Especial| A Saga Crepúsculo, por Stephenie Meyer

Olá! Tudo bem com vocês?

 

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A Saga Crepúsculo: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer

Stephenie Meyer

Intrínseca, 2013 (edição de colecionador)

Não acho que exista a necessidade de me alongar na história da série. Todos sabem que é o triângulo amoroso entre uma humana, um vampiro e um lobisomem.

Será?

Os dois primeiros livros, Crepúsculo e Lua Nova, se preocupam muito mais um mostrar um romance do que qualquer coisa, pelo menos até o final do segundo livro.

E eu admito, eu me diverti lendo a maior parte da série. Eu gostei bastante do primeiro livro, achei uma história de amor legal e que servia para relaxar um pouco. Não é nenhum … E o Vento Levou da vida, mas como história de amor e livro light, funciona. A escrita da autora é cheia de gracejos, e ela explora bastante o passado, falando de como foi a transformação e vida até presente momento de Carlisle e Edward. Parece ser enfadonho, mas foram as melhores partes do livro.

O que infelizmente não acontece em Lua Nova. O livro inteiro é arrastado, com a autora tentando criar um clima de desespero e depressão, mas o único desespero é o de terminar logo o livro por não aguentar mais e depressão por ter gastado dinheiro com aquele livro. A história só fica legal e interessante ao final do livro, por isso que eu digo que esse livro poderia ser resumido para ficar no final do primeiro ou no começo do terceiro, ou em um livro com menos de 150 páginas.

Aí chega o terceiro livro. Comecei a ler já esperando um desapontamento, mas me surpreendi. O livro sai do legal para o interessante. Lembra que eu disse que a série se concentrava no triângulo amoroso só nos primeiros dois livros? Então, no terceiro o foco ainda é o romance, mas ele perde muito espaço para a criação de universo. São várias e várias páginas explicando o passado dos lobisomens quileutes, da Rosalie, do Jasper, das guerras dos vampiros do sul e dos recém-criados. São partes excelentes, que me fizeram gostar muito do livro. Eu só não o adorei pelo romance, que, como uma herança do último livro, fica enfadonho e chato. Ninguém é obrigado a ver juras de amor eterno a cada frase. Tirando o primeiro volume da saga, o romance dela é decadente, do tipo que faz você preferir ficar solteiro do que ter que ter um amor parecido.

E então chega, finalmente, o último livro. Eu já tinha visto o filme, a segunda parte, e a lembrança de ter gostado do filme e de ter me surpreendido positivamente com Eclipse me fizeram ler o livro com expectativa, que felizmente foram bem atendidas. O livro praticamente descarta todo o romance que era esperado, se dedicando a mostrar todos os detalhes que apenas um vampiro sente (dica: a série é narrada em primeira pessoa pela Bella), além de diversas lendas e criação de tensão e expectativa que funcionaram muito bem. A autora acertou no meio do alvo ao deixar todo o romance para as últimas cinco páginas (que aliás, foram as únicas partes legais de romance na saga desde o primeiro livro), e deixar todo o resto se virar dentre o mundo de fantasia criado.

Ela explica muito bem todo o universo criado. Tirando o fato dos vampiros brilharem (o que ainda não fez sentido nenhum pra mim, mesmo tendo lido A Breve Segunda Vida de Bree Tanner), a mitologia criado é muito boa, e parece ser muito maior do que o mostrado na série, já que no último livro eles citam duas espécies diferentes de lobisomens. Ou seja, a série da Stephenie ganha pontinhos por ser uma fantasiam muito bem criada e explicada.

O que destrói a série mesmo é o romance, que deveria ser o ponto forte. Mas ele é tão forçado e tão (realmente não existe outra palavra para descrever) mimizento que eu não acredito que exista alma que aguente.

Afinal, a Saga Crepúsculo não é a melhor série do mundo, mas cumpre o papel de divertir o leitor, além de ser indicada para quem consegue ignorar todo o romance e se concentrar apenas na fantasia. Ou para quem gosta de romance mimizento mesmo.

E caso queiram saber, sim, eu comprei a edição de colecionador. Não lembro de nenhum erro de impressão ou ortográfico (nem parece a mesma editora que lançou Os Heróis do Olimpo super mal revisado), além de que as capas são bonitas e as folhas amarelas. Uma pena que a edição é econômica, assim com o papel da capa sendo muito molenga e sem orelhas, mas nada que interfira na leitura. Mas se você se importa com a aparência dos livros, recomendo comprar a edição normal e deixar a de colecionador para enfeitar a estante.

Até mais o/

Resenha| A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, de Stephenie Meyer (Conto)

Para fechar meu ciclo de leitura da Saga Crepúsculo, aqui está a resenha do spin-off da série! Aliás, esse livro é um conto.

 

box-saga-crepusculo-5-livros--7972-MLB5300225149_102013-O A Breve Segunda Vida de Bree Tanner/The Short Second Life Of Bree Tanner

Stephenie Meyer, 2010

Editora Intrínseca, 191 páginas

ISBN-13: 9788598078809

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner – Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga.

Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.

Assim que terminei Eclipse, fiquei ansiosíssimo para ler esse, mas me controlei e li Amanhecer antes. O principal motivo foi o fato de eu poder aprender mais sobre os vampiros da Stephenie Meyer, principalmente sobre os recém-criados, já que eles não são explorados nem em Eclipse e muito pouco em Amanhecer, só algumas partes em que a Bella focava sobre a sede, mas nada que chegasse perto da construção desse livro.

O livro é bem construído, e por ser um conto e por não estar no ponto de vista da Bella, senti uma mudança de narrativa. A principal mudança é que a Bree não narra falando palavras para deixar o texto pomposo. Mas, pelo fato do livro ser um conto, eu não senti a leitura fluir tanto, e também pelo fato de estranhar a escrita da Meyer, por mais que não esteja ruim, só poderia estar melhor.

Ele explora bastante a vida dos recém-criados, sempre focando na sede e no medo. Um momento interessante do livro é quando a Bree está com o Diego e ele começa a questionar se deixar a luz do sol tocar a pele é tão perigoso quanto o líder deles diz, até que ele vai por conta própria descobrir. Todo mundo sabe que, nesse universo, não é nada perigoso os vampiros ficarem na luz do sol, mas é interessante ver essa pequena alienação, pois realmente nos faz pensar que nem todos os vampiros são criados com um Cullen ao lado para ajudar eles.

A Bree é bem construída, e os outros dois personagens que tem aparições mais especiais também, mas não quanto. Um romance até começa a surgir, mas felizmente perde espaço, o que eu tomei como algo positivo.

Ao final, o livro é bom apenas para as pessoas que se interessarem pelo universo criado pela autora. Se você estiver aqui procurando algo para matar a saudade da história de Bella e Edward, você não conseguirá matar essa saudade, por mais que os dois apareçam na história.

É isso, e até mais o/