Meses Clássicos: O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Vamos fingir que saiu em fevereiro.

 

27603_806 O Retrato de DOrian Gray

Oscar Wildes, 1890

‘O Retrato de Dorian Gray’ é o único romance do escritor irlandês Oscar Wilde, autor de inúmeras peças de teatro e histórias curtas. O romance, que conta a insólita história de um jovem londrino cuja beleza tornou-se sua própria miséria, provocou violentos debates e intensa polêmica ao ser publicado, em 1891, por retratar de maneira dramática a degradação do homem. Hoje, passadas as paixões da época, verifica-se que, pelo apuro estilístico, humor, fantasia e verve – nele se encontram alguns dos mais famosos e cintilantes paradoxos de Wilde —, o livro resistiu à ação do tempo. E que, superado o seu espírito aristocrático e até antipopular, a esse doloroso apólogo da degradação humana jamais faltaram emoção estética e grandeza dramática. Wilde dizia haver posto todo o seu gênio em sua vida, todo o seu talento em seus trabalhos. Deu à ribalta inglesa as melhores comédias desde Sheridan, todas cheias de excelentes situações, repletas de estilo singular, de graça suave. Brilhante classicista, foi ainda um prosador singular, com trabalhos marcados por certo exotismo, evidentemente influenciado pelas obras de Walter Pater, cujas teorias estéticas aceitou, dizendo cultuar a arte pela arte. Colecionava objetos de porcelana azul, penas de pavão, e defendia o uso de roupas ‘racionais’ pelas mulheres – o que significava vestidos soltos e a ausência de espartilhos. Proclamava-se ainda socialista, embora se preocupasse mais com a liberdade artística do que com a igualdade social.

Meses Clássicos: O Sol é Para Todos, de Harper Lee

 

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O Sol é Para Todos

Harper Lee, 1960

Editora Abril Grandes Sucessos, 317 págs

 

 Um dos romances mais adorados de todos os tempos, O sol é para todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes, como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias e perspectivas. O sol é para todos é o único livro de Harper Lee. Sucesso instantâneo de vendas nos EUA, que se tornou um grande best-seller mundial. Recebeu muitos prêmios desde sua publicação, em 1960, entre eles, o Pulitzer. Traduzido em 40 idiomas, vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo e, em 1962, foi levado às telas com Gregory Peck – ganhador do Oscar por sua interpretação de Atticus Finch – Brock Peters, Robert Duvall e outros. O Librarian Journal dos EUA deu sua maior honraria à história elegendo-a o melhor romance do século XX. Em 2006, uma pesquisa na Inglaterra colocou O sol é para todos no primeiro lugar da lista de livros mais importantes, seguido da Bíblia e de O senhor dos anéis, de J. R. R. Tokien. Também entrou para a lista da Time Magazine dos Cem Melhores Romances de Todos os Tempos. 

 

Bem, já faz algum tempo que eu li, umas três semanas mais ou menos, mas mesmo assim, ainda estou sem palavras para esse livro.

Como se diz na sinopse, ele é um dos Cem Melhores Romances de Todos os Tempos. Sério, é hiper merecido.

Algo que nos chama uma atenção extraordinária do livro é o jeito como as coisas acontecem e a escrita da Harper Lee. Ele soube transcrever emoções de uma maneira espetacular. A personagem principal tem lá seus oitos anos, então a Harper Lee fez algo com uma maestria de alguém que já está muito acostumado a escrever, que pode olhar para o mundo com diversas visões ao mesmo tempo. Ela consegue colocar a inocência de criança de Scout e ao mesmo tempo, nos mostrar o olhar normal, ou adulto, que já vimos nos outros livros. É algo que poderia ter dado muito errado, mas que felizmente deu extremamente certo.

Eu preciso dizer mais? O livro tem aquela coisa extraordinária que, mesmo que eu fosse formado em literatura e fosse o melhor resenhista do mundo eu conseguiria descrever a perfeição, o paraíso, o nirvana que é o livro.

Bem, vou tentar falar mais um pouco. Bem, ela colocou vários aspectos de uma vida normal de uma criança no livro. Diferente de outros livros em que eles se concentram apenas na aventura, aqui nos vemos uma vida de uma criança “normal”. É isso que eu prezo no livro.

Esse é o único livro da Harper Lee, e cara, ela não conseguiria escrever um livro dessa magninetude. Vale por mil.

 

Sinceras desculpas por não poder falar tanto assim do livro, mas sério, quando vocês lerem vocês vão entender. Até mais!

Meses Clássicos: A Hora da Estrela, de Clarice Lispector

Olá! Saudades do “Meses Clássicos”??Haha, ele voltou! E já adianto que não me arrependi de ler esse (li porque minha profª de Port pediu), e que o próximo será… CHARADA: TO LLIK A HALF KATNISS! Quem achar a resposta deixe nos comentários hahahaha

A hora da Estrela A Hora da Estrela

ou A Culpa é minha

ou Ela Que Se Arranje

ou O Direito Ao Grito

ou Quanto Ao Futuro

ou Lamento de um Blue

ou Ela Não Sabe Gritar

ou Uma Sensação de Perda

ou Assovio No Vento Escuro

ou Eu Não Posso Fazer Nada

ou Registro Dos Fatos Antecedentes

ou História Lacrimogênica de Cordel

ou Saí Discreta Pela Porta dos Fundos,

de Clarice Lispector, 87 págs.

Editora Rocco, 1997

A nordestina Macabéa, protagonista do livro, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perdeu seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, e se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera.

Já ouviu falar da Clarice Lispector? Não? D eonde acha que saiu a gíria da internet “(frase inteligente, boba, irônica etc) – Lispector, Fulado” ?

Minha primeira opinião sobre livro, é que (joguem pedras em mim, ou simplesmente me julguem) ele pode, até em certo mínimo ponto, ser comparável a uma versão mais fina, brasileira e clássica do livro A Culpa É Das Estrelas, do John Green. Quero dizer, tem várias filosofias comparáveis e o título é parecido, mas quem disse que as semelhanças continuam?

Clarice Lispector escreve de um jeito espetacular. Alguns momentos, você sente vergonha, raiva ou piedade da personagem principal. E até o final não sabe se o Rodrigo S.M., o pseudônimo que a Clarice criou para escrever o livro, que também é o narrador.

Os personagens são bem construídos, como eu disse lá em cima. Temos raiva e dó deles em certos momentos. E Clarice Lispector é uma mais nova integrante do time de Autores Que Sabem Mexer Nos Nossos Sentimentos.

E só o motivo do livro ser pequeno não significa que ele é ruim! A história dele é envolvente, e você lê ele em uma ou duas viagens de ônibus em um dia. (Não que eu tenha feito isso. Quero dizer, se qualquer coisa tivesse acontecido com o livro minha professora de Português [beijo ‘fessora] teria me matado)

Sobre o final? Bem, eu estava na escola, quase no horário de sair, no final da aula de Ciências. O professor deixou a gente livre, e eu terminei de ler o livo. Bem, eu quase chorei. O final é tão simples, e eu acho que é meio previsível, ms a Clarice usou uma brincadeira de palavras me que emocionou de verdade. Poxa, numa cena que nós estávamos com dó da Macabéa!

Nível de recomendação? 10 de 10!

Meses Clássicos: As Cidades Invisíveis

Finalmente, o PRIMEIRO POST DO PROJETO! \O/ TODOS CORREM!

As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino, não se pode dizer que é um fácil. Ele tem a parte de literatura/história contado/whatever, com Marco Polo conversando com Kublai Khan, o imperador da China. A os capítulos são divididos com as memórias de Marco Polo das cidades que ele visitou. E o mais incrível: essas são cidades do império de Kublai Khan, mas ele nunca viu nenhuma de suas cidades, enquanto Marco Polo visitou todas as cidades, mas é só um “visitante”. Então, quem é o verdadeiro imperador?

O livro é muito bom. A escrita do Ítalo Calvino é muito boa, e muito filosófica.Mas se tem algo estranho, é que parece cartas, os capítulos. Você não sente que ele está contando para o Kublai Khan, mas sei lá, isso ficou até que legal.

A maior diferença no nome dos capítulos são os números. Tem tipo, As Cidades e os Sonhos 5 (meu favorito :3 ) e  As Cidades e os Mortos 2 e por aí vai!

Uma coisa bem interessante é que o Marco Polo e o Kublai Khan realmente existiram! Marcos Polos, aos 17/19 anos foi à China, e Kublai Khan era o imperador da China. Agora, se foi baseado em fatos reais, eu não sei :\ eu pesquisei e pesquisei, mas não achei :\

 

Mas, acho que é isso. Obrigado, e a´te o próximo Meses Clássicos !

Projeto: Meses Clássicos

Oe! :p

Bem, hoje eu vou começar o primeiro projeto do blog: Meses Clássicos.

Como funciona? Bem, uma vez por mês, eu vou ler um livro clássico. Pode ser qualquer um. Aí eu faço a resenha dele, só que separada na TAG “Meses Clássicos, e também avisando no título.

Então, o primeiro livro vai ser “As Cidades Invisíveis”, do Italo Calvino, que eu tenho que ler para a aula de Geografia.

Até a próxima!