(Especial Oscar) Julianne Moore faz filme praticamente sozinha em Para Sempre Alice (Still Alice)

Com essas críticas especiais do Oscar 2015, descobrimos que

1) Lucena tem preguiça de perguntar quando é o Oscar

2) Lucena acha que o Oscar é em Março. Ou Maio

3) Lucena percebe que o Oscar é na semana seguinte, quando só assistiu três filmes indicados e que está de viajem e não conseguiria assistir nenhum dos outros filmes e muito menos fazer a crítica sobre eles.

Prometo melhorar no ano que vem.

Mas até que eu gostei do Oscar desse ano. Como sabem, meu filme favorito do ano passado ganhou quatro Oscars (Birdman ❤ ).

Para Sempre Alice/ Still Alice – Melhor Atriz (Indicada e vencedora)

 

119590.jpg-r_160_240-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx Para Sempre Alice/Still Alice

Direção e roteiro por: Richard Glatzer, Wash Westmoreland

Produção: Pamela Koffler e Christine Vachon

Elenco: Julianne Moore (Alice), Alec Baldwin (Dr. John), Kristen Stewart (Lydia), Kate Bosworth (Anna), Shane McRae (Charlie), Hunter Parrish (Tom)

Inspirado no romance de Lisa Genova

A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora de linguistica. Aos poucos, ela começa a esquecer certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova a a força de sua família. Enquanto a relação de Alice com o marido, John (Alec Baldwinse), fragiliza, ela e a filha Lydia  (Kristen Stewart) se aproximam.

 

Sim, meus caros. Durante a pesquisa sobre sinopse, elenco, direção, roteiro e produção, acabo descobrindo que o filme é baseado em um livro já lançado no Brasil! Se eu quero o livro? Óbvio.

Já que o filme ganhou Oscar de Melhor Atriz, eu vou começar falando disso. A Julianne Moore tá incrível no papel da Alice. O Oscar foi mais para o “conjunto da obra” da atriz, mas isso não significa que ele esteja ruim no filme. Toda a angústia, sofrimento e confusão que o personagem sente é facilmente e bem interpretado pela atriz. A atuação poderosa da atriz, junto com uma edição muito boa e um roteiro tão bom quanto com certeza foram o grande atrativo para a conquista do prêmio.

Infelizmente, eu não posso falar isso do resto do elenco. Mesmo o filme sendo praticamente em primeiro pessoa pela Alice, há algumas outras cenas com os outros personagens, que são cenas completamente apagadas. Nenhum outro personagem se destaca durante o filme, é como se fosse o primeiro filme de todos os atores, como se eles estivessem fazendo isso filme por fazer, não por se dedicaram e darem o melhor de si mesmos. Isso deixou o filme até que chatinho, e por causa disso, eu digo que se tivesse qualquer outra atriz no papel da Alice, o filme só teria um roteiro e edição bons, mas com uma péssima atuação. A Julianne Moore fez o filme praticamente sozinha, levando o filme inteiro nas costas.

Como eu disse, o roteiro está bom. Tem diversos discursos e frases de efeito, que enfatizam bastante os pensamentos da personagem em quanto á isso, sem nenhum tipo de pudor, tanto que em até certo momento, ela diz que “prefere ter câncer a alzheimer”. Mas, mesmo com esses momentos que ele se mostra bom, ele também cortou o clima em certa cena no final que nós aguardamos o filme inteiro. Era uma cena de prender a respiração, muita tensão, até que ele esse clima é totalmente cortado por uma coisa até que mesquinha, como se eles fizessem a cena e de última hora eles tivessem desistido disso e estivessem sem tempo de revisar o roteiro e colocaram a primeira coisa que eles pensaram na hora.

A edição ficou muito bem feita, com vários momentos feitos justamente para nós sentirmos na pele a confusão que a personagem sente, como na cenas em que ela vai ao banheiro e no fato de, conforme o alzheimer aumenta, simplesmente aparece uma praia atrás da casa. Junto com a atuação incrível da Julianne Moore, esses momentos mostraram que não só de falas se constrói um personagem.

 

E é isso! Infelizmente, nesse post não terá a tão famosa -Sessão Spoiler-, pois não me lembro de nenhuma cena que seja spoiler e que eu possa falar a respeito. A não ser, é claro, que eu falar “eu gostaria que, no pôster, tivesse uma borboleta” for spoiler.

Até mais! o/

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Crítica: Especial Oscar! Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) – dirigido por Alejandro González Iñárritu

Sim, agora todo sábado teremos uma crítica de um filme que está sendo indicado ao Oscar! Acho que não conseguirei assistir todos, mas se caso acontecer de eu conseguir ver todos, com certeza não vai ser possível postar as críticas deles até a cerimônia do Oscar, então, talvez eu poste de domingo.

 

Birdmanposter Birdman, ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Dirigido, escrito e produzido por Alejandro González Iñárritu

Elenco: Michael Keaton (Riggan Thomson), Edward Norton (Mike Shiner), Emma Stone (Sam Thomson), Naomy Watts (Lesley), Zach Galifianakis (Jake), Andrea Riseborough (Laura), Amy Ryan (Sylvia Thomson), Lindsay Duncan (Tabitha Dickinson), Merrit Wever (Annie), Jeremy Shamo (Ralph)

No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.

 

Birdman é uma das maiores apostas do Oscar, sendo indicado a 9 categorias (5 artísticas e 4 técnicas), junto com Grande Hotel Budapeste, com o mesmo número de indicações. E eu digo: todas as indicações que Birdman recebeu foram dignas. O filme é incrível.

Ele é gravado como se fosse um take único. Existem cortes durante o filme sim, mas são poucos e tão bem disfarçados que realmente é melhor nem gastar seu tempo procurando-os. Graças á isso, os takes são enormes e exigem bem mais dedicação e concentração dos atores, mas isso não de mostra problema, pois em momento algum a atuação de ninguém falha.

O Michael Keaton está incrível no papel de Riggan, pois durante o filme inteiro ele tem que assumir diversos papéis: do pai que não sabe o que fazer com a família, do personagem da própria peça, do artista que tem que lidar com a crítica, do diretor da peça, do fracassado, e claro, do próprio Birdman. Ele muda de faceta muito rápido, sendo que em algumas cenas ele tem que interpretar mais de uma faceta, e como dito anteriormente, ele não falha em momento algum.

O livro é, ao mesmo tempo, uma crítica e uma homenagem. Enquanto ela é uma homenagem ao cinema e ao teatro, ela é uma crítica ao público, que muitas vezes pode não entender o que está acontecendo no palco (sério, tem uma cena que minha vontade foi de entrar no filme e gritar “SEUS BURROS, SÉRIO QUE VOCÊS ACHAM ISSO?”), aos atores que se sentem apenas por ter talento e uma grande carreira, á crítica que só está interessada em si mesmo, a indústria e o público que acaba transformando atores em “atores-de-um-filme-só” (um fato interessante: o Michael Keaton fez o Batman, e depois de terminar os filmes, deu uma desaparecida. A mesma coisa que o Riggan Thomson, personagem que ele interpreta) e de todos esquecerem de que os atores, por trás da atuação, dos palcos e das câmeras, tem uma vida.

A mixagem de som também está excelente, tendo até alguns momentos icônicos, em que nós ouvimos uma bateria, e então o músico aparece tocando, e em certo momento, o protagonista até pede para ele parar de tocar, o que me lembrou muito os desenhos animados da década de 1990~2000, mas não sei se foi proposital ou não.

A única coisa ruim do filme é que o final nunca chega. Você acha que agora acaba, mas ai tem mais meia hora. Ai finalmente chega a cena final, e tem mais quinze minutos. E então, finalmente acaba. Mesmo o filme sendo incrível, isso incomoda um pouco.

Muita gente provavelmente não entendeu o final, então, aqui na sessão -Spoiler- eu irei falar um pouquinho mais sobre ele. Mas o filme é incrível, principalmente para quem vê um pouco dos bastidores desse mundo (do teatro e do cinema), o que torna o filme incrível. Me arrisco a dizer, mas ele é a minha maior aposta no Oscar, ao lado de Boyhood. (E, super injustamente, Birdman não foi indicado como Melhor Edição)

Categorias:

Melhor Filme

Melhor Ator (Michael Keaton)

Melhor Atriz Coadjuvante (Emma Stone)

Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Melhor Diretor (Alejandro González Iñárritu)

Melhor Roteiro Original (Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. e Armando Bo)

Melhor Direção de Fotografia (Emmanuel Lubezki)

Melhor Edição de Som

Melhor Mixagem de Som

E é isso. Até a próxima o/

 

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