Livro VS Filme | A Saga Divergente: Insurgente é UFC inteiro na cara de quem duvidava

Pois é, dois sábados sem postar coisa sobre cinema. E sábado tá sendo um dia péssimo para mim, então estou pensando seriamente em mudar o dia de postagem de cinema. Mas, o problema é: quando?

Aliás, já curtiram a página do blog no Facebook?

096385.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx A Saga Divergente: Insurgente

Direção: Robert Schwentke

Com: Shailene Woodley (Tris Prior), Theo James (Quatro), Ansel Elgort (Caleb Prior), Miles Teller (Peter), Jai Courtney (Eric), Octavia Spencer (Johanna)

Em A SÉRIE DIVERGENTE: INSURGENTE, os riscos para Tris aumentam quando ela sai à procura de aliados e respostas nas ruínas de uma Chicago futurista. Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) são agora fugitivos, caçados por Jeanine (Kate Winslet), a líder da elite Erudição, faminta pelo poder. Correndo contra o tempo, eles precisam descobrir a causa pela qual a família de Tris sacrificou suas vidas e por que os líderes da Erudição farão tudo para impedi-los.
Assombrada pelas escolhas do passado, mas desesperada para proteger quem ama, Tris, com Quatro a seu lado, encara um desafio impossível atrás de outro, ao desvendar a verdade sobre o passado e também o futuro de seu mundo. Desafie a realidade, busque a verdade

A primeira coisa que eu percebi, logo ao ver o teaser, é que o filme não tá fiel ao livro em acontecimentos, mas tá fiel em ideias! As cenas que levam ao final são totalmente diferentes das cenas que levam ao final do livro, mas essa mudança foi muito bem feita e tem até sentido. Durante o livro inteiro, a autora se preocupou em mostrar o psicológico da Tris, e o filme fez isso, só que uma maneira mais “vísivel”, recorrendo um pouco menos da atuação da Shailene Woodley.
O filme inteiro foi um tapa na cara, mas tomei outro tapa em quesito de atuação. Achei que não encontraria atuações muito boas, mas não consigo lembrar de um ator que não esteja bem no filme. A Shailenne, o Ansel, o Theo estavam ótimos. Principalmente o Miles Teller (que eu ainda acho que é filho não-assumido do Edward Norton), que faz o Peter, alívio cômico do filme, tava excelente, roubava as cenas a todo momento. A atriz da Johanna também tava espetacular.
Eu gostei bastante do figurino. Todos eles, como no primeiro filme, reforçavam a presença onipresente das facções. Afinal, gostei da direção de arte e da cinematografia, principalmente dos ângulos de câmera (que eu sempre presto atenção).
Todo mundo falou dos efeitos especiais, e eu reforço. Que coisas lindas, minha gente. O 3D só deixou mais lindo ainda. O filme já saiu de cinemas, mas se você tiver a oportunidade, veja em 3D que deixa a experiência ainda ais agradável, mas não é uma regra, como A Batalha dos Cinco Exércitos
Uma coisa que, quando um leitor diz, é a maior verdade do mundo: ele é um dos pouquíssimos filmes que ficaram melhores que o livro. O pessoal da adaptação simplesmente cortou metade do romance (e o pouco que ele deixou, ele melhorou) e se concentrou nos dois maiores presentes que o livro deu pra gente: psicológico e ação, e esses dois presentes andaram de mãos dadas nas melhores cenas.
Insurgente é um tapa de na cara de um monte de gente que achou que o filme seria bosta. Não um tapa, um UFC inteiro, por que sim, Insurgente é um dos melhores filmes de adaptação do ano, e provavelmente um dos teen também.

 

Obrigado por ler até aqui! Até mais gente o/

Porquê o Teaser Trailer de Insurgente Ficou Fiel ao Livro

Esses dias, saiu o teaser trailer do filme Insurgente, continuação de Divergente, de trilogia de mesmo nome. O que chamou atenção é que foi uma cena inteira que não aparece em momento algum no livro. Os fãs foram a loucura e ficaram revoltados. Eu, curioso, fui ver o teaser, e por mais que eu tenha estranhado de um primeiro momento, eu fui percebendo que o teaser estava fiel ao livro, na verdade, fiel até demais. E, nessa postagem nem um pouco comum, eu irei explicar o motivo.

Primeiramente, gostaria de falar que ler um livro ou assistir um filme não é apenas o ato de ler o livro ou assistir o filme. É algo bem mais complexo do que as pessoas pensam, pois além de ler/assistir, você tem que saber interpretar. O que prevalece? Qual a lição? Quais as metáforas e o que elas significam? Ao ler/assistir uma obra, você tem que pensar e interpretar. E, a todos que leram a série e que falaram que o teaser ficou uma bosta e infiel, eu tenho uma dica: vão reler a trilogia (sim, a trilogia inteira) , pois obviamente vocês não a entenderam. (chovam pedras ou pétalas, estou dizendo a verdade.)

Assista o teaser:

Agora, vai começar a postagem de verdade. Terão spoilers dos livros Divergente e Insurgente. Não terão de Convergente, pois 1) ainda não li o desfecho e 2)eu poderia sim, aguardar, ler o livro e escrever, mas não julgo ser necessário ele para isso. Caso seja e eu tenha falado besteira, não venha me xingar até a morte, mas me ajude a arrumar o erro. Caso discorde, que tal começarmos uma discussão saudável? De criança, um monte de fandom já tem, não queremos isso no fandom de Divergente.

Divergente é uma série que, mais do que tudo, trata do psicológico das pessoas em torno a perdas e as escolhas difíceis. Começamos Divergente como desespero da Beatrice para escolher sua facção, e o desespero só aumenta com a descoberta de ser Divergente, além de ter que sofrer para se adequar e continuar na Audácia, facção que escolheu. A autora coloca diversos fatores para explorar ainda mais o psicológico da personagem, até que o final chega, e BUM! Ela despeja tudo na gente, com o estopim da batalha, a morte de parentes e destruição. E é aí que fidelidade com o livro entra.

Começamos a cena com uma visão da Tris sobre uma cidade totalmente destruída. Pera lá, a cidade não foi destruída no livro. Mas quem disse que estamos falando de Chicago?

A tal da cidade destruída não é nada mais nada menos do que o próprio psicológico da Tris! Depois de todos os eventos de Divergente, como a escolha da facção, a adaptação, o primeiro amor, a morte de companheiros, ver todo o sistema ruir e o começo de uma batalha, a cabeça da Tris estava uma bola de neve, e não é difícil perceber isso lendo o livro. Então, como num piscar de olhos, sua mãe também é Divergente, ela é da Audácia, ela morre na sua frente, seu pai morre na sua frente também e você agora é um alguém sem lugar que vai seguir o trem até o final, onde chega no complexo da Amizade e ainda tem toda uma pressão sobre isso. Me diga se sua cabeça não estaria totalmente destruída depois disso? E é exatamente isso que a cidade destruída e em chamas representa tudo isso. Representa que a cabeça da Tris está extremamente em confusão e arrasada.

Então, começa a cena de que todos reclamam: a mãe da Tris aparece, viva da silva para a felicidade da nação. Mas, como tudo que é bom dura pouco, a casa começa a pegar fogo e a voar, e é aí que o teaser de verdade começa.

No começo da cena, vimos tudo destruído, então a mãe dela parece, a Tris solta um suspiro aliviada, e percebemos que a mãe dela parece feliz, representando o quanto a Tris queria que tudo acabasse e que ela voltasse logo para os braços da mãe. Mas, logo ela é arrancada dessa realidade (pela ficha da mãe dela estar morta cair cada vez mais) e tem que lutar. A mãe em perigo representa o quanto a Tris se sacrificaria para ter tudo aquilo que ela perdeu de volta. A casa em chamas e voadora representa todos os perigos que ela está passando, e os corvos voando e bicando-na mostra ela lutando contra seus medos.

Como viram, no final, o teaser está sim fiel ao livro, pois ele mostra de forma metafórica o que a autora mostra na série inteira: a cabeça da personagem, além de, como num resumão ou um arquivo compactado, como preferir, todos os eventos da história. O teaser ficou fiel, mas não ficou fiel á palavra, ficou fiel á ideia, e isso é tão importante quanto as palavras.

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Resenha: Divergente #2 Insurgente – de Veronica Roth

Olá gente! Tudo bem com vocês? Eu infelizmente estou internado, por isso não tenho postado recente… mas, felizmente, ontem eu sai do isolamento e posso voltar a resenhar para vocês! (Como estou usando o pc do hospital, depois eu coloco a capa do livro)

 

OBS: Sim, vão ter alguns spoilers de Divergente.

 

imagemDivergente #2 Insurgente: Uma Escolha Pode Te Destruir

de Veronica Roth, 2013

Editora Rocco Jovens Leitores, 511 págs

ISBN: 9788579801556

Prior deveria ter sido de comemoração, vitória e cheio de emoção por ter ficado
em primeiro lugar na classe de iniciação da sua facção, Audácia. Em vez disso, o dia termina em horríveis e inexplicáveis ataques por meio das simulações da facção Erudição, e enquanto Tris sobrevive graças a sua Divergência, muitos que ela ama, não.

Guerra agora parece inevitável. Embora os membros da Audácia tenham sido livres do controle mental da Erudição, o conflito entre as facções e sua ideologias está apenas começando. E nessa guerra, lados devem ser escolhidos, segredos vão surgir, e as escolhas se tornarão ainda mais irrevogáveis – e ainda mais poderosas. Transformada por suas próprias decisões, mas também pela dor assombrada, novas descobertas radicais, e uma romance que se aprofundou rapidamente, Tris deve aceitar plenamente sua Divergência, mesmo que ela não saiba o que pode perder se fizer isso.

Divergente foi um livro de bastante sucesso mundial, com razão, pelo livro incrível que ele é. Insurgente, infelizmente, não conseguiu continuar esse grande sucesso.

Ele teve várias vendas, é claro, mas a qualidade poderia ser melhor. É possível perceber o quanto Veronica Roth realmente quis explorar todo esse mundo que ela criou, mas como estava muito presa na cabeça da personagem principal, Tris (que, aliás, está “menos burra”. Ela se desenvolveu, mas disso eu trato depois), e isso me incomoda bastante. Esse é um mal das atuais distopias, sempre ser em primeira pessoa. Isso é algo legal, pois, por ser um ambiente muito diferente, os leitores realmente querem saber as emoções e como o personagem reage a tudo isso, mas ao mesmo tempo, isso atrapalha a exploração do mundo, a menos que a autora saiba falar isso. Mas algo que eu notei foi que isso acontece por causa da personalidade da personagem, e então, a Veronica Roth soube ficar fiel a personalidade dela até o final. Algo muito bom, mas que atrapalha.

Pelo menos, a Veronica Roth não quer saber de lenga-lenga. Toda hora algo está acontecendo, e eu realmente não li que esteja ali apenas por estar, algo que não contribui em nada o desenvolvimento da história. Por isso, o livro leva alguns pontinhos por isso.

Quanto a protagonista, bem, finalmente eu comecei a gostar um pouco da Tris. Eu realmente prefiro a Tris de Insurgente do que a de Divergente, mas isso não significa que ela é uma personagem legal. Ela continua sendo sagaz, pelo menos agora ela está um pouco mais livre para ser ela mesma, já que ela não está tão presa a Audácia. Mas, em quanto ao romance… bem, digamos que a Veronica Roth não é a melhor escritora de romance do mundo. Ela quer ter um romance no livro, mas que ás vezes se torna fútil ou que pode ser melhor explorado.

Alguns personagens antigos retornam, e aqui temos um certo derrame de sangue. De verdade, eu achei o final espetacular. Foi tão incrível que ofusca um pouquinho os erros. E, finalmente, temos uma resposta do que são as facções.

O livro é bom e a escrita da autora é muito boa, mas senti falta da exploração do cenário e de um romance melhorzinho… Mas nada que desmereça tanto assim o livro, mas continuo dizendo que ele poderia ser melhor.

 

 

Até mais, gente! o/

Resenha – Divergente #1 – De Veronica Roth

Oei gente :v

Capa brasileira.
Edição da Editora Rocco Jovens Leitores, de 2012

Divergente,

de Veronica Roth, 2011

Editora Rocco Jovens Leitores, 495 pág.

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Divergente foi uma grande revelação do ano de 2012 aqui no Brasil. Vários blogs e canais no YouTube falavam sobre o livro. Bem, todo esse sucesso no mundo inteiro fez com que o livro ganhasse uma adaptação em longa-metragem, prevista para 21 de março, na América do Norte.

Sem mais delongas, podemos ver que Divergente tem uma pegada dos livros distópicos que recentemente sairam, após o estrondoso sucesso da série Jogos Vorazes (que é lançado pela mesma editora), de Suzanne Collins. Pode até parecer alguma fórmula: o YA predominante com jovens que estão em um período de transição pela sua idade na sociedade, um romance que é mais importante do que parece, um triângulo amoroso, a sociedade divida por partes e uma (REVELAÇÃO!, só que não) guerra bem bolada no final, onde finalmente se descobre os agentes duplos. Bem, é impossível negar que em Divergente acontece isso, mas de uma maneira estrondosamente bem bolada.

A pensar primeiro que a autora conseguiu fazer as facções de uma maneira bem realística. Os seres humanos realmente podem culpar a agressividade, ou a ignorância, ou a duplicidade, ou o egoísmo, ou a covardia, e seria muito fácil chegarmos a um futuro igual ao da trilogia, e isso me surpreende ainda mais. ¹Veronica Roth também revela que não escolheu os nomes das facções pegando um nome aleatório, mas sim, pegando palavras não-familiares de propósito, e por algumas razões. Baseada nessas razões, pegou palavras que faziam sentido para a facção, sem interferir nas outras, como na facção da Amizade:

Amizade: 1. harmonia pacífica 2. entendimento mútuo e relacionamento pacífico, especialmente entre nações; paz; acordo 3. cordialidade

VERONICA: Não é só sobre banjos e pegar maçãs. É sobre cultivar relações fortes e tentar entender um ao outro. Oh, amizade.

Ou seja, não foi simplesmente pegar uma palavra que até tenha algo a ver, mas tendo uma preparação para tudo isso.

Quando á história, ela é cativante. Todos os elementos citados á cima existem, e como dito anteriormente, Veronica soube usá-los com certa sincronia. Não foram poucas as vezes em que você sentia profunda raiva dos personagens, ou até mesmo dó. Já aproveitando que estou falando dos personagens, eu adorei a construção deles. Muito bem construídos.

E a imaginação da autora é impressionante. Atualmente, está acontecendo algo que eu estou gostando muito, mas muito mesmo, é dos livros se preocuparem muito bem com o mistério. Existe diversos mistérios no livro, alguns já desvendados nas primeiras páginas (por mais que a protagonista só vá descobri-los mais á frente no livro), e outros e que só serão revelados no próximo livro (Que aliás, foi lançado ano passado com o título de Insurgente. E recentemente, foi lançado Convergente, o terceiro livro da trilogia. Preciso falar que é o último?), além de dúvidas crescentes, como: Por que Divergentes são tão perigosos á sociedade? E fãs tem a “mania” de falar que pertence a um determinado grupo do livro (como os fãs de PJO, que dizem ser semideuses, e os de HP, que dizem estudar e pertencer a alguma casa de Hogwarts), e ao pensar em que Facção pertencem, acabam percebendo que é impossível terem suas personalidades apenas para uma facção. E esse é um mistério maior: Como Veronica Roth chegou á isso, de comprimir suas personalidades até chegar a um certo ponto?

Resumindo, o livro é incrível, a autora soube se abrir muito bem, dando gigantescas asas á imaginação, usando-as de uma maneira muito sincronizada e em harmonia. Estou muito ansioso para continuar lendo essa incrível trilogia!

Fontes:

¹ Site Divergente Brasil, e para saber mais sobre: http://divergentebrasil.com/amizade/