nada.

SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOILER

Resenha: O Teorema Katherine, de John Green

Dois pot’s do John Green seguidos? Como assim?

Bem, EU SOU DIVERGENTE, EU NÃO POSSO SER CONTROLADO!

 

O-Teorema-Katherine   O Teorema Katherine

de John Green, 2006 (Brasil: 2012)

Editora Intrínseca, 285 págs.

ISBN: 978-85-8057-315-2

 

19 Katherines

por enquanto…

 

Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem – Deus o livre- Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele.

 

Certo, antes de tudo, não é nenhuma novidade (se você acompanha o blog) que eu simplesmente amo o John Green. E bem, esse livro é o total divisor de águas entre os fãs do John Green. Alguns odeiam completamente, e outros amam (que é bem a minoria.) . Eu fui um daqueles que ficou no meio. Eu acho que o John Green poderia, sim, ter feito algo melhor, mas também não gostei tanto assim.

Como essa é uma resenha do tipo: Olha, dei minha opinião, tchau e benção, quem vai se decidir se vai ler ou não, ou se concorda comigo ou não. Eu sempre adianto falando algo sobre a resenha, então é isso. Então, caso você leia só os meus resumos sobre minhas resenhas, HAHA, se ferrou.

Mas bem, O Teorema Katherine foi o segundo livro de John Green (Quem é Você, Alasca?, última resenha do blog.), e acho que ele declinou um pouco.

Antes de tudo, a história é interessante, mas eu acho que o John Green até que forçou demais. Quero dizer, o Colin simplesmente consegue criar uma história apenas por que teve o coração quebrado. Bem, imaginemos. Uma história inteira sobre um cara de coração quebrado que é uma criança superdotada e meio anti-social. Dá para imaginar uqe a história será bem “nhéééé”. Mas então eu lhes digo que não. Esse é um daqueles livros que o personagem principal, mas mais que todos os pensamentos estejam sobre ele, o personagem principal é logicamente o melhor amigo dele, o Hassan.

Toda a história, a tensão, as cenas engraçadas, tudo, vem do Hassan. Ele ganha o livro totalmente. Mas não é só isso. Temos a Lindsey também, e a mãe dela, que acolhe eles em Gutshot. Na verdade, como na maioria dos livros, os personagens são bem construídos, e nesse livro, mais engraçados que os outros. Sim, John Green conseguiu ser muito engraçado aqui. Foi, com certeza, o livro dele que eu mais ri até agora.

Tá, até agora eu falei bem do livro, mas por que eu disse que o livro não me agradou tanto? Bom, principalmente pois o John Green realmente conseguiria escrever algo melhor. Sim, eu posso dizer isso pois eu já três livros dele, reli os três, e digo, o John Green poderia ter escrito algo melhor. O livro é bom, mas acho que faltou algo. E não só por ele poderia ser melhor é que ele realmente falta algo, lendo outros livros do John Green ou não ,mas faltou algo.

Bem, o livro, em certos momentos, tem notas de rodapé, que explicam matemática. Foram algo que eu achei muito legal, e no final tem um prólogo cheio de matemática (não entendi quase nada, mas okay…) que eu achei muito legal,e eu tenho um recado ao Daniel Bliss (que ajudou o John Green a escrever as partes matemáticas): Escreva. Um. Livro. Sim, a escrita dele nesse prólogo foi mais cheia do que a próprio John Green no livro inteiro.

Não tenho tanto a sim a falar do livor, mas lhes digo: se você nunca leu nada do John Green, não comece por esse. Vá por Quem é Você, Alasca? ou Cidades de Papel (ou por A Culpa É Das Estrelas, mas não disse pois existem pessoas que não leem por ser modinha).

Quanto a edição, ela está boa. Achei uns 3 erros de português.

 

 

Até mais!

Resenha: Quem é Você, Alasca? – de John Green

Mais uma resenha do John Green :3

images    Quem é Você, Alasca? – O Primeiro Amigo, A Primeira Garota, As últimas Palavras

de John Green, 2005 (Lançamento no Brasil: 2010)

wmf Martins Fontes, 229 pág.

  “… se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão.”

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras – e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola á procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava á beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, incluindo Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Quem é você, Alasca? narra de forma brilhante o impacto indelével de uma vida por ter sobre outra. Um livro incrível que marca a chegada de John Green como uma voz importante na ficção contemporânea.

Como se diz na sinopse, esse foi o primeiro livro escrito por John Green. E se você está pulando essa resenha pois não gosta de John Green após ler A Culpa É Das Estrelas, mas existe um motivo para você continuar a ler este post: Conheço, e já vi, várias pessoas que leram ACÉDE e odiaram/não gostaram/acharem sem graça e leram Quem é Você, Alasca? e adoraram!

Bem, algo que já se diferencia Quem é Você, Alasca? (acho que essa vai ser a última comparação) de ACÉDE é que QVA é um pouco mais inteligente. “Como assim mais inteligente?”, bem, essa inteligência é um pouco difícil de explicar. Simplesmente, as frases são um pouco mais construídas, e a história é muuito complexa, daquele tipo: SÓ EXISTE DUAS MANEIRAS DISSO TER ACONTECIDO, MAS NÃO FOI NENHUMA DAS DUAS. AI MEU DEUS, AI MEU DEUS, EU VOU MORRER, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Bem, já que entrei no tópico “História”, vou continuar nele. Bem, como disse, a história é complexa e muitíssimo bem construída. Nenhuma ponta solta, e tudo depois se completa numa perfeita harmonia e sincronia.

Sobre os personagens, eu digo que o John Green conseguiu criar algo novo, principalmente para o Miles. Ele passou a vida inteiro sem amigos e nunca se apaixonou, para ái BUUUUUM, Coronel, Alasca, Takumi e Lara entrarem repentinamente em sua vida. Não é preciso dizer, mas John Green criou um livro com um cenário espetacular, personagens incríveis, uma história surpreendente que vai quebrar o cérebro do leitor até a última página sem precisar usar grandes apelações nem fantasia!

Não acho necessário falar sobre a escrita do autor. Nas outras duas resenhas anteriores (Cidades de Papel e A Culpa é Das Estrelas), já disse que ele escreve muito bem. E o final, como sempre, é espetacular.

Como a maioria dos livros do John Green que leio, eu acabo relendo. Na maioria deles, a releitura é tão boa quanto a primeira leitura, com o autor conseguindo deixar a mesma magia da primeira vez que o leitor se aventura por aquelas páginas.
Então, Quem é Você, Alasca? esta muito recomendado para todos os leitores!

Até a próxima!

Resenha: Cidades de Papel, de John Green

Olááá! Cadê resenha de O Símbolo Perdido, cadêê? Bem, no meio do caminho de eu terminar o livro surgiu algo chamado Cidades de Papel, então eu caí… Isso era para ser as Primeiras Impressões, mas antes de eu escrever, eu terminei de ler, então…

 

CidadesDePapel

Cidades de Papel

De John Green, 361 págs

Editora Intrínseca, 2008/2013

     Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por raio, nem ganhar um Prêmio Nobel nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter me casado com a Rainha da Inglaterra ou ter sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman

O adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maior que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua pela janela de seu quarto, com a cara pintada de preto e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.

 

Os livros do John Green sempre nos ensinam uma lição. ACÉDE, por exemplo, nos ensina que o mundo não é uma fábrica de realização de desejos, e que é melhor viver o melhor de nossas vidas hoje. Essa é apenas uma das lições.

No caso de Cidades de Papel, não é diferente. Com a sinopse, sabemos do que se trata um pouco, mas, assim que lemos o livro, descobrimos o que a verdadeira lição, como sempre, é uma metáfora: as pessoas são espelhos. Você diz que conhece alguém, mas a personalidade dessa pessoa só é um espelho da sua personalidade, que ao mesmo tempo também é um reflexo. Isso pode deixar confuso, mas se você parar para pensar, é a mais pura verdade.

Quanto à história, me surpreendi de fato. Antes de ler, tive um medo mínimo de acabar esperando algo muito A Culpa É Das Estrelas, mas em meio à isso, acabou que… eu me impressionei muito com o livro. Sério mesmo, eu não espera muita coisa desse livro, mas eu não consegui ter a capacidade tatular (essa palavra existe? Se não, é em ref. de “tato”, sentido de “sentir” ) de larga esse livro. Bem, minha mãe relama que eu fico no computador e que eu lei ono quarto, então, para eu acabar com a anti-socialidade com a minha família nos finais de semana, eu fui ler na sala, com todo mundo lá. Quem disse que eu parei de ler? Era simplesmente magnífico.

O livro é dividido em 3 partes: Os Fios, A Relva e O Navio.

Eu tinha feito a promessa: não leia até acabar de ler O Símbolo Perdido (Dan Brown), mas eu não resisti. Quando o livro chegou com a embalagem do Submarino, toda bem feita, eu fiquei muuuuuuuuito feliz!

Sabe de algo, eu me identifiquei muito com a Margo, mais do que me identifiquei com a Reyna, de Heróis do Olimpo (só me identifico com mulheres… por que será? ;-; ) . A Margo estava cansada de tudo aquilo que deixava ela chateado, ela só queria fugir da mesmisse idiota de sempre, e pelo que percebi, ela não queria a ignorância para aturar aquilo, igualmente como eu.

E, por falar em identificação, eu achei a construção dos personagens muito boa! Nem sei o que falar!

E não, o livro é perfeito, sem dúvidas, e ele não ganha de A Culpa É Das Estrelas.

Quanto à parte física, a capa é linda. Em ACÉDE, as letras são em Giz. Aqui, as letras são em caneta permanente. Eles colocaram a folha de guarda preta, como eu gosto (por causa de Coração de Tinta. É que lá, o Mo fala que a folha de guarda é como a cortina de um teatro, que se abre no começo e se fecha no começo.

 

E é isso! E agora,nós temos a nossa PRÓPRIA PÁGINA NO FACEBOOK *—* Visita lá: https://www.facebook.com/pages/Aprendiz-de-Resenhista/1420662914820313

 

Okay…

ATENÇÃO! ESSE POST CONTÉM SPOILER DE A CULPA É DAS ESTRELAS!

 

Aí a pessoa fala “Okay”.
1098493_510316042377245_1456442299_nVocê fica com vontade de ir para um grupo de apoio, depois ir na casa da pessoa assistir um filme no qual o ator se parece com você, você ler o livro favorito dela, ela lê seu livro favorito, você termina, liga para ela, fala que é legal, sai com um amigo, compra a continuação do livro, a pessoa te chama para ir para Amsterdã, acontece coisas malucos, aí você vai, vocês

assistem uma comédia romântica e um filme de guerra no avião, recita um poema para ela, vocês chegam em Amsterdã no começo da primavera, ficam em um hotel de filósofos, vão à um restaurante chique, onde tem brotos de rosas voando em toda parte, vocês comem coisas deliciosas e bebem estrelas. No dia seguinte vão até a casa do autor para saber o final do livro, pois o livro acabou no meio de uma frase. Aí ele está bêbado, xinga vocês, a pessoa promete escrever um epílogo para você, e você pede para ela escrever seu elogio fúnebre , a assistente dele te leva para a Casa de Anne Frank, no final você beija a pessoa e todos ali presentes aplaudem, vocês voltam para casa dois dias depois. Você descobre que a pessoa tá doente e que cada dia ele piora, ele faz um pré-enterro em que você fala do seu amor por essa pessoa em forma de matemático. A pessoa morre 8 dias depois. O autor aparece no enterro, te dá algumas resposta. Aí você joga um jogo de videogame com seu amigo cego. Você vai até a casa da pessoa ver se ela deixou o epílogo para você, aí você se dá conta que ele mandou para o autor, a assistente vai até a casa dele com o namorado dela, ela consegue a carta, anexa e você, vendo que ele escreveu um elogio fúnebre para você, e pediu par ao autor editar. O autor do livro achou ótimo.

Mas aí você só muda de assunto por vergonha ;-;
Viram o quanto eu AMO esse livrinho, que era para ser comum, mas que mudou a vida de várias pessoas. Inclusive a minha. (Achar que algo mudou a vida de alguém ou a sua é um efeito colateral de se estar morrendo)
A Culpa É Das Estrelas.

Resenha: A Culpa É Das Estrelas, de John Green

Cadê Primeiras Impressões e a Resenha de Água Para Elefantes?Bem, minha irmã comprou esse livro, eu li super rápido, 3 dias, eu participei da Semana Missionária, então não consegui fazer as Primeiras Impressões.E não terminei Água Para Elefantes ainda… I’m so sorry.

(OBS: Provavelmente darei ataques de FanBoy)

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A Culpa É Das Estrelas,

de John Green, 283 páginas

Editora Intrínseca, 2012

“Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais” . Esta frase de Markus Zusak, autor de A Menina Que Roubava Livros, é perfeita para descrever o livro. Hazel é uma paciente terminal do câncer. Sem qualquer esperança, ela leva algumas metáforas como: – Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe.Eu sou uma grana e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá? 

Nesse meio tempo, ela conhece no Grupo de Apoio, no “Sagrado Literal Coração de Jesus”, uma sala em forma de Cruz, Augustus/Gus Waters, que sofria de um câncer na perna.Junto a isso, ela relia várias vezes um livro chamado Uma Aflição Imperial, quer saber o que aconteceu no final da história, pois ele acaba no meio de uma frase. Ela faz Gus ler esse livro, e juntos tentam descobrir o final.

É muito bom. É contado em primeira pessoa pela Hazel. A escrita do John Green flui rapidamente e é muuuito gostosa!

Você enxerga a vida de outra maneira, e imagina como seria se você tivesse alguma doença e lesse esse livro.Eu imaginei isso, e admito. Eu nunca li um livro que me fez pensar tanto na vida quanto esse. Parabéns, ganhou de Inkheart (Coração de Tinta) .

Meu livro favorito like ever. Parabéns de novo, ganhou de O Senhor Dos Ladrões.

Meu segundo YA, e digo que adorei (avá) . O jeito que ele produz os personagens é surpreendente!Temos dó do Isaac, um amigo deles que tem câncer nos olhos e tal…

Quanto ao romance, é muuito confuso! Tipo, é algo grande, você sabe que a Hazel ama o Gus e vice versa… mas não é algo tão explorado no livro e ao mesmo tempo também é! John Green, você é um filho da mãe que sabe mexer com os sentimentos das pessoas!

Quanto a capa… a capa.Não é uma capa. É “A Capa” . As nuvenzinhas, o escrito em “giz” . Tudo muito bom e perfeito.

E o livro é bem filósofo. Como falei em cima, as falas geralmente tem metáforas, e vou postar as falas em imagens (vou escrever também, porque sou legal!)

aculpaédasestrelas

“Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.”

– Hazel Grace

(Sim, todos que leram o livro amaram essa frase

 

 

 

 

aculpaédasestrelas

Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que os outros… Há dias, muito deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.

– Hazel Grace

 

 

aculpaédasestrelas

Eu sei. Aparentemente, o  mundo não é uma fábrica de realização de desejos.

– Augustus Waters

 

 

 

 

 

aculpaédasestrelas

Meus pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações

– Augustus Waters

 

 

 

 

aculpaédasestrelas

Alguns infinitos são maiores do que os outros

– Peter Van Houten

 

 

 

 

 

 

 

É isso! Obrigado por lerem, e até mais!!