#MLI2015 | Desenterrando Clássicos | Olhai Os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo

E essa é, FINALMENTE, A ÚNICA RESENHA SOBRE A MINHA MARATONA DE INVERNO.

ACABOU MARATONA DE INVERNO GENTE.

DEPOIS DE DOIS MESES

 

peguei lá do Ingrid Lemos pois não achei a capa do livro e achei essa fotinha linda <3
peguei lá do Ingrid Lemos, pois não achei a capa do livro e achei essa fotinha linda ❤

Olhai os Lírios do Campo

de Érico Veríssimo, 1938

Companhia das Letras, 285 págs

Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, ‘Olhai os Lírios do Campo’ é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.

Essa é a segunda obra do autor que eu leio, sendo que a primeira foi uma livro infantil. Sabe aquelas em que a página inteira é uma ilustração e, geralmente na parte de baixo, uns dois, três parágrafos bem curtinhos? Pois é, e desde essa época eu já gostei do autor. E ele não me decepcionou nem um pouco em Olhai Os Lírios do Campo.

Basicamente, o livro trata de dois temas: a esquerda política VS direita política, com foco patriarcalismo e desigualdade social, e religião/fanatismo religioso. Os dois temas foram majestosamente usados na história, o que só me fez me apaixonar mais.

Todos os personagens são aprofundados, mas o livro tem um brilho e gira em torno, especialmente, da personagem Olívia. A Olívia tem uma visão maravilhosa de mundo, e é aquele tipo de pessoa que a gente gostaria que fosse de verdade, sabe? Ela é simplesmente maravilhosa, e a mudança que ela faz no Eugênio é inacreditável.

E agora, falando do personagem “principal” (OLIVIA PARA PRESIDENTE), nós conhecemos o Eugênio bem cedo e vamos acompanhando toda a vida dele, e é a base do livro. O autor não nos coloca na vida dele e coloca tudo por cima: ficamos íntimos do Eugênio, como se fossemos longos melhores amigos de infância ao qual ele confia extremamente tudo. É incrível ver o quanto ele se molda ao longo do livro, principalmente após a segunda parte.

O livro tem discussão política atrás de discussão política, o que faz o leitor parar para pensar. Realmente não sei como alguém consegue ler o livro e depois não ceder a esquerda política. As críticas sociais são gritantes, principalmente nas cenas do Megatério, que é uma crítica gigantesca (ops, trocadilho) aos capitalistas.

A desigualdade social é a mais recorrente, principalmente na presença de um personagem capitalista e de um personagem judeu, que tem um romance com a filha do capitalista, num estilo Romeu e Julieta – ninguém os aprova. As ações humanitárias de Eugênio contra os desejos gananciosos de todos os personagens do “círculo de amigos” dele formam um contraste gigantesco, visto que todos nasceram em berço de ouro e ele, na parte mais pobre da cidade.

A escrita do Érico Veríssimo é, em comparação a outros clássicos brasileiros, bem “rasa” por mais que eu não tenha a achado fluida. Na verdade, esse foi o único empecilho ao decorrer do livro, além da folha branca. De resto, achei o livro simplesmente maravilhoso.

 

Peguei a imagem lá no blog Ingrid Lemos!

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Desenterrando Clássicos #MLI2015 | Psicose, de Robert Bloch

Olá!

Primeiramente: DESCULPA POR NÃO TER POST SEMANA PASSADA.

Mas gente, eu tava com dois trabalhos pra fazer e ainda tive retiro de jovens na Igreja, então eu não tinha nem tempo pra respirar. E eu só estou postando hoje pois sei que amanhã também não vou conseguir postar nada sobre cinema. Desculpa aí :\

E segundo: Lembram-se do Meses Clássicos? Pois é, eu acabei percebendo que 1) eu não estava lendo um clássico por mês e 2) vai que em um mês eu leio dois clássicos e tenho que deixar a resenha para o próximo mês?

Então, em homenagem ao box de livros da Darkside, que contém três clássicos, eu dou novo nome á minhas resenhas de clássicos: Desenterrando Clássicos! \o/ (Darkside, caso tenham algum problema com o nome, podem dar um toque que eu troco c: )

Mas enfim, vamos para a resenha?

ÍndicePsicose

de Robert Bloch, 1959

Darkside, 240 págs

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

O livro já começa em grande promessa. O que instigou Hitchcok, um dos maiores diretores de todos os tempos, a querer gastar uma fortuna fazendo o filme e comprando todos os exemplares? Me sinto feliz em dizer que a promessa não decepciona.

O que eu mais gostei foi do livro fluir muito bem. Eu mesmo li ele em menos de um dia (tá, estava no carro numa viagem de dois dias e meia, mas acho que conta), ou seja, numa sentada só. A escrita é bem simples e, mesmo nós sabendo tudo sobre crime do livro, o leitor fica interessado em saber como os personagens chegaram lá.

E a última frase praticamente descreve o livro. Não sei se isso é pela geração que eu estou ou se é algo recorrente desde que esse livro foi lançado, mas eu achei ele previsível demais. Eu adivinhei metade do final e por isso estava achando que o livro não era tudo isso, mas depois eu percebi que o que interessava era a maneira como os personagens chegaram até o final, além dos eventos no final para os personagens soubessem de tudo e nós recebêssemos mais informações. Mesmo assim, algumas poucas coisas conseguiram me surpreender no final.

O tem quatro narrados: o Norman Bates, dono do Bates Motel, Marion Crane, a moça da cena da banheira, Lila Crane, irmã de Marion, e Sam Loomis, sendo que esses dois últimos dividem alguns capítulos. Marion tem uns dois capítulos, os dois muitíssimo importantes para a história, já que se tratam dos dois acontecimentos que fazem a história andar: a fuga dela e o próprio assassinato. Por motivos óbvios, os capítulos de Norman são bem perturbados, com a figura da Mãe sempre em cima dele, além de diversas dicas de como ele realmente possa ser. Também são poucos os capítulos dele, mas foram os que mais me interessaram, diferente dos de Lila e Sam, que praticamente fazem um casal (no sentido romântico) até um pouco desnecessário.

O livro discute muito sobre a natureza humana. Seja em diálogos de Sam e Marion ou nos capítulos de Norman, esse tema está sempre recorrente, de diversas maneiras. O final é bem amarrado e satisfaz. (e eu realmente me pergunto como que fizeram as continuações para o cinema)

Psicose é um livro clássico que trata de um suspense de uma maneira que prende o leitor, mesmo que, graças aos tempos da literatura atual, fique bem previsível.

 

Obrigado por ler até aqui! Até mais o/

 

Resenha #MLI2015 | Roverandom, de J. R. R. Tolkien

Olá! Tudo bem com você?

roverandom

Roverandom

de J. R. R. Tolkien, 1998

Editora WMF Martins Fontes, 70 págs

Em 1925, durante as férias, o pequeno Michael Tolkien perdeu, na praia, um cãozinho de brinquedo que ele adorava. Para consolá-lo, o pai, J. R. R. Tolkien, inventou uma história sobre um cachorro de verdade que é transformado em brinquedo por um mago e enviado por um ‘feiticeiro-da-areia’ à Lua e ao fundo do mar. Mais de 70 anos depois, as aventuras do cachorro Rover, também conhecido pelo nome de ‘Roverandom’, foram publicadas na Inglaterra. Elas foram organizadas a partir do texto original por Christina Scull e Wayne G. Hammond.

A coisa que mais me chamou atenção foi o jeito com que o livro foi concebido. O cachorrinho de brinquedo do filho de Tolkien se perdeu na praia, e então ele começou a contar a história sobre um cachorro que vira um brinquedo e depois se perde na praia. Isso me chamou a atenção pois mostrou o quanto a história era despretensiosa, e foi algo que ela conseguiu manter até o final.

Eu sempre digo para as pessoas começarem a ler Tolkien com O Hobbit, mas Roverandom ganhou o posto. A leitura é simples demais, e o número de páginas só ajuda, além das lindíssimas ilustrações que aparecem de vez em quando. A leitura é feita especialmente para crianças, tanto que eu a recomendo fortemente para ler aos seus alunos, filhos, primos e qualquer outra criança na hora de dormir.

Por ter essa ambição de ser uma história para crianças, a narrativa só se preocupa em contar uma história empolgante e divertida para o leitor. Caso você tenha lido minha primeira Coluna Indicativa, sabe a minha opinião sobre crianças lendo fantasia, já deve imaginar que esse livro é perfeito para fazer a criança cair de cabeça na leitura: dois universos fantásticos inteiros para serem explorados!

A história ainda é muito improvável, nunca podendo ser preditada, algo parecido com O Guia do Mochileiro das Galáxias, o que se junta com as poucas páginas do livro, fazendo com que a leitura seja rápida e prazerosa.

 

E é isso! Altamente recomendada a leitura de todo mundo que esteja a fim de ler algo mais leve e divertido, e principalmente pra quem quer começar a ler Tolkien!

Obrigado por ler até aqui, e até mais o/

Resenha| City of Thieves, de Daniel Benioff

E EU LI MEU PRIMEIRO LIVRO EM INGLÊS! EU TÔ MUITO ORGULHOSO DE EU MESMO.

Obrigado blog Sem Serifa (quem acompanha o AP sabe que eu AMO esse blog!) por ter feito o sorteio e eu ter ganhado!

Aliás, oi gente! Tudo bem? Já leram algum livro em inglês? Conta pra mim a experiência nos comentários!

capacity City of Thives

de Daniv Benioff, 2009

A Plume Books, 258 páginas

 Um jovem escritor, convidado para escrever um ensaio autobiográfico, decide trocar o relato de sua própria vida, “intensamente maçante”, pela história do avô, que combateu os alemães durante o cerco a Leningrado, na Segunda Guerra Mundial.
Relutante, o avô aceita contar, pela primeira vez, o que ocorreu naqueles dias: uma odisséia de dois jovens determinados a sobreviver a todo custo, em meio ao frio, à fome, à loucura dos oficiais russos e ao perigo iminente do Exército alemão.
Lev Beniov, protagonista deste romance que tem como pano de fundo eventos marcantes da História contemporânea, é um jovem tímido e solitário. Preso pelos russos por não respeitar o toque de recolher, acaba dividindo a cela com Kolya, um rapaz carismático, acusado de abandonar a frente de batalha. Para que não sejam executados, os dois recebem de um coronel uma missão aparentemente impossível: encontrar, na cidade gelada e sem alimentos, uma dúzia de ovos para que a filha do oficial tenha um bolo de casamento decente.
Esse é o início de uma jornada às mais perigosas zonas de guerra – povoadas por canibais, prostitutas, crianças esfomeadas e implacáveis nazistas -, mas que os leva a conhecer o valor da verdadeira amizade e, no caso de Lev, à descoberta do primeiro amor.

(sinopse da edição em português)

Como foi meu primeiro livro em inglês, eu quero falar rapidinho como foi a experiência, já que esse não é o foco da resenha: num resultado final, entendi uns 75% do livro. Admito que o começo foi mais fácil, e conforme o livro ia avançando, as palavras desconhecidas aumentavam. Eu usei algumas vezes a técnica de “descobrir o significado pelo contexto”, mas não foi sempre que funcionou. Mesmo tendo parágrafos em que eu não entendia quase nada, o que eu conseguia entender era o suficiente para saber o que estava acontecendo. Mas gostei de ler em outro idioma, mas algumas horas realmente ficou muito cansativo. Já tinha lido várias dicas na internet, e uma que me ajudou bastante foi: não leia traduzindo.

Mas voltando a resenha em si.

Eu sou um eterno apaixonado por livros ou qualquer coisa sobre a Segunda Guerra Mundial, e isso é algo que é perceptível pela minha lista de livros favoritos. (o meu Top 3 é coroado por O Diário de Anne Frank) Eu também gosto muito de livros YA, mas quando vi a junção desses dois eu já fiquei com um pé atrás da orelha. Graças as minhas últimas leituras do gênero, Homem-Máquina e a prova de A Playlist de Hayden, eu vi como o gênero poderia destruir completamente um ótimo tema. E, graças aos céus, isso não aconteceu aqui.

Enquanto em outros livros o romance característico do YA está presente no livro inteiro, aqui ele apenas aparece mais para o final e é sim relevante, mas não é o ponto central da história. O livro não perde o que quer passar por um simples romance.

O livro se preocupa muito em mostrar como o era a vida dentro de Leningrado durante o cerco. Logo no começo, teve uma parte interessantíssima em que o Lev mostra duas teorias em que os moradores da cidade criaram: como estava tendo racionamento de comida e ela poderia acabar a qualquer momento, ou os gordos iriam sobreviver por terem gordura acumulado ou os magros sobreviveriam pois aguentam mais tempo sem comer. Informações sobre a vida em Leningrado tomam boa parte do livro e eu amei isso, já que amo conhecer mais sobre a Segunda Guerra.

E em meio a Segunda Guerra, o autor ainda encontra tempo para falar um pouco da adolescência. Aquela confusão por estar quase entrando no mundo adulto, sobre desejos, sobre aquele orgulho de “eu não sou mais criança”, sobre tudo. Vemos o quanto o Lev e o Kolya se entrosam durante o livro, e é incrível a mudança que ocorrem em eles, com um aprendendo com o outro durante a aventura.

Outra coisa que eu AMEI foram as mulheres representadas. A avó do jornalista do começo da história simplesmente se recuso a cozinhar, e Vika, uma soldado que aparece durante o livro, é a mais habilidosa sniper de toda Leningrado, valendo por diversos soldados.

Pode até parecer que o livro é pesado por isso, mas acontece exatamente o contrário. Ele tem pouquíssimas cenas “pesadas”, mas que nem são tanto assim, além de que o humor é impecável. Admito que me sentia orgulhoso sempre que entendia uma piada.

Não que eu seja a melhor pessoa do mundo para falar sobre isso, mas a escrita do David Benioff é boa. Tiveram alguns pontos em que eu me arrastei para ler, mas acredito ser mais por eu não estar acostumado com o idioma do que por qualquer outra coisa, então o ritmo do livro corre bem. A história ocorre em uma semana, e nem por isso ela tenta encher linguiça ou fazer tudo o mais rápido possível. Um jornal disse que o livro estava escrito de um jeito “cinematográfico”, mas não “enxergar” esse lado cinematográfico apontado, mas não é um argumento incoerente, já que o David Benioff também é roteirista. (seu trabalho mais conhecido é Game of Thrones)

 

E é isso! Caso você saiba o básico de inglês, eu recomendo o livro, por mais que não vá ser a experiência mais fácil da sua vida. Mas, caso você opte pela versão em português, não fique com medo que eu recomendo o livro mesmo assim.

Até mais o/

 

Resenha| A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, de Stephenie Meyer (Conto)

Para fechar meu ciclo de leitura da Saga Crepúsculo, aqui está a resenha do spin-off da série! Aliás, esse livro é um conto.

 

box-saga-crepusculo-5-livros--7972-MLB5300225149_102013-O A Breve Segunda Vida de Bree Tanner/The Short Second Life Of Bree Tanner

Stephenie Meyer, 2010

Editora Intrínseca, 191 páginas

ISBN-13: 9788598078809

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner – Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga.

Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.

Assim que terminei Eclipse, fiquei ansiosíssimo para ler esse, mas me controlei e li Amanhecer antes. O principal motivo foi o fato de eu poder aprender mais sobre os vampiros da Stephenie Meyer, principalmente sobre os recém-criados, já que eles não são explorados nem em Eclipse e muito pouco em Amanhecer, só algumas partes em que a Bella focava sobre a sede, mas nada que chegasse perto da construção desse livro.

O livro é bem construído, e por ser um conto e por não estar no ponto de vista da Bella, senti uma mudança de narrativa. A principal mudança é que a Bree não narra falando palavras para deixar o texto pomposo. Mas, pelo fato do livro ser um conto, eu não senti a leitura fluir tanto, e também pelo fato de estranhar a escrita da Meyer, por mais que não esteja ruim, só poderia estar melhor.

Ele explora bastante a vida dos recém-criados, sempre focando na sede e no medo. Um momento interessante do livro é quando a Bree está com o Diego e ele começa a questionar se deixar a luz do sol tocar a pele é tão perigoso quanto o líder deles diz, até que ele vai por conta própria descobrir. Todo mundo sabe que, nesse universo, não é nada perigoso os vampiros ficarem na luz do sol, mas é interessante ver essa pequena alienação, pois realmente nos faz pensar que nem todos os vampiros são criados com um Cullen ao lado para ajudar eles.

A Bree é bem construída, e os outros dois personagens que tem aparições mais especiais também, mas não quanto. Um romance até começa a surgir, mas felizmente perde espaço, o que eu tomei como algo positivo.

Ao final, o livro é bom apenas para as pessoas que se interessarem pelo universo criado pela autora. Se você estiver aqui procurando algo para matar a saudade da história de Bella e Edward, você não conseguirá matar essa saudade, por mais que os dois apareçam na história.

É isso, e até mais o/

Resenha: Homem-Máquina, de Max Barry

Olá! Agora o PEDA acabou, meu recesso acabou, acabou a moleza!

 

homem-maquina-1 Homem-Máquina (Machine-Man)

de Max Barry, 2012

Editora Intrínseca, págs

Charles Neumann é engenheiro e trabalha em um sofisticado laboratório de pesquisas. Ele não tem amigos ou qualquer tipo de habilidade social, e ama máquinas e tecnologia. Por isso, quando perde uma das pernas em um acidente de trabalho, Charlie não encara a situação como uma tragédia, e sim como uma oportunidade. Ele sempre achou que o frágil corpo humano poderia ser aperfeiçoado, e então decide colocar em prática algumas ideias. E começa a construir partes. Partes mecânicas. Partes melhores. A especialista em próteses Lola Shanks é apaixonada por membros e órgãos artificiais. Quando conhece Charlie, ela fica fascinada com a possibilidade de ter encontrado um homem capaz de produzir um corpo totalmente mecânico. Mas as outras pessoas acham que ele é um louco. Ou um produto. Ou uma arma. Em uma sátira sobre como a sociedade se tornou tão dependente da tecnologia, Homem-máquina narra a estranha e divertida jornada de um homem em busca do autoaprimoramento. Aclamado entre os fãs de ficção científica, Max Barry inicialmente publicou uma versão seriada de Homem-máquina em seu site na internet e incorporou comentários e sugestões dos leitores à narrativa.

 

O primeiro capítulo é excepcional. O autor nos apresenta ao protagonista que acabou de perder o celular, e que sai ás pressas e desesperado para achá-lo, e é nisso que acontece o que move toda a história. O livro nos atrai pela sinopse, pela capa, pela maneira que foi escrita e pelo primeiro capítulo e pela promessa de um bom capítulo, mas isso infelizmente se perde durante o resto do livro.

Primeiro que o Max Barry estava realmente decidido a pegar uma excelente ideia e transformá-la num YA. Sério, além da Lola e do Charles não terem química nenhuma, mas cenas de romance dos dois também são péssimas. Pelo menos, os dois foram bem-explorados. Eu gostei mais da Lola do que do Charles, e admito que, sabendo da história da Lola, eu quase soltei algumas lágrimas, além de ter sentido raiva do Charles durante quase o livro inteiro.

A escrita do Max Barry é boa, mas não salva o livro, nem chega a ser um ponto forte. O que eu consideraria ser isso seria as (poucas) explicações científicas e flashbacks que aparecem, mas, mesmo assim, o livro raramente te prende, por mais que tenha algumas reviravoltas que só te aguçam no momento.

O final foi bem mediano. Ele tem a intenção de mostrar o quanto as pessoas acabam se importando além do necessário pela tecnologia (e outras coisas), que as levam a fazer “loucuras” por isso, mas do jeito que isso foi explorada, eu realmente não gostei e acho que poderia ter sido de uma maneira completamente diferente, além de que o autor quis colocar cenas de ação que não funcionam. Mas, pelo menos, o epílogo é a coisa que chega mais perto de “salvação” do livro.

O livro foi escrito com diversas ideias dos leitores, já que o Max postava uma página por dia, mas, infelizmente, eu não vi como isso conseguiu chegar perto de ajudar o autor a fazer um bom livro. Na verdade, o segredo do livro é não lê-lo sem expectativa (sem imaginar um Eu, Robô do Isaac Azimov), se preparando para se decepcionar algumas vezes.

 

É isso. Até mais! o/

Resenha: Como Falar Com Um Viúvo, de Jonathan Trooper

Olá! Bem, há algumas semanas, teve a Black Night, e como eu sou do tipo que aproveita promoções, obviamente eu comprei dois livros! No caso, foram esse e Homem-Máquina, (que estou lendo)

download (1) Como Falar Com Um Viúvo

de Jonathan Trooper, 2007

Editora Arqueiro, 271 págs

ISBN: 9 788599 296622

Doug Parker não foi um aluno brilhante, não conseguiu entrar para nenhuma universidade de prestígio e era demitido dos empregos de redator com relativa frequência. Enfim, não levava nada muito a sério até conhecer Hailey, bonita, inteligente e cerca de 10 anos mais velha que ele.

Quando os dois se casam, Doug deixa para trás a descompromissada vida de solteiro e se dedica a esse amor, acreditando finalmente ter encontrado seu rumo. Mas, dois anos depois, Hailey morre em um acidente de avião e tudo perde o sentido.

Tentando lidar com o luto, Doug passa a escrever uma coluna chamada “Como falar com um viúvo”, em que desabafa sua dor, relata a dificuldade de expressar seus sentimentos e se lembra da esposa de maneira sincera e cativante. A coluna se torna um grande sucesso – algo com que ele sempre sonhou – só que, infelizmente, no momento errado.

Em meio a seu drama, Doug se vê às voltas com o enteado rebelde e a irmã gêmea que se mudou para sua casa decidida a fazê-lo voltar a se relacionar com outras mulheres. E então nada mais é como antes: sua vida passa a se desenrolar em uma divertida sucessão de encontros desventurados e insólitas confusões familiares.

Entre tropeços, atropelos e as mais loucas situações, Doug começa a tocar sua vida, ainda que não saiba muito bem para onde. Afinal, muitas vezes o melhor a fazer é seguir em frente.

Logo que começamos o livro, nós já temos ideia do que ele é: um livro simplesmente feito para causar diversão. Temos momentos cômico, sejam de diálogos ou de ironia do Doug, temos momentos trágicos. O livro nos diverte do começo ao fim, e esse é o único propósito dele.

É claro, existem diversas cenas que se o livro fosse mais focado nelas, o livro poderia virar aqueles livros de conflitos familiares de mais de 500 páginas. Mas não vira. Além de momentos muito bons, a escrita do autor também é boa, e eu quase deixei escapar uma lágrima durante certa cena.

Como estou falando á três parágrafos, o livro diverte de diversas maneiras. Seja das confusões familiares, sejam das ironias da vida do Doug, seja dos conflitos amorosos. O livro, em momento algum deve ser levado á sério. Por mais que, confidencio eu, ficaria muito melhor se ele se concentrasse mais nos conflitos familiares do que nos amorosos.

A capa é linda, e admito que só comprei por ela. (e pelo preço. R$1,80! Uma pechincha!) A Sextante fez um bom trabalho em edição, revisão, diagramação e capa.

 

Até a próxima!

Resenha: Will e Will – de John Green e David Levithan

Olá! A quanto tempo estamos sem resenhas do Tio Verde, não é?

 

url Will & Will – Um Nome, Um Destino

de David Levithan e John Green, 2010 (BR: 2014)

Editora Galera Record, 348 págs

– Quem é você?

Eu me levanto e respondo:

– Hã, eu sou Will Grayson.

– W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? – pergunta, soletrando impossivelmente rápido.

– Hã. Sim – digo. – Por que a pergunta?

O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada, como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele.

Então finalmente diz:

– Porque eu também sou Will Grayson.

 

Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso com temperadas doses maciças de comédia.Prepare-se para o universo de Will & Will. E para pérolas de sabedora que irão mudar sua vida… ou pelo menos aumentar seu número de curtidas no Facebook.

 

Não é novidade nenhuma de que um dos meus autores favoritos é o John Green, e que o David Levithan, desde Todo Dia (e que eu vi hoje QUE GRAÇAS AO NOSSO SENHOR DEUS VAI SAIR CONTINUAÇÃO, POIS É IMPOSSÍVEL ALGUÉM SE CONFORMAR COM AQUELE FINAL. Tá, desculpa o ataque), tem tudo para virar um dos meus autores favoritos. Então, eu conheço Will & Will e eu me vejo num mar de felicidade com a reunião de dois autores que eu aprecio tanto.

Num primeiro momento, eu não gostei tanto assim do Will do John. Não sabia se era ele ou se era Tiny Cooper, que, por mais que na verdade ele seja o verdadeiro protagonista do livro, me pareceu um completo poço de inutilidade “mais” clichê “mais” “algo para tornar ele diferente, mas os dois outros pontos são mais importantes, então deixa quieto”. Como eu estava errado. Ao longo da narrativa, os personagens mudam muito drasticamente, e nos sentimos como essa mudança acontece. E é impossível não se identificar com Tiny Cooper e todas as suas decepções amorosas. Por mais que isso não se mostre no livro, é perceptível ver que Tiny Cooper quer pertencer, e esse é um desejo que quase todos nós temos.

Justamente por conta dessa evolução dos personagens e do jeito que nós vamos conhecendo mais eles, o livro vai melhorando conforme nós avançamos, e o desgosto que eu tive por ele logo no começo se acabou logo na página 50, pelo menos com o desgosto com o Will do John, pois eu gostei logo de cara do Will do Levithan.

Por mais que eu tenha gostado mais do Will do Levithan, eu realmente senti que ele poderia ser mais explorado. Em Todo Dia, Levithan coloca um personagem depressivo e o capítulo desse personagem é uma coisa muito agoniante, o que me deixou ansioso para ver como ele iria tratar do Will. Bem, foi extremamente diferente. Tinha esse problema, mas ele toda hora contornava isso com outra coisa, sendo que isso poderia ter rendido frutos e um livro até mais interessante ainda. Só foi explorado de duas maneiras, sendo que uma era o fato de que os capítulos desse Will serem sempre com letra maiúscula e com os diálogos com o nome da pessoa em frente da fala, quase como um roteiro. Desculpem-me, mas todas as vezes que ele tocava nesse assunto, eu não sentia nada diferente ao ler postagem de depressiva-attwhore no Facebook.

John Green e David Levithan escrevem super bem, tanto que, como sempre digo do John, e gostaria muito de falar isso do Levithan, acho desnecessário me alongar nisso. Os dois são conhecidos por frases filosóficas lindas, e isso é o que não falta nesse livro. É impossível não gastar post-it com eles.

O final também é muito bom. É um final louco, mas foi tão bem-feito e tão louco e tão improvável, que eu me deixei levar pela regra em-livro-pode-tudo. Mas quero dizer, esse não é um livro sobre improbabilidades? É impossível terminar ele sem ter um sorriso gigante estampado na cara.

A última edição tem uma capa bonita, por mais que eu prefira a capa da primeira edição brasileira, por mais que eu prefira a capa brilhante americana. Ele está bem revisado e a diagramação está boa, por mais que eu tenha encontrado incontáveis erros de edição ao longo de todo o livro, não sei se é com apenas o meu exemplar ou se é algo dessa reimpressão (já que o livro já tem 13 reimpressões). Poxa gráfica, mais cuidado, viu?

 

É isso! Uma recomendação de um livro belíssimo, que acho justo todos verem. Até mais!

Resenha: Magisterium #1 O Desafio de Ferro – de Cassandra Clare Holly Black

Olá gente! Tudo bem?

 

 

Magisterium-O-Desafio-De-Ferro-Cassandra-Clare-Holly-Black-Selo-Irado-Novo-Conceito-MLNET  Magisterium #1 O Desafio de Ferro

de Cassandra Clare e Holly Black, 2014

Selo #Irado, Editora Novo Conceito, 381 págs

A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar.

Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior… mas falha em seu plano de falhar.

Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro.

A gente já lê a sinopse e se depara com originalidade. Geralmente, o protagonista não sabe da tal instituição onde irá estudar, nem sabe o que é de verdade, e quando chega lá, não quer nunca mais sair. Acontece justamente o contrário com o protagonista, Callum Hunt: ele sabe da tal instituição onde irá estudar, ele sabe o que é de verdade (se eu falar que ele não sabe, é spoiler? Acho que não), e quando chega lá, quer sair o mais rápido possível. E isso foi um pontinho positivo para o livro.

Não foi apenas isso. Fica estranho, mas eu não tenho palavras para descrever a grande revelação que temos no final. É sério, minha boca está boquiaberta até agora. Durante o livro, você só tem duas dicas de que pode ser isso, mas em momento algum passa na sua cabeça isso. Sério, o livro ganhou mil pontinho só por essa informação que ferrou os próximos quatro livros inteiros. Sério, o livro merece algum Livro Infanto-Juvenil do Ano só por causa disso.

A escrita tá bem gostosa e flui muitíssimo bem, além de nunca ficar parado. Eu nunca tinha lido nada além de o primeiro livro de As Crônicas de Spiderwick, da Holly, e os primeiros capítulos de Cidade dos Ossos, da Cassandra, mas mesmo assim, o quesito escrita ficou muito bom. Muita gente que conhece o trabalho das duas dizem que é praticamente impossível distinguir o que foi escrito por quem, além de que no processo de rascunho, uma escrevia, então a outra revisava e por ai em diante. Achei uma maneira bem interessante de escrita em conjunto.

O fato do Callum sempre ter uma deficiência foi algo bastante explorado no livro, e eu gostei bastante disso. Quantos leitores não tem a mesma deficiência que ele e se identificaram? Isso trouxe uma identificação com o personagem, além de que ele é bastante aprofundado durante o livro, junto com Tamara e Aaron. Esse fato já mostra que a série vai ser no estilo de Harry Potter: o leitor vai crescendo junto com os livros, e é um fato que eu gosto muito. Mal posso esperar para ler o quinto livro (pera, até lançar o quinto eu terei… 17! Chocado) e ver as diferenças nos personagens (e em mim mesmo) dos últimos cinco anos.

O livro trata de magia, e eu adorei o jeito como elas trataram do assunto ficou muito bom. Fazer magia elemental para ter acesso a outros tipos de magia e todo o resto da mitologia ficou muito bom.

Juntando tudo isso, nós temos um livro muito legal (me arrisco a dizer #Irado mesmo, haha) que te prende do começo ao fim (eu li o livro em dois dias, simplesmente por que não conseguia soltar ele da minha mão), além de um final espetacular (não sei se serei capaz de ler um livro com um final igual), uma escrita muito gostosa e um enredo muito bem explorado. Super recomendado!

 

Até a próxima! o/

Resenha: Starters, de Lissa Price

Heey!

 

9788581630144 Starters

de Lissa Price, 2012

Editora Novo Conceito, 368 págs

ISBN: 9788581630144

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbador em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…

 

Algo que a já me chamou a atenção, logo nos agradecimentos, foi a escrita da Lissa Price. A escrita e a imaginação dela se juntam de forma perfeita, e, no momento em que eu percebi isso, eu já percebi que eu tinha nas mãos um livro que não seria ruim, pelo menos não na parte de escrita. E eu estava certo, mas ele não foi bom apenas pela escrita.

Além dessa escrita maravilhosa, eu ressalto o quando o estilo de narrativa dela é diferente. Ao invés de a gente entrar na história conhecendo o cotidiano da Callie até ela ir para a Prime Destinations, já começamos com ela no prédio da Prime, mostrando que o livro começaria já com o chamado á jornada (se você conhece a Jornada do Herói Mitológico, você me entendeu. Caso não conheça, vou deixar um vídeo ótimo que explica ela no final do post), e nós vamos conhecer o “cotidiano” da protagonista ao longo do livro. Eu gostei disso, pois mostrou que a autora não tem medo já jogar tudo para a gente, sem criar um terreno para nos prepararmos para ela. Ela não quis uma preparação para entendermos como a história dela funciona, ela simplesmente foi lá e jogou em nós.

O que nos leva a outro ponto, de que sempre existe uma reviravolta. Ter muitas reviravoltas em uma história pode dar terrivelmente errado, mas assim como também pode dar terrivelmente bem, e foi com a última opção que ela resolveu trabalhar. Graças á essas reviravoltas, é praticamente impossível não engolir o livro sem vergonha alguma, pois é impossível de largar ele. Eu admito que eu tinha aula no dia seguinte mas ficava até quase meia noite e meia lendo, pois existia um imã que me impedia de soltá-lo! (Que minha mãe nunca leia essa resenha, amém)

Falando em reviravoltas, você lê o livro pensando que ele fica muito bem resolvido, e que a continuação (que já foi lançada!) é até desnecessário, até chegar ao final. O final tem a tão grande reviravolta que, sério, me deixou boquiaberto, além de que a autora criou uma tensão antes dessa última reviravolta que só nos destruiu ainda mais. Resumindo, o final é de tirar o fôlego e que é impossível esperar pela continuação.

Os personagens são bem construídos, principalmente a Callie. Apenas senti falta de uma explicação maior da doença de seu irmão, Tyler. A doença existe, está lá, mas ela é não é explorada em momento algum, e isso poderia ser bem mais explorado. Pode ser considerada a única “falha” do livro.

A história mostra muito bem o psicológico da protagonista. Claro, não é nenhum A Esperança da vida em questões psicológicas, mas o psicológico dela tá ali e bem retratado. A caracterização do cenário não foi tão explorada assim, mas nem vejo tanto necessidade, já que a história sem ambienta em Beverly Hills que sofreu pouca ou nenhuma modificação da atual, por mais que tenha a tal da Guerra dos Esporos que aconteceu antes da história começar. Aliás, seria super interessante algo sobre essa Guerra, pois ela foi mal explorada e daria um ótimo livro de ficção científica, pois a ideia de uma Guerra em que a maior arma são esporos é realmente interessante.

E é isso! Um livro onde a autora não tem medo de se arriscar, de deixar o leitor com raiva e de jogar tudo na nossa cara e ainda gostar da nossa cara de “quero mais”. Um livro incrível, recomendado para todos!

É isso! Até mais o/

Vídeo: A Jornada do Herói Descomplicada em 12 Passos – Cabine Literária